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De Ferguson a Amorim | sétimo renascimento do sonho

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É difícil substituir alguém como Sir Alex Ferguson. A tarefa nunca se mostrou fácil e, com o passar dos anos, o Manchester United foi sistematicamente tentando repor o principal sonho alcançado com o técnico escocês: a glória pura. Não somente períodos de felicidade aqui ou ali, mas sim o sentimento de que o clube está realmente acima dos demais.

Desde 2013 que esse sentimento não passa de uma ilusão. David Moyes não o conseguiu replicar, Van Gaal muito menos. José Mourinho foi quem esteve mais perto de o fazer, mas rapidamente Solsjkaer desceu novamente a escadaria para o paraíso. Já Ralf Rangnick e Erik Ten Hag mostraram sempre muita dificuldade em apresentar, sequer, hipóteses de o fazer.

11 anos depois, Ruben Amorim chega com a árdua tarefa de fazer esquecer a última dura década do clube, que teima em não regressar ao período triunfante e hegemónico do passado.

Se o palco do Manchester United é intitulado de Teatro dos Sonhos, é seguro dizer que para quem lá passou nos últimos anos foi o cemitério dos pesadelos. Entre treinadores oficiais e interinos, foram nove os protagonistas que comandaram os Red Devils após o período de Sir Alex Ferguson. Período esse marcado por uma gestão desportiva e financeira absolutamente temível que foi afundando o clube aos poucos, época atrás de época.

Neste sentido, Ruben Amorim chega perante um cenário apocalíptico e que vai mudar a sua carreira por completo, quer seja para melhor, quer seja para pior. No entanto, o sorriso no rosto do português relembra a forma como também reergueu o Sporting das lamúrias e o colocou no maior plano de destaque da história recente do clube.

No entanto, de Portugal a Inglaterra vai uma larga diferença. André Villas-Boas que o diga. A glória pura em Portugal e a glória pura em terras de sua majestade são duas realidades completamente distantes. No entanto, será Amorim o tão aguardado Messias que o Manchester United procura?

A história do clube já nos habituou a picos de esperança mas também a picos de insatisfação extrema que colocam em causa todo o trabalho feito por quem quer que seja. É como se o Manchester United estivesse num constante ciclo de ressaca há mais de dez anos. É desgastante, é desmotivante, é lastimável. São milhares de milhões investidos que acabam todos num esgoto de luxo construído com o passar dos anos em Manchester.

Para que se possa olhar para o futuro com bons olhos é sempre preciso recordar o passado para que não se voltem a cometer os mesmos pecados. Algo que o Manchester United, os seus respectivos adeptos e dirigentes nunca foram capazes de fazer até ao momento. Há que relembrem as vítimas, há que relembrar os nomes que saíram prejudicados e manchados por conta de uma má visão e planeamento constante.

Ruben Amorim tem uma qualidade invejável, notavelmente presente à vista de todo e qualquer um, mas para que se possa evidenciar, é preciso fazer tudo aquilo que não se fez com os anteriores.

Até ao momento, o técnico português tem conseguido gerir bem a equipa e tem conseguido trabalhá-la em cima de bons resultados, o que é sempre importante. No entanto, da mesma forma que se veem os resultados positivos, também se nota a dificuldade em obtê-los e a forma como estão a ser trabalhados.

Rúben Amorim
Fonte: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede

É um processo visivelmente complicado porque ainda está instaurada uma cultura distinta à necessária para que as coisas possam correr bem a longo prazo. Não é um processo fácil, nunca o será, talvez seja ainda mais difícil do que se pensa ou transparece, mas Amorim tem nas suas mãos a capacidade de fazer algo histórico.

No entanto, para que se possa voltar a sonhar com o paraíso é preciso primeiro acordar do pesadelo.

Guilherme Terras Marques
Guilherme Terras Marques
Orgulhoso estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vê no futebol e na sua cultura uma paixão. É apenas mais um jovem ambicioso que sonha fazer do jornalismo desportivo a sua vida. Escreve com o novo acordo ortográfico

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