Manchester City FC 1-0 Club Atlético Madrid: Atlético atou, Foden desatou

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A CRÓNICA: COLCHONEROS FORAM PASSEAR A INGLATERRA

Esperava-se um jogo intenso, a nível de ritmo como físico. Houve intensidade, ou tentativa de tornar o jogo intenso, diga-se melhor. Só uma equipa jogou, o Manchester City FC acabou por vencer, mas o espetáculo, esse, fica para outro dia.

Desde cedo se percebeu que quem ia tomar as rédeas do jogo era o City. Não se esperava outra coisa, a não ser que não se conheça Diego Simeone e o seu Atlético. Ainda assim, esperava-se que o Club Atlético de Madrid, em contra-ataque, conseguisse ferir, de certa forma, a equipa de Guardiola.

Talvez tenha havido mais desinspiração na hora de contra-atacar, ou simplesmente a estratégia era tentar não sofrer muitos golos, marcar ainda tem tempo para isso.

Mesmo com o comando do jogo por parte dos citizens, quem tinha a chave da baliza era a equipa do Atlético, que defendeu sempre em bloco baixo. Foi preciso ir ao banco fazer cansar alguns, para conseguir desbloquear, por uma vez, a baliza colchonera.

Guardiola teve de mexer e só com Phil Foden houve maior fluidez e rapidez no ataque. É o médio inglês que acaba por deixar a bola para que Kevin De Bruyne fizesse o golo solitário que dá a vantagem curta para a segunda mão.

A FIGURA


Phil Foden – Foi De Bruyne que marcou o golo, mas foi o jogo do jovem inglês que surtiu efeito contra o bloco baixo do Atlético. Antes de entrar, o City era previsível e lento. Foden tornou-se um autêntico senhor da bola, ainda que tenha apenas 21 anos. Dinamizou o ataque e podia ter servido um companheiro para novo golo, mas o mar de pernas espanholas na área não permitiu que a bola entrasse.

O FORA DE JOGO


Ataque do Atlético – Foi literalmente fora de jogo porque foi inexistente. Félix ainda teve umas ações interessantes na primeira parte, mas a equipa simplesmente não avançava muito para lá do meio campo. A equipa colchonera não foi com intuito de marcar, passando o jogo inteiro a defender. Ederson foi mais um espectador, porque o Atlético não fez sequer um remate.

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola fez a equipa jogar em 4-3-3, apesar de Aké, um central, ter jogado no lado esquerdo da defesa. Cancelo tinha alguma liberdade para fazer as suas jogadas de ataque até à linha de fundo e mesmo Nathan Aké foi visto algumas vezes lá à frente, como um lateral.

Sempre com bola nos pés, Bernardo Silva ia muitas vezes lá atrás tentar abrir espaços e criar alguma linha de passe, apesar do bloco baixo do Atlético.

Com as entradas de Grealish, Foden e Gabriel Jesus, o City encontrou em Jesus uma referência mais fixa na área, deixando mais espaços para os dois homens criativos que atuaram nas costas do nove.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Stones (6)

Laporte (6)

Aké (6)

De Bruyne (7)

Rodri (6)

Gundogan (6)

Mahrez (6)

Sterling (6)

Bernardo Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Foden (8)

Gabriel Jesus (6)

Grealish (7)

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO MADRID

Não seria muito mentira se disséssemos que o Atlético jogou em 11-0-0, visto que o intuito foi única e exclusivamente defender. Ainda assim, Simeone utilizou um sistema de 5-3-2, com Félix e Griezmann mais adiantados. Os médios, todos eles com características muito defensivas, o que seria, desde logo, difícil aos espanhóis conseguirem ligar o jogo entre o setor mais traseiro para o mais adiantado.

Com essa quebra de ligação entre os médios e os avançados, os últimos acabaram por sofrer mais, porque não conseguiram criar situações de perigo para o adversário. Com a desvantagem no marcador, vai-se perceber se Simeone vai com tudo para tentar dar a volta ou se vai entrar cauteloso, na segunda mão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (6)

Vrsaljko (6)

Felipe (6)

Savic (6)

Mandava (6)

Lodi (6)

Llorente (6)

Kondogbia (6)

Koke (6)

Griezmann (5)

Félix (5)

SUBS UTILIZADOS

De Paul (5)

Correa (5)

Mateus Cunha (5)

Lemar (5)

Francisco Macedo Amaral
Francisco Macedo Amaralhttp://www.bolanarede.pt
O Francisco é recém licenciado em Jornalismo e Comunicação e tem a paixão do jornalismo desportivo. Fim de semana perfeito é estar no sofá a ver tardadas de futebol. Gosta ainda de jogar e ver cinema.

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