Liverpool F.C. 1-0 Manchester City: Nem foi preciso o Rock’n’Roll

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No último jogo do ano da Premier League, Liverpool e City defrontaram-se no mítico Anfield Road, com a vitória a sorrir aos homens da casa. Separados por apenas um ponto entre si, os dois emblemas do norte de Inglaterra viram o Chelsea continuar a sua senda vitoriosa ao início da tarde e, por isso, tornava-se imperial para qualquer um dos dois não perder pontos face ao líder da classificação.

Com Aguero de volta ao onze da equipa de Manchester, o City até começou bem a partida, mas seria o Liverpool a inaugurar o marcador, num golo que viria a ser único e decisivo. Ao minuto 8’, Kolarov dominou mal a bola, o ataque do Liverpool aproveitou e depois de uma transição rapidíssima, Lallana, com um belo cruzamento, colocou a bola na área e Wijnaldum, com um excelente golpe de cabeça a bater Bravo. Primeira vez que o Liverpool acelerava o jogo e estava feito o 1-0. Os citizens sentiram em demasia o golo e deixaram-se ir abaixo. Com uns desinspirados David Silva e Kevin de Bruyne – jogo paupérrimo do internacional belga -, o City não conseguia ter bola no meio-campo e muito menos fazê-la chegar ao avançado, Aguero. O Liverpool sentia-se confortável no jogo e não precisava de imprimir muita intensidade para controlar a partida. As bancadas de Anfield não tiveram mais motivos para se empolgarem durante o resto da primeira parte, e o intervalo chegou naturalmente.

Na segunda parte, o City cresceu no jogo e obrigou o Liverpool a baixar ligeiramente as linhas, mas sem nunca se sentir verdadeiramente ameçado. Apenas ao minuto 55’, numa jogada individual de Silva, a bola cheirou a baliza de Mignolet. O espanhol recebeu na meia direita, puxou para dentro e atirou em arco, com a bola a passar ligeiramente ao lado do posto direito da baliza. Parecia que a equipa de Guardiola ia encostar os reds às cordas, mas foi sol de pouca dura. A desinspiração coletiva dos de Manchester era por demais evidente e a turma de Klopp, mesmo sem Henderson, – o seu principal equilibrador defensivo -, que saiu lesionado, nunca se sentiu verdadeiramente incomodada e foi sempre controlando as operações do jogo a seu belo prazer. O treinador espanhol ainda tentou inverter o rumo dos acontecimentos com as entradas tardias de Navas e Iheanacho, mas já não foi a tempo. O jogo terminou e foi o Liverpool, sem precisar de fazer um grande jogo, que se distanciou do seu rival e se voltou a aproximar do líder, o Chelsea. Uma partida entre dois dos principais emblemas de Inglaterra que não deixará muitas saudades por terras de sua majestade.

Foto de Capa: Liverpool F.C.

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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