Liverpool FC 1-0 Manchester City FC: O regresso do Rei egípcio

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A CRÓNICA: JOGO ESPETACULAR TERMINA COM SALAH A APROVEITAR ERRO DE CANCELO E A VOLTAR AOS GOLOS EM ANFIELD

Pela 192.ª vez, Liverpool FC e Manchester City FC defrontaram-se na Liga Inglesa. As duas equipas que têm dominado o país e, em parte, o mundo do futebol. Este fator explicava parte da rivalidade que, atualmente, é marcada pelo domínio dos citizens e de Pep Guardiola. Ainda assim, e apesar do mau momento dos reds, a Supertaça desta temporada caiu para o conjunto de Liverpool, com uma vitória sem margem para dúvidas por 3-1.

O 26.º confronto entre Klopp e Guardiola começou, como é apanágio, bastante intenso e com a posse de bola a ser disputada em cada metro quadrado do relvado. A primeira oportunidade de perigo da partida surgiu apenas ao minuto 19, com Diogo Jota a aparecer sozinho, no “coração” da área, a cabecear para as mãos de Ederson. Cinco minutos depois, Milner apareceu a cruzar na direita e Ederson antecipou-se a Jota, negando novamente o golo ao internacional português. Na recarga Robertson rematou à entrada da área, mas a bola saiu muito por cima.

Ao minuto 40, Kevin De Bruyne aproveitou o espaço dado pelo Liverpool na meia-direita, galgou metros e, à entrada área, cruzou para o segundo poste, onde estava Haaland a ganhar a bola nas alturas, mas a cabecear forte para as mãos de Alisson. Pouco depois, Anthony Taylor apitava para o intervalo e as duas equipas recolhiam aos balneários com o nulo no marcador, após uma primeira parte bastante equilibrada e muito tática.

Na etapa complementar, o jogo teve um aumento substancial em termos de espetacularidade, e os primeiros dez minutos foram completamente alucinantes. Primeiro, Mo Salah isolou-se ainda antes de entrar no último terço e, só com Ederson pela frente, atirou rasteiro ao lado do poste direito. Depois, Phil Foden fez o primeiro golo da partida após um grande passe de Kevin De Bruyne, mas Haaland fez falta sobre Fabinho e o golo acabou anulado após Anthony Taylor ver as imagens. Aos 64’, Haaland voltou a ser protagonista, mas Alisson voltou a negar o golo com uma grande defesa.

Já dentro do quarto de hora final, Alisson agarrou um livre lateral de De Bruyne e lançou rapidamente Salah no ataque, o egípcio recebeu, rodou sobre Cancelo, isolou-se e, só com Ederson pela frente, picou-lhe a bola com classe, marcando o primeiro golo da temporada em Anfield (1-0). Nos minutos finais, Klopp ainda foi expulso por palavras dirigidas à equipa de arbitragem, Darwin foi egoísta, mas o resultado estava consumado e o Liverpool voltava a bater o Manchester City.

Que jogo! Apesar de ter havido apenas um golo, o jogo esteve muito acima do que o resultado mostra. Alisson salvou, Salah resolveu e Klopp foi expulso. Certo é que os reds não foram melhores nem superiores, mas foram eficazes, souberam parar o City e desferir o “golpe fatal” quando o tinham de fazer. Mérito total para o alemão que montou bem a estratégia para este duelo. Por agora fica a pergunta: estará o Liverpool de regresso à senda das vitórias?

 

A FIGURA

Alisson Becker – O internacional brasileiro foi a grande figura desta partida. Parou vários remates do Manchester City – seis defesas – e esteve na assistência para o golo de Mo Salah, com um passe de 60/70 metros, bem ao seu estilo. Em Anfield, na Liga Inglesa, é apenas o segundo jogo que termina sem golos sofridos. E logo contra o City!

 

O FORA DE JOGO

João Cancelo – É, para muitos, o melhor lateral do mundo, mas hoje esteve completamente irreconhecível. Teve vários erros defensivos, viu-se impotente para travar o ataque do Liverpool e está, inevitavelmente, ligado ao lance do golo, quando tentou antecipar-se a Salah e foi rapidamente anulado pelo egípcio. Com bola também não esteve tão forte no último terço, como é seu apanágio, e a equipa ressentiu-se da “ausência” do internacional português.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

A equipa não vinha numa boa série, mas a goleada a meio da semana podia dar o “oxigénio” necessário na abordagem a este desafio. No entanto, Klopp sabia das claras limitações da sua equipa e apostou numa equipa recuada no terreno, com as linhas baixas e com Salah a assumir o papel de referência ofensiva, com Firmino a fechar num corredor. Defensivamente, o corredor esquerdo foi o “calcanhar de aquiles” desta equipa, que o adversário tentou explorar, embora sem conseguir criar grandes ocasiões. No cômputo geral, o City até teve mais bola, os reds jogaram na expetativa e foi assim que chegaram ao golo, num passe soberbo de Alisson a isolar Salah.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (9)

James Milner (6)

Joe Gómez (7)

Virgil van Dijk (7)

Andy Robertson (6)

Fabinho (6)

Harvey Elliott (7)

Thiago Alcântara (6)

Mohamed Salah (8)

Diogo Jota (8)

Roberto Firmino (6)

SUBS UTILIZADOS

Darwin Nuñez (5)

Jordan Henderson (6)

Fábio Carvalho (6)

Trent Alexander-Arnold (-)

Kostas Tsimikas (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Bem ao seu estilo, o Manchester City tomou conta das operações da partida, teve mais bola e, em parte, foi superior ao Liverpool. À semelhança do que vem sendo habitual, Guardiola apostou em Cancelo na direita e relegou Akanji para o centro da defesa, com Aké a fazer o corredor esquerdo. Certo é que na sua “posição de origem” o internacional português não rubricou uma boa exibição e está ligado ao golo.

Com bola, a equipa criou poucas ocasiões de perigo. Pedia-se a irreverência de Mahrez a explorar as fragilidades defensivas do Liverpool num corredor que estava órfão de Cancelo, mas Guardiola apenas lançou Álvarez. Mal nesse capítulo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson Moraes (6)

João Cancelo (4)

Manuel Akanji (5)

Rúben Dias (7)

Nathan Aké (7)

Rodri Hernández (7)

Ilkay Gundogan (7)

Bernardo Silva (6)

Kevin De Bruyne (7)

Phil Foden (7)

Erling Haaland (7)

SUBS UTILIZADOS

Julián Álvarez (-)

Tiago Alexandre
Tiago Alexandrehttp://www.bolanarede.pt
O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.

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