O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Aos 39 anos, continua a ser um craque. Dentro e fora de campo. É um dos meus jogadores preferidos e, semana após semana, continua a demonstrar que, hoje em dia, o fator idade é cada vez mais subjetivo. Frente ao Granavivda, foi titular no seu jogo número 461 com a camisola do Betis. Passou a ser o jogador com mais encontros oficiais na história do clube, ultrapassando o mítico guarda-redes Esnaola. Foi para mim um orgulho ter narrado na Eleven este jogo histórico para um dos meus craques preferidos.

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O homem sobre quem escrevo hoje começou a jogar no seu Betis, onde passou por todas os escalões até se afirmar como um dos melhores na equipa principal, durante seis temporadas. Ganhou a Copa do Rey, em 2005. O poder económico de outros clubes fez que com saísse, não só em busca de uma vida melhor mas também por saber que, ao sair, iria permitir ao seu clube do coração um bom encaixe financeiro.

Seguiram-se cinco épocas no Mestalla, ao serviço do Valencia, com mais uma conquista copera, em 2008, e duas temporadas no projeto milionário do Málaga. Em 2013 arriscou a saída para Itália, onde representou a Fiorentina. Dois anos depois, o regresso ao Benito Villamarín, ao seu Real Betis Balompié, onde tem continuado a ser o mesmo craque nas últimas seis épocas.

Hoje escrevo sobre Joaquín, um dos heróis da LaLiga. Joaquín é muito mais do que um jogador de futebol. É uma marca. É alguém que conseguiu colecionar amigos e admiradores não do seu lado, mas também do lado dos adversários. Prestes a fazer 40 anos, a 21 de Julho, já revelou que gostava de renovar e o Betis também já fez saber se, se assim é, então não será pelo clube que tal não vai acontecer. Excelentes notícias!

Joaquín

Joaquín anunciou esta semana o lançamento do seu primeiro livro, “Vivir con arte”. Aqui vos deixo uma pequena passagem do resumo da obra, que serve de mensagem para todos. “Se alguma vez viste um jogo de futebol na tua vida, mesmo que por acaso, percebeste uma coisa: todos os jogadores falham em alguma jogada ou em alguma ação. Todos. Desde o número um do mundo até ao miúdo que joga no recreio da escola. As falhas e os erros são normais, tanto na alta competição como no dia a dia. Tentar ser perfeito é a desculpa para não saíres do teu sítio: senão faço bem, para quê tantar? Para conseguires os teus objetivos, é para isso. Porque se não arriscares errar, jamais poderá vencer”. Obrigado e parabéns, Joaquín.

Espanyol está de regresso à Primera

Não demorou muito a passagem do Espanyol de Barcelona pelo segundo escalão do futebol espanhol. Após a catastrófica época passada, o clube contratou o ténico Vicente Moreno, que tinha subido (e descido, também) com o Mallorca e manteve os craques contratados na tentativa falhada de alcançar a manutenção: De Tomás, Embarba e Cabrera, que se juntaram a outros nomes pouco condizentes com uma segunda divisão, como Diego Lopéz ou Sergi Darder.

O resultado foi uma subida alcançada a quatro jornadas do fim. É uma boa notícia para a LaLiga. O Espanyol é um clube de Primera, tem um estádio fantástico e parece ter mantido a capacidade financeira que ganhou com a chegada da atual administração, o que curiosamente coincidiu com a descida de divisão, mas ainda vai a tempo de mostrar que aprendeu com os erros e que pode ser uma equipa protagonista na próxima temporada.

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

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