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Valência CF 3-4 Atalanta BC: O sonho de Bérgamo segue vivo

José Mário Fernandes · 4 min

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A CRÓNICA: GOLOS ATRÁS DE GOLOS, NO FIM GANHA A ATALANTA

Era perante um Mestalla despido de público que a turma orientada por Albert Celades tentava fazer história na prova milionária. A derrota pesada sofrida em Milão, em muito complicava as esperanças espanholas, contudo, entre os adeptos da casa, sobretudo entre aqueles que se reuniram à porta do estádio, a esperança era, definitivamente, a última a morrer.

Do lado italiano, Gasperini e os seus atletas carregavam às costas o sonho de toda a cidade de Bérgamo, o sonho de ver a sua equipa seguir em frente na Champions.

Bom, lembram-se de referir que ainda restavam resquícios de esperança entre os adeptos do Valencia CF? A verdade é que esses resquícios, logo nos primeiros minutos do encontro, tornar-se-iam menores ainda. Numa autêntica invenção de Josip Iličić, o atacante esloveno entra na grande área e acaba por ser derrubado por Diakhaby de forma faltosa. Grande penalidade assinalada.

No entanto, como é sabido, não há reação que não origine uma reação; e essa reação haveria de surgir por volta dos vinte minutos. Perda de bola no meio campo defensivo italiano, desequilíbrio no setor mais recuado da Atalanta BC, má abordagem de Palomino à bola enfiada por Rodrigo e eis que surge Kevin Gameiro, oportunista, a recolocar a igualdade no encontro.

Faltavam apenas três golos para forçar o prolongamento… Claro, isto se os visitantes não esticassem, novamente, as redes defendidas por Cillessen. Coisa que, infelizmente para as aspirações do Valencia CF, viria mesmo a acontecer. Nova grande penalidade, novo erro de Diakhaby. E, assim como da primeira vez, Josip Iličić não perdoaria. 1-2 no marcador e a certeza de que a tarefa espanhola era agora algo a beirar o impossível.

O segundo tempo começaria com o bis de Gameiro, que, após excelente cruzamento de Ferrán Torres, restabeleceria a igualdade no marcador, no entanto, sem grandes efeitos práticos.

Outro golo que não haveria de ter efeitos práticos seria o de Ferrán Torres, muito por conta, também, do 3-3 que seria alcançado por intermédio de Iličić (quem mais haveria de ser?), quatro minutos depois do “chapéu” do jogador espanhol.

E não é que o número setenta e dois da turma italiana queria ainda mais… Onze minutos após alcançar o hat-trick, o atacante de trinta e dois anos chegaria ao poker, coroando, desta forma, uma exibição tremenda.

A FIGURA

Fonte: Atalanta BC

Josip Iličić – uma noite de sonho para o esloveno. Já havia sido peça fundamental na primeira mão em Milão, contudo neste jogo superou-se. Quatro golos, uma grande penalidade sofrida e muita qualidade espalhada ao longo dos noventa minutos. Que jogo!

O FORA DE JOGO

Fonte: Valencia CF

Mouctar Diakhaby – uma noite para esquecer. Duas grandes penalidades cometidas, ambas devido a abordagens algo deficientes. Foi um elemento decisivo dentro das quatro linhas, infelizmente pelos piores motivos, facilitando ainda mais o trabalho à Atalanta BC. Acabou por ser substituído ao intervalo.

ANÁLISE TÁTICA – VALENCIA CF

Apesar de efetuar três alterações no onze inicial, comparativamente àquele que entrou em campo em Milão, Celades optou por manter o esquema tático apresentado na primeira mão. 4-4-2, com Coquelin adaptado a defesa central, tendo, na segunda metade, uma outra adaptação a seu lado, desta vez, Kondogbia; Rodrigo no lugar que, em Itália, foi de Gonçalo Guedes, e Jasper Cillessen entre os postes. No que toca ao “jogo jogado”, é caso para dizer que o Valencia CF acabou por pagar a fatura pelos erros defensivos, sobretudo aqueles cometidos pelo seu número doze, porque, em termos ofensivos, esteve longe de uma noite má.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jasper Cillessen (4)

Daniel Wass (5)

Francis Coquelin (4)

Mouctar Diakhaby (2)

Jose Gayà (4)

Kondogbia (5)

Parejo (6)

Ferrán Torres (7)

Soler (6)

Kevin Gameiro (7)

Rodrigo (6)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Guedes (6)

Cheryshev (5)

Florenzi (4)

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

A equipa visitante optou por manter o seu esquema intacto na visita a Espanha. 3-4-2-1, com apenas uma alteração no tridente defensivo, onde Djimsiti entrou para colmatar a ausência de Rafael Tolói, para além da substituição na baliza. Apesar de alguns momentos do jogo menos positivos, a passagem à próxima fase nunca pareceu estar realmente em causa, pelo que a Atalanta BC aparentou sempre ser uma equipa mais tranquila dentro das quatro linhas, ficando, claramente, a impressão de que, caso houvesse um maior discernimento na hora H, poderiam ter saído com um resultado mais sonante do Mestalla. Todavia, nem tudo foram “flores”: a desorganização defensiva foi gritante em alguns momentos, sendo clara no lance do terceiro golo da equipa da casa, por exemplo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sportiello (5)

Djimsiti (5)

Mattia Caldara (5)

Palomino (5)

Hans Hateboer (6)

Marten de Roon (5)

Remo Freuler (7)

Robin Gosens (7)

Mario Pasalić (6)

Papu Goméz (7)

Josip Iličić (10)

SUBS UTILIZADOS

Duván Zapata (6)

Ruslan Malinovsky (4)

Adrien Tameze (4)

 

Artigo revisto por Joana Mendes

José Mário Fernandes

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