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Daniel Ceballos Fernández. Ou Dani Ceballos, para o futebol. Médio espanhol que despontou ao serviço do Real Bétis Balompié, impressionou nos escalões jovens da seleção, mas nunca chegou a convencer, verdadeiramente, os responsáveis do Real Madrid CF. Durante a presente temporada foi emprestado ao Arsenal FC, com estatuto para se impor, algo que (ainda) não aconteceu.

Diversos fatores condicionaram esta época, tendo feito com que fosse atribulada para o jogador em questão. Primeiro, o facto de o clube londrino não ter qualquer projeto desportivo em andamento. Contratações sem nexo, a juntar a um balneário com personalidades que apenas dificultam o progresso da equipa e à ausência de proposta de jogo.

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Depois, os gunners já vão no terceiro técnico da temporada. Unai Emery, Fredrik Ljungberg (como interino) e agora, Mikel Arteta. A falta de regularidade, coerência e continuidade do treinador afeta sempre qualquer equipa. As chicotadas psicológicas só têm possibilidades de resultar, se os verdadeiros protagonistas (atletas), olharem com “bons olhos” para a mudança.

Por último, mas não menos importante, os problemas físicos. Ceballos falhou 11 jogos do Arsenal devido a lesões. Apesar de não parecer muito, esteve ausente durante quase um terço da época. O que para um jogador emprestado (com intenção de jogar) é bastante. Aliado a isso, a inconstância ao nível da intensidade em jogo, fez com que a sua vida fosse entre a titularidade esporádica e o banco de suplentes.

A meu ver, o desfecho mais provável para o internacional espanhol no final deste ano desportivo é o regresso a Madrid. Porém, não o imagino a integrar o plantel do Real num futuro próximo, a menos que, a crise financeira fruto da pandemia ou alguma alteração surpreendente na filosofia do clube, o obriguem. O mais certo é que volte a ser emprestado, ou até mesmo vendido.

O médio centro demonstrou uma capacidade impressionante no Benito Villamarín e sobretudo, na conquista dos europeus de sub19 e sub21 pela roja. A qualidade de passe, remate, progressão com bola e visão de jogo, não desparecem de um dia para o outro. Mas sinceramente, não o imagino a chegar ao mais alto nível. Espero estar enganado. O melhor para a sua carreira, seria definitivamente, dar um passo atrás, para depois poder dar dois à frente. Uma estadia em Valência, Sevilha (quer fosse na “casa-mãe” ou no eterno rival), ou até mesmo neste projeto do Getafe CF, poderia ser o “trampolim” que necessita.

Após uma época (até à suspensão das competições) em que disputou 24 jogos, marcou um golo e fez duas assistências, qual será o verdadeiro destino de Dani Ceballos na próxima temporada? Com 23 anos e um valor de mercado avaliado em 32 milhões de euros (pelo Transfermarkt), deixo aqui uma questão: o “falhanço” exibicional, deve-se às expectativas elevadas ou ao contexto em que esteve/está presente?

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