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Manchester City FC 4-1 Manchester United FC: Guardiola mandou, De Bruyne comandou e City massacrou

A CRÓNICA: TARDE DE SONHO PARA GUARDIOLA COM RED DEVILS À DERIVA

Dérbi de Manchester como cabeça de cartaz da jornada 28 da Primeira Liga Inglesa e, apesar dos momentos distintos óbvios dos dois clubes esta seria sempre uma partida muito esperada por todos os adeptos do futebol mundial. Algumas estrelas ficaram de fora, como foi o caso dos portugueses Cristiano Ronaldo e Rúben Dias, ambos lesionados, mas ainda assim havia todos os motivos de interesse. O Manchester City FC para permanecer no primeiro lugar do campeonato, e o Manchester United FC na luta pelos lugares de Liga dos Campeões, que horas antes haviam sido alcançados pelo Ansenal FC, que relegou os Red Devils para o lugar de Liga Europa.

A forma como o jogo aconteceria era mais ou menos expectável, com a turma de Guardiola a tomar conta da posse de bola e com Bruno Fernandes e companhia a tentarem sair em contra ataques rápidos, momento em que os citizens são claramente permeáveis, como foi visível frente ao Tottenham Hotspurs FC.

Pois bem, este viria a ser um caso onde o esperado acabou por se verificar. Cinco minutos decorridos e os da casa já estavam em vantagem com golo de De Bruyne. Grande jogada coletiva que acabou com um passe para a baliza por parte do belga, colocando a sua equipa em vantagem. A partir daí os forasteiros soltaram-se um pouco e foi através de uma jogada individual de Sancho que chegaram à igualdade. Um grande golo que restabelecia a igualdade e que fez o City voltar à carga.

A partir desse golo praticamente deixou de haver Manchester United FC, tendo sido os comandados de Guardiola a tomarem todas as rédeas da partida. O resultado só poderia ser um, e no final dos noventa minutos acabou por se adequar àquilo que se passou dentro das quatro linhas: quatro bolas a uma para os citizens que assim se mantiveram a seis pontos do segundo classificado, Liverpool FC. Já o Manchester United FC ficou no quinto lugar, um ponto atrás do Arsenal FC, ainda com mais três partidas disputadas.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Kevin de Bruyne – O mágico belga mostrou, mais uma vez, porque é que é para muitos o melhor médio a atuar no futebol atualmente. Começando pelos números, foram dois golos e uma assistência numa partida em que fez muito mais do que isso. Tudo lhe correu bem, quer no meio campo defensivo quer no ofensivo, e foi uma exibição de luxo de toda a equipa do Manchester City FC. Ainda assim o belga destacou-se, naquela que foi uma das melhores exibições dos dérbis de Manchester dos últimos anos.

 

O FORA DE JOGO

Saída para o ataque do Manchester United FC – Gostamos sempre de destacar individualidades, mas neste caso seria muito injusto para qualquer um dos elementos dos Red Devils. Estiveram todos muito mal, muito abaixo daquilo que são capazes e por isso é preciso falar de um todo. A superioridade do Manchester City FC é irrefutável, mas nem por isso os comandados de Ralf Rangnick deixam de ter a sua qualidade, e assim sendo esperava-se mais em todos os momentos da partida. A saída para o ataque depois da recuperação de bola talvez tenha sido onde mais falharam, uma vez que raramente o conseguiram fazer com qualidade, essencialmente na segunda parte. Esse momento acabou por condicionar todos os restantes, pelo que acabaram por ser dominados em todos os setores do campo.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola organizou a sua equipa num 4-3-3 dentro daquele que é o desenho tático teórico na partida para este jogo. Uma linha de quatro defesas, composta por Walker à direita, Cancelo à esquerda e Stones e Laporte no centro (recorde-se que Rúben Dias está a contas com uma lesão na coxa). No meio campo atuaram Rodri como médio mais defensivo, com De Bruyne e Bernardo Silva a participarem como autênticos todo o terreno, essenciais quer no momento defensivo como, e principalmente, no momento ofensivo. Na frente apareceu Grealish mais encostado à esquerda, Mahrez à direita e Foden no centro, a funcionar como uma espécie de falso nove. A partir daqui todas as intenções do técnico espanhol são sempre muito difíceis de perceber e explicar, não fosse ele o melhor treinador do mundo, havendo apenas a certeza de que a mobilidade é a palavra de ordem no balneário dos Citizens. Não se preocupam propriamente em ocupar as posições predefinidas, mas em ocupar o espaço livre, num constante carrossel que baralha a defesa adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

Kyle Walker (7)

John Stones (7)

Laporte (7)

João Cancelo (7)

Rodri (7)

Bernardo Silva (9)

De Bruyne (10)

Mahrez (8)

Phill Foden (7)

Grealish (7)

SUBS UTILIZADOS

Gundogan (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Cristiano Ronaldo estava indisponível devido a lesão e Ralf Rangnick teve de encontrar uma solução para a frente de ataque da equipa, que não contava assim com o seu grande goleador. Numa partida onde estaria mais tempo atrás da bola do que no seu controlo, o técnico alemão optou por organizar a sua equipa num 4-3-3, com o português Bruno Fernandes a atuar como falso avançado, juntando-se muitas vezes à linha do meio campo formada por McTominay, Fred e Paul Pogba. Na linha mais recuada jogou Wan-Bissaka pela direita, Alex Telles pela esquerda e Maguire e Lindelof no centro, tendo Varane ficado de fora das opções. Lá a frente, encostados às linhas apareceram Jadon Sancho pela esquerda e Elanga pela direita. Na segunda parte, com as primeiras substituições, o treinador alemão fez regressar Bruno Fernandes à sua posição no centro do terreno, fazendo Rashford aparecer como ponta de lança, posição que tão bem conhece. Ainda assim, a equipa acabou por ter muito pouca bola e raramente conseguia sair para o ataque com qualidade, fator que mais se acentuou na segunda parte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (7)

Wan-Bissaka (5)

Lindelof (5)

Maguire (4)

Alex Telles (4)

McTominay (5)

Fred (5)

Pogba (4)

Elanga (5)

Jadon Sancho (6)

Bruno Fernandes (4)

SUBS UTILIZADOS

Lingard (5)

Rashford (5)

Foto de Capa: Manchester City FC

O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

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