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Liverpool F.C. 1-0 Manchester City: Nem foi preciso o Rock’n’Roll

Rafael Simões · 3 min

Liverpool F.C. 1-0 Manchester City: Nem foi preciso o Rock’n’Roll

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Cabeçalho Liga Inglesa

No último jogo do ano da Premier League, Liverpool e City defrontaram-se no mítico Anfield Road, com a vitória a sorrir aos homens da casa. Separados por apenas um ponto entre si, os dois emblemas do norte de Inglaterra viram o Chelsea continuar a sua senda vitoriosa ao início da tarde e, por isso, tornava-se imperial para qualquer um dos dois não perder pontos face ao líder da classificação.

Com Aguero de volta ao onze da equipa de Manchester, o City até começou bem a partida, mas seria o Liverpool a inaugurar o marcador, num golo que viria a ser único e decisivo. Ao minuto 8’, Kolarov dominou mal a bola, o ataque do Liverpool aproveitou e depois de uma transição rapidíssima, Lallana, com um belo cruzamento, colocou a bola na área e Wijnaldum, com um excelente golpe de cabeça a bater Bravo. Primeira vez que o Liverpool acelerava o jogo e estava feito o 1-0. Os citizens sentiram em demasia o golo e deixaram-se ir abaixo. Com uns desinspirados David Silva e Kevin de Bruyne – jogo paupérrimo do internacional belga -, o City não conseguia ter bola no meio-campo e muito menos fazê-la chegar ao avançado, Aguero. O Liverpool sentia-se confortável no jogo e não precisava de imprimir muita intensidade para controlar a partida. As bancadas de Anfield não tiveram mais motivos para se empolgarem durante o resto da primeira parte, e o intervalo chegou naturalmente.

Na segunda parte, o City cresceu no jogo e obrigou o Liverpool a baixar ligeiramente as linhas, mas sem nunca se sentir verdadeiramente ameçado. Apenas ao minuto 55’, numa jogada individual de Silva, a bola cheirou a baliza de Mignolet. O espanhol recebeu na meia direita, puxou para dentro e atirou em arco, com a bola a passar ligeiramente ao lado do posto direito da baliza. Parecia que a equipa de Guardiola ia encostar os reds às cordas, mas foi sol de pouca dura. A desinspiração coletiva dos de Manchester era por demais evidente e a turma de Klopp, mesmo sem Henderson, – o seu principal equilibrador defensivo -, que saiu lesionado, nunca se sentiu verdadeiramente incomodada e foi sempre controlando as operações do jogo a seu belo prazer. O treinador espanhol ainda tentou inverter o rumo dos acontecimentos com as entradas tardias de Navas e Iheanacho, mas já não foi a tempo. O jogo terminou e foi o Liverpool, sem precisar de fazer um grande jogo, que se distanciou do seu rival e se voltou a aproximar do líder, o Chelsea. Uma partida entre dois dos principais emblemas de Inglaterra que não deixará muitas saudades por terras de sua majestade.

Foto de Capa: Liverpool F.C.

FIGURA

Lallana demonstrou grande entrega Fonte: Liverpool F.C.
Lallana fez um jogo de grande entrega
Fonte: Liverpool F.C.

Só pela sua primorosa assistência para o golo de Wijnaldum, o talentoso médio inglês já merecia ser a figura do jogo, mas não é só por isso. Com uma condução de bola invejável, Adam Lallana fez sempre bem a ligação entre a defesa e o ataque e mesmo quando Henderson saiu lesionado e teve que passar a ocupar terrenos mais centrais, foi sempre importante na luta pelo meio-campo e na pressão aos citizens.

 

FORA-DE-JOGO

De Bruyne não esteve à altura das expectativas nele depositadas Fonte Manchester City
De Bruyne não esteve à altura das expectativas nele depositadas
Fonte Manchester City

Apesar de ser um dos jogadores mais em foco da temporada dos comandados de Pep Guardiola, Kevin De Bruyne teve um final de tarde para esquecer. Sempre distante do jogo, nunca conseguiu ter bola e foi sempre engolido pela pressão que o Liverpool exercia. Exibição muito aquém do médio.

Rafael Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos