Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Real Madrid CF 2-3 Chelsea FC: Senhoras e Senhores, Liga dos Campeões!

Diogo Lagos Reis · 4 min

Real Madrid CF x Chelsea FC
Foto: Real Madrid CF

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: CINCO GOLOS E DUAS REVIRAVOLTAS EM 120 MINUTOS DE MUITO ESPETÁCULO ENTRE REAL MADRID E CHELSEA

“Neste momento, não estamos vivos na eliminatória”, afirmou Thomas Tuchel na 1ª mão. Esta noite, a mentalidade foi outra. O Chelsea FC não tinha nada a perder e vinha fazer tudo menos turismo em Madrid.

Nos primeiros 15 minutos, os blancos entraram em modo gestão de resultado, ao baixar o ritmo sempre que dispunham do esférico. Foram ingénuos e permitiram ao adversário a construção de algo muito perigoso: esperança. Numa belíssima jogada, Mason Mount atira a contar e reduz a desvantagem (0-1) – o despertador que acordaria um Real Madrid passivo até ao momento.

Depois, o filme foi outro. O Real Madrid CF queria, mas não conseguia. Estava a ser dominado pela equipa britânica. Sufocado, aliás. O objetivo era sobreviver até ao intervalo e talvez mudar a estratégia para a segunda parte.

Não mudaram e por isso, puseram-se a jeito. Ao minuto 51, o Chelsea FC confirmou duas coisas: a reviravolta (0-2) e que apenas os Blues estavam a ter “cabeça”. E não falo apenas do golo de Antonio Rudiger. Contudo, parece que este novo despertador acordou finalmente o Real Madrid CF. Ainda se assustaram com um grande golo de Marcos Alonso que seria revertido pelo VAR, mas a verdade é que conseguiram equilibrar a balança e aproximarem-se da baliza de Mendy, recordando um cabeceamento perigoso de Benzema à trave. Tudo estava em aberto.

Werner foi o “pesadelo” merengue. Apareceu entre-linhas na grande área e ultrapassou ainda Casemiro, Alaba e Carvajal no caminho para uma reviravolta épica (0-3). E é justamente quando estamos agarrados a um possível desfecho que a Liga dos Campeões nos surpreende. Luka Modric trivelou e Rodrygo saltou do banco para o golo, para a felicidade (1-3). E continuava tudo em aberto, seguindo para prolongamento.

Nesta época, um filme de Champions não seria legitimo sem Karim Benzema. Tinha chegado a sua hora. Frente-a-frente com Thiago Silva, Vinícius Jr. pica a bola e Benzema envenena a baliza inglesa de cabeça. É a festa do Real Madrid.

O Chelsea ainda tentou, mas a história já estava escrita. Em duelo de campeões, o maior de sempre revirou a reviravolta e foi feliz: Real Madrid CF.

 

A FIGURA

Karim Benzema – Vou ser direto. Para mim, Mason Mount foi claramente o melhor jogador nestes 120 minutos, mas foi Karim Benzema quem decidiu a eliminatória e colocou a sua equipa nas meias-finais, além de ainda ser importante na construção ofensiva (três passes-chave, três bolas longas e 82% de eficácia de passe).

 

O FORA DE JOGO

Primeiros 50 minutos do Real Madrid CF – Ganharam, é verdade. No entanto, não foi a melhor abordagem para iniciar a partida. Pretendiam gerir o resultado na esperança que fosse um jogo mais tranquilo e isso dificultou-lhes imenso a vida. Sofreram o primeiro, estavam completamente sufocados e mesmo assim, não alteraram a estratégia para a segunda parte. Foi preciso o Chelsea concretizar a reviravolta (0-2) para realmente acordarem.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

A estratégia de jogo do Real Madrid CF foi claramente de gestão de resultado: controlar defensivamente os Blues; quebrar o ritmo de jogo com uma circulação de bola mais tranquila, demorada e lateralizada, aquando (sem bola) colocavam mais intensidade na partida. O tiro saiu-lhes pela culatra e o golo prematuro de Mason Mount desfez a ideia de jogo merengue. Até ao intervalo, jogando muitas vezes em 5-4-1, revelaram grandes dificuldades em pressionar o homem com bola e em sair a jogar através de transições rápidas. Não tinham espaço, foram completamente dominados.

No retomo da partida, mantiveram a estratégia e só quando foram surpreendidos pelo segundo golo, é que subiram as linhas e conseguiram se libertar do sufoco britânico. Verificou-se uma maior chegada ao último terço e perigo à baliza do Chelsea FC, mas os forasteiros continuaram em superioridade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Ferland Mendy (6)

David Alaba (6)

Nacho Fernández (6)

Daniel Carvajal (7)

Toni Kroos (7)

Casemiro (6)

Luka Modric (7)

Vinícius Júnior (7)

Karim Benzema (7)

Federico Valverde (6)

SUBS UTILIZADOS

Eduardo Camavinga (5)

Rodrygo (7)

Marcelo (6)

Lucas Vázquez (6)

Dani Ceballos (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

O Chelsea FC de Thomas Tuchel estruturou-se num 4-3-1-2 na procura da reviravolta. Sem bola, defenderam em 5-2-3 e apresentaram uma ótima reação à perda pautada pela antecipação e intensidade defensiva, impossibilitando espaço para os ataques rápidos do Real Madrid CF. No panorama ofensivo, procuraram instalar a equipa toda no meio-campo espanhol e demonstraram uma ótima capacidade de leitura e invenção de espaços, muito pelo tempo de bola que o adversário permitia (sobretudo no primeiro tempo).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Marcos Alonso (7)

Antonio Rudiger (8)

Thiago Silva (7)

Reece James (8)

Mateo Kovacic (7)

N´Golo Kanté (6)

Ruben Loftus-Cheek (7)

Mason Mount (8)

Timo Werner (8)

Kai Havertz (5)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (5)

Hakim Ziyech (7)

Jorginho (5)

Saúl Ñíguez (6)

Diogo Lagos Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.