Deixar para trás as memórias | Dortmund x PSG

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2013 e 2020 ficam na memória dos adeptos destes dois clubes. Há onze anos, em Wembley, o Dortmund perdia a hipótese de vencer a sua segunda Liga dos Campeões frente ao grande rival, Bayern. Já o PSG tinha de esperar mais sete anos até disputar a sua primeira final. Tal como o Dortmund, caiu perante o mesmo adversário. Este ano, as duas equipas podem vingar essas duas finais, com os bávaros ainda em competição, mas antes disso, encontram-se nas meias-finais.

O mais interessante é que já se defrontaram na fase de grupos desta época. Inseridos no apelidado “Grupo da Morte”, conseguiram ficar à frente de AC Milan e Newcastle United e prosseguir na competição. É importante assinalar que nenhuma das equipas estava apontada como favorita a vencer o troféu, mas a sorte do sorteio foi sorrindo a franceses e alemães, que podem agora sonhar. Nesses dois confrontos, os parisienses saíram por cima com uma vitória no Parque dos Príncipes por 2-0 e um empate a uma bola na Renânia. Mas estamos, agora, noutra altura da temporada com as equipas em situações diferentes às que estavam.

Frenkie de Jong Barcelona Fabián Ruiz PSG
Fonte: FC Barcelona

O PSG entra para este jogo já como campeão francês e não tem jogo no fim de semana entre as duas mãos. Já o Dortmund vem de uma derrota pesada em Leipzig, está fora dos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões do próximo ano e tem um jogo importante com o Augsburg no sábado.

Mas como jogam ambos os conjuntos?

O Dortmund costuma alinhar num 1-4-3-3 ou 1-4-2-3-1, mas sem o espanto, expressividade e liberdade de outrora com Klopp ou Tuchel. Edin Terzic procura, acima de tudo, uma equipa equilibrada, e podemos esperar isso mesmo neste duplo embate. Bloco intermédio, com os seus momentos de pressão alta, mas sem nunca esquecer que do outro lado há velocistas letais em Dembélé, Barcola e, principalmente, Mbappé. Pode-se ver um médio mais capaz na fase defensiva ao lado de Emre Can, como Sabitzer ou Özcan, em vez do uso de uma dupla de médios ofensivos. Espera-se Füllkrug no centro do ataque para servir no jogo apoiado e finalizar dentro de área.

Ian Maatsen Jadon Sancho Borussia Dortmund
Fonte: BVB Dortmund

A dupla de centrais tem sido composta por Schlotterbeck e Hummels, mas os erros em Madrid (na primeira mão dos quartos de final) e a recente derrota para o campeonato podem mudar os planos do treinador. O Dortmund tem de fazer valer o fator casa, o fator Signal Iduna Park, se quer passar, por isso tudo o que não seja uma vitória pode saber a pouco, se bem que o mais importante é não ficar arredado da qualificação já hoje.

O PSG, embora vindo de um empate caseiro amargo com o Le Havre, está “em altas” depois da eliminação ao Barcelona, das goleadas ao Lyon e Lorient e das notícias de revalidação do título francês. Os holofotes têm estado em Vitinha, muito elogiado pelo treinador e perto da renovação de contrato, que aparenta ser o médio mais imprescindível. As luzes também estiveram em Donnarumma, na eliminatória com o Barcelona, mas por más razões.

Vitinha PSG
Fonte: Paris Saint-Germain FC

O guarda-redes italiano tem comprometido nestas andanças, ficando na memória aquela eliminatória com o Real Madrid há um par de anos, e se o PSG quer passar precisará de um porto seguro na baliza. O quarteto defensivo está cheio de dúvidas, não havendo certezas sobre quem será titular e onde, mas se há titularidade que está clara, é a de Kylian Mbappé no ataque. O melhor Mbappé resolve jogos e eliminatórias, fenómeno já comprovado este ano contra a Real Sociedad.

Mas o que se percebeu nos quartos de final é que o resultado da primeira mão não é indicativo de quem passa. Relembre-se, leitor, que tanto Dortmund como PSG perderam os seus jogos iniciais contra Atlético de Madrid e Barcelona, respetivamente, antes de virarem a eliminatória na segunda mão. Por isso, a eliminatória não ficará decidida na Alemanha e haverá muito por que jogar em França na segunda mão, nem que seja pelo legado de Marco Reus em Dortmund e o de Kylian Mbappé em Paris.

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