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A CRÓNICA: LIÇÃO ESTUDADA DE UM LOSC LILLE SÓLIDO

Paris Saint-Germain FC e LOSC Lille não só protagonizavam o duelo de cartaz da 31ª jornada da Ligue 1, como discutiam a liderança isolada. A formação do Lille vingou a eliminação da Taça de França (disputada no Parc des Princes há mais de duas semanas) e acabou por recuperar o primeiro lugar do campeonato francês ao vencer por uma bola a zero – isto num jogo em que três portugueses atuaram de início do lado da equipa de Galtier.

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É certo que equipa da casa até entrou melhor, desde logo com as oportunidades criadas por Neymar e Mbappé, mas algumas descoordenações na linha defensiva acabaram por permitir que o Lille, no primeiro (e único!) remate do primeiro tempo, inaugurasse o marcador. Com 20 minutos jogados, Jonathan Ikoné fugiu à marcação e assistiu Jonathan David – dois jogadores que causaram mossa nos minutos seguintes e estiveram sempre à espreita do segundo golo, mas sem o devido seguimento na hora de finalizar. Do lado da equipa da casa, apenas Moise Kean testou as luvas de Maignan após ter visto a sua equipa ficar em desvantagem no marcador.

O Lille aproveitou o intervalo para limar as arestas da estratégia que levou para Paris e, olhando para o filme do segundo tempo, pode-se mesmo dizer que resultou. O conjunto de Pochettino não teve a ‘avalanche’ ofensiva que seria de esperar de uma equipa a correr atrás do prejuízo, muito por culpa do posicionamento do Lille. Dí Maria e Neymar foram os únicos a assustar Maignan, sendo que, do outro lado, Jonathan Bamba e Burak Yilmaz estiveram perto de ampliar a vantagem. No período de descontos, Tiago Djaló acabou por ser expulso devido a uma falta cometida sobre Neymar, que também viu o vermelho direto na reação ao lance.

Com este triunfo, o Lille soma agora 66 pontos e distancia-se do Paris SG, que segue com os mesmos 63 no segundo lugar – e que já soma a terceira derrota consecutiva em casa. A luta pelo título francês está ao rubro e conta ainda com os candidatos Olympique Lyonnais e AS Mónaco. Contudo, para já, a armada lusa do Lille volta a estar na frente e continua a apresentar um futebol atrativo e capaz de surpreender tudo e todos.

 

A FIGURA

Jonathan Ikoné – E vai mais uma assistência para o francês de 22 anos! Jonathan Ikoné começou o encontro a fazer dupla de ataque com Jonathan David e, curiosamente, foi fruto de uma bela combinação entre os dois que surgiu o golo do triunfo. O jovem avançado causou vários desequilíbrios nas alas e até mesmo no corredor central, após a saída por lesão do companheiro de ataque. No segundo tempo, destacou-se ainda ao ser o criador das linhas de passe que colocaram os colegas de equipa na cara do golo que sentenciaria a partida mais cedo.

 

O FORA DE JOGO

Thilo Kehrer – Não foi um regresso propriamente feliz do alemão à lateral direita dos parisienses. Sem jogar de início há mais de um mês, Thilo Kehrer sentiu algumas dificuldades para travar as investidas do Lille pelo seu corredor e, além disso, perdeu duas bolas em zona proibida que poderiam ter tido repercussões no marcador. Não foi de estranhar a sua substituição pouco depois do início do segundo tempo, tal como o companheiro da lateral contrária, Abdou Diallo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Em relação ao jogo que ditou a vitória do PSG por 4-2 diante do Lyon, Mauricio Pochettino fez três alterações na equipa inicial, destacando-se a ausência de Danilo – após se ter lesionado ao serviço da lesão –, tendo sido substituído por Leandro Paredes. Nota ainda para o regresso de Neymar e de Thilo Kehrer ao “onze” incial, face às ausências de Verrati e Florenzi.

A jogar em 4-2-3-1, a equipa da capital francesa apresentou sempre um futebol mais possante, mas nem sempre com a devida fluidez nas aproximações à baliza contrária. Além disso, bastava uma bola perdida no meio-campo no processo de construção para que isso dificultasse as transições defensivas. No segundo tempo, apesar da maior posse de bola, os parisienses iam rondando a área contrária, mas sem grandes remates de perigo. Nem a tripla alteração à passagem da hora de jogo trouxe a objetividade pretendida ao jogo lateral do PSG, tanto que, até ao final do jogo, praticamente não assustou Maignan.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (6)

Abdou Diallo (5)

Marquinhos (7)

Presnel Kimpembe (6)

Thilo Kehrer (4)

Leandro Paredes (6)

Idrissa Gueye (7)

Ángel Di María (7)

Kylian Mbappé (6)

Neymar (5)

Moise Kean (6)

SUBS UTILIZADOS

Colin Dagba (5)

Mitchel Bakker (5)

Julian Draxler (5)

Raphinha Alcântara (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LOSC LILLE

Já Christophe Galtier promoveu quatro alterações em relação à jornada anterior, com particular destaque para a titularidade de Tiago Djaló na ala direita da defesa, face à ausência de Celik. Já no setor intermédio, Renato Sanches e Boubakary Soumaré renderam Xeka e Timothy Weah, enquanto que, na frente de ataque, Yilmaz foi substituído por Jonathan Ikoné, avançado que regressou de lesão.

Apresentado inicialmente em 4-4-2, o Lille foi variando o sistema tático para um 4-2-3-1 em que Jonathan David foi, por vezes, a unidade mais adiantada nas linhas de pressão à construção do Paris SG. No geral, a formação visitante entrou com as linhas altas e pressionantes, estratégia que manteve após o golo inaugural e que chegou para dificultar ainda mais a missão defensiva do adversário. Defensivamente, o Lille praticamente nunca se desorganizou e raras vezes permitiu que o PSG aparecesse com perigo junto da sua área – principalmente no segundo tempo, face aos blocos mais compactos e à lição traçada para os segundos 45 minutos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mike Maignan (7)

Reinildo Mandava (6)

Sven Botman (7)

José Fonte (7)

Tiago Djaló (6)

Jonathan Bamba (6)

Boubakary Soumaré (6)

Benjamim André (8)

Renato Sanches (7)

Jonathan David (7)

Jonathan Ikoné (8)

SUBS UTILIZADOS

Timothy Weah (6)

Burak Yilmaz (7)

Domagoj Bradaric (-)

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