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Messi, Messi, Messi e mais Messi. O Barcelona foi a Wembley vencer o Tottenham por 4-2, num encontro que ficou marcado pela genialidade do camisola ‘10’ do Barça, que bisou, pensou, sentou, executou e cilindrou: uma autêntica lição de futebol pelo mago da Argentina.

E que melhor maneira de os catalães entrarem no seu jogo 300 na maior competição de clubes do planeta senão… com um golo: Messi, com um passe magnífico, encontrou Jordi Alba; o espanhol, com a saída prematura de Lloris dos postes, não hesitou em tocar para Coutinho, que não facilitou e inaugurou o marcador. Dois minutos jogados em Londres, os visitantes sorriam e Messi começava a espalhar a sua magia aos poucos.

Num encontro bastante equilibrado a meio-campo, com muitas disputas entre os homens de ambas as equipas, era mesmo o astro argentino que mais se ia destacando, mostrando sucessivamente o porquê de ser considerado de outro planeta.

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E de outro planeta pareceu surgir o segundo do Barcelona na partida, aos 28 minutos: trabalho esforçado de Coutinho na linha de fundo e Rakitić, com um volley perfeito, a bombear as redes de Lloris. A jogada do golo, como não poderia deixar de ser, começou no pé esquerdo mais invejado do mundo, e que um dia será alvo de estudo, dada a sua anatomia fora do comum.

Até ao recolher obrigatório aos balneários, o Tottenham ainda chegou com perigo à baliza do Barcelona, pelo intermédio de Lamela, mas a defesa catalã não tremeu e respondeu de forma exemplar, não dando qualquer margem de manobra aos ingleses.

A relação de Coutinho e Messi dentro de campo dá cada vez mais frutos
Fonte: UEFA

No início do segundo tempo, Messi esteve muito próximo do golo por duas ocasiões, aos 47 e 52 minutos: em lances muito semelhantes, o avançado de 31 anos atirou rasteiro ao poste esquerdo da baliza dos Spurs.

Mas como já se sabe, o futebol é vivido à base do sentido de oportunidade, oportunidade essa que Harry Kane, segundos depois do sufoco de Lionel, não quis desperdiçar: movimento magistral do inglês sobre Nélson Semedo, e o remate a sair colocado, sem hipóteses para Ter Stegen.

Mas como já se sabe também, “não há duas sem três” e “à terceira é de vez”. E foi mesmo: cruzamento rasteiro de Jordi Alba, Suárez a deixar a bola passar e Messi, finalmente, a acrescentar o seu nome à lista dos marcadores. 56 minutos decorridos, 3-1 para o emblema blaugrana e os adeptos enlouqueciam.

Apesar do maior domínio do Barcelona, que ia pautando os momentos do  jogo à sua medida, o Tottenham conseguiu chegar ao segundo: Lamela, que já tinha ameaçado Ter Stegen, viu o seu remate enganar o guarda-redes alemão, após um desvio do brasileiro Arthur.

Os londrinos, que na primeira jornada perderam no reduto do Inter de Milão, precisavam urgentemente de chegar ao empate, que esteve muito próximo aos 84 minutos, quando Lenglet deu o “peito” às balas e desviou o tiro de Lucas.

Em cima dos 90, Messi acabaria por fechar a contagem, num encontro que ficará na história como um dos maiores recitais de sempre de D10S.

 Onzes Iniciais:

Tottenham HFC: Lloris, Trippier, Alderweireld, Sánchez, Davies; Winks, Wanyama (Dier 57’), Lucas, Lamela (Llorente 79’), Son (Sissoko 66’); Kane.

FC Barcelona: Ter Stegen, Semedo, Piqué, Lenglet, Alba; Busquets (Vermaelen 90+1’), Arthur (Vidal 87’), Rakitić; Coutinho (Rafinha 83’), Messi, Suárez.

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