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Manchester United FC 2-1 Liverpool FC: United “sacode” a crise para os outros “Reds”

A CRÓNICA: PONTAPÉ NA CRISE DIANTE DE VELHOS RIVAIS

No jogo grande da terceira jornada da Liga Inglesa, o Manchester United FC recebeu em casa o Liverpool FC, num jogo, acima de tudo, marcado pelo mau arranque de campeonato das duas equipas. Os Red Devils perderam em casa (0-2) frente ao Brighton & Hove Albion FC e foram derrotados categoricamente por 4-0 no terreno do Brentford FC. Já os Reds, de Jurgen Klopp, empataram frente ao Fulham FC (2-2) e frente ao Crystal Palace FC (1-1).

O ambiente não era o melhor e ambas as equipas precisavam de dar uma resposta forte e convincente, principalmente a equipa da casa. E foi exatamente isso que aconteceu na primeira parte da partida. O Manchester United, em conjunto com as bancadas ensurdecedoras de Old Trafford (muito devido aos protestos contra os donos do clube), empurrou o Liverpool para trás e decidiu, finalmente, “mostrar os dentes”. Os primeiros 30 minutos foram avassaladores e notaram-se bastantes alterações no comportamento tático da equipa. Numa grande jogada coletiva, e já depois de ter ameaçado inaugurar o marcador, Elanga assiste Sancho que, com muita categoria, “senta” James Milner e de baliza escancarada faz o 1-0 (aos 15 minutos). O Liverpool só conseguiu reagir à passagem do minuto 30, a partir do qual começou a ter mais bola, mas sem grandes oportunidades para fazer golo (a não ser o quase autogolo de Bruno Fernandes, onde valeu Lisandro Martinez que estava no sítio certo à hora certa).

Na segunda parte, o Liverpool tentou reagir e até entrou bem mais forte e pressionante que a equipa da casa, mas esta entrada dominante durou pouco. Aos 52 minutos, através de um contra-ataque velocíssimo, o recém-entrado Anthony Martial lançou Marcus Rashford que, na cara de Alisson, só teve de escolher um lado. Estava feito o 2-0 para o Manchester United. Mais uma vez, os Reds viram-se obrigados a correr atrás do prejuízo e iam tentando alvejar a baliza defendida por De Gea, o problema é que hoje a linha defensiva dos Red Devils, comandada por Varane e Martínez, esteve quase irrepreensível e concedeu pouquíssimas oportunidades ao adversário.

Os treinadores iam fazendo algumas mexidas e o Liverpool ia tentando reduzir a desvantagem, até que numa jogada de insistência do português Fábio Carvalho, a bola sobre para Salah que, de cabeça, reduziu a desvantagem (ele que bateu mais um recorde do clube, passando a ser o maior goleador do Liverpool frente ao United, ultrapassando assim o mítico Steven Gerrard). Até ao final do jogo, o marcador não se alterou e imperou o 2-1 a favor do Manchester United.

 

A FIGURA

Defesa do Manchester United FC – Se na maior parte da época passada, e no início desta, esta era a maior debilidade do Manchester United, também é verdade que hoje foi a que garantiu aos Red Devils sair de Old Trafford com os três pontos. Raphael Varane e Lisandro Martínez complementaram-se muito bem e estiveram quase irrepreensíveis. Dalot e Malacia tiveram “apenas” pela frente Luis Díaz e Mohamed Salah, respetivamente, e mostraram-se sempre seguríssimos, assim como o espanhol David De Gea.

 

O FORA DE JOGO

Trent Alexander-Arnold – Este não tem sido o melhor início de época para o lateral inglês, principalmente a nível defensivo (debilidades que já tinha mostrado no passado). Trent encontrou-se muitas vezes em situações de um para um com Elanga e Rashford, e raras foram as vezes em que levou a melhor. Além disso, errou muitas vezes na leitura do jogo, principalmente quando devia defender o “seu” extremo por dentro, criando um autêntico buraco na defesa do Liverpool.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Erik Tem Hag parece ter encontrado a estrutura base para este seu Manchester. As mudanças nos comportamentos táticos da equipa foram bastante visíveis. A começar por trás, onde decidiu abdicar da quase obrigatória saída de bola através de passes curtos, substituindo a mesma por uma forma mais direta de fazer a bola chegar ao ataque; viu-se uma maior intensidade, agressividade e união dos jogadores, que festejaram cada corte como se de um golo se tratasse, e que pressionaram (principalmente nos primeiros 30 minutos) os jogadores do Liverpool como ainda não tínhamos visto esta equipa pressionar. Destacar ainda, além da defesa consistente, as ligações rápidas bem-sucedidas entre a defesa e o ataque, mérito para Eriksen e Bruno Fernandes na ligação com Elanga, Rashford e Sancho (e Martial na segunda parte).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

D. Dalot (6)

R. Varane (7)

Lisandro Martínez: (7)

Tyrell Malacia (6)

Scott McTominay (5)

Christian Eriksen (6)

A. Elanga (6)

Bruno Fernandes (7)

Jadon Sancho (6)

Marcus Rashford (7)

SUBS UTILIZADOS

Anthony Martial (6)

Fred (5)

Cristiano Ronaldo (-)

Wan-Bissaka (-)

Donny van de Beek (-)

 

ANÁLISE TÁTICA –  LIVERPOOL FC

A equipa comandada por Jurgen Klopp apresentou-se no seu típico 4-3-3, tentando impor o seu estilo de jogo muito intenso, mas que não correu como planeado. A “transcendência” da equipa de Manchester pode explicar em grande parte este resultado, mas a verdade é que se sentiu, e muito, a pouca profundidade do plantel do Liverpool. A ausência de Thiago (lesionado) tirou criatividade e capacidade de encontrar espaços no adversário, a ausência de Fabinho (umas das surpresas, entrou na 2ª parte) retirou musculo e organização ao meio-campo da equipa, principalmente a defender. Além disso, os laterais, parte importantíssima do esquema de Klopp, estiveram muito apagados e nunca conseguiram criar lances de superioridade nas laterias nem aparecer com perigo perto da baliza adversária. E quando precisou de mexer ofensivamente no jogo, Klopp apenas tinha Fábio Carvalho no banco…(português que entrou muito bem, diga-se).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (5)

T. Alexander-Arnold (4)

Joe Gomez (5)

Virgil van Dijk (5)

Andy Robertson (5)

Jordan Henderson (5)

James Milner (5)

Harvey Elliott (5)

Mohamed Salah(5)

Roberto Firmino (5)

Luis Diaz (6)

SUBS UTILIZADOS

Fabinho (5)

Fábio Carvalho (5)

Konstantinos Tsimikas (-)

O Renato é natural de Aveiro mas atualmente reside em Lisboa. Está, neste momento, a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Tem no futebol a sua maior paixão, mas é um aficionado pelo mundo do desporto. Desde futebol até à Fórmula 1, passando pelo basquetebol e andebol, se for um desporto, tem lugar garantido na vida do aveirense.

O Renato é natural de Aveiro mas atualmente reside em Lisboa. Está, neste momento, a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Tem no futebol a sua maior paixão, mas é um aficionado pelo mundo do desporto. Desde futebol até à Fórmula 1, passando pelo basquetebol e andebol, se for um desporto, tem lugar garantido na vida do aveirense.

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