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A substituição (Dele) custou a Mourinho a derrota contra um excelente Everton FC

Não tenho quaisquer dúvidas que a Premier League é a melhor liga do mundo. Quando estas duas equipas que aqui se defrontam na primeira jornada, com estes treinadores e com estas fortes estruturas nem sequer são apontadas ao “Top4”, então o viveiro de craques e a competitividade tem de ser enorme.

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Tottenham Hotspur FC e Everton FC, treinados por dois ex-campeões europeus entram em campo com equipas reforçadas e melhores (em qualidade) que na época passada. Será desta que Mourinho consegue fazer história com os “Spurs” e ganhar a Primeira Liga Inglesa? Ou, por outra, será desta que o investimento massivo feito pelos de Merseyside os coloca na posição que há muito ambicionam alcançar? Uma coisa é certa, a vitória hoje é uma demonstração de força para os restantes adversários.

Começámos por ver uns primeiros minutos muito calculistas, com as equipas com visível medo de errar e muito “encaixadas” uma na outra. No entanto, considero que até aos 20 minutos, o Everton FC foi ligeiramente superior, com o Tottenham Hotspur FC a responder a seguir e merecer, na minha opinião, estar em vantagem ao intervalo.

Fomos para o descanso com duas grandes oportunidades para cada lado, mas se no caso dos “Toffies”, Richarlison e James erraram o alvo (o primeiro de baliza aberta), Dele Alli e Doherty fizeram tudo bem, mas Pickford fez duas enormes defesas. Até ao momento era o homem do jogo, não só pelas defesas, mas pelos constantes diálogos com os seus jogadores, tal e qual um verdadeiro líder. Excelente primeira parte, que fazia adivinhar um segundo tempo de grande rotação.

Na entrada para a segunda-parte, uma alteração nos “Spurs” que me surpreendeu: Dele Alli deu o seu lugar a Sissoko, numa tentativa de José Mourinho de tornar o meio-campo mais combativo. Não resultou e não só a qualidade de jogo que tiveram na primeira parte caiu, como concederam o golo num lance onde, teoricamente, Sissoko devia ajudar a que ficassem mais fortes. Calvert-Lewin marcou de cabeça na sequência da conversão de um lance de bola parada.

Até final o Everton FC controlou a partida a seu belo prazer, tendo mesmo mais oportunidades para aumentar a vantagem, do que o contrário. Mourinho entra com o pé esquerdo, por sua culpa, mas este Everton é digno vencedor, porque soube ser mais equipa.

A FIGURA


Everton FC – Exibição muito sólida dos “Toffees” num dos terrenos mais difíceis da Primeira Liga Inglesa. Souberam controlar o jogo, de forma adulta e coesão defensiva. Um caso sério nesta temporada. Pickford, André Gomes, Allan e Calvert-Lewin estiveram particularmente bem, enquanto Richarlison, apesar de muito ativo, falhou demasiados golos.

O FORA DE JOGO


José Mourinho – Ando a ver a série “All Or Nothing: Tottenham Hotspur” e o treinador português ganhou ainda mais o meu respeito (apesar de já o ter). Podia ter colocado aqui apenas “a segunda parte do Tottenham Hotspur FC”, mas não chega.

Acho que Mourinho esteve muito mal ao intervalo, tirando o único jogador que o Everton FC não estava a conseguir marcar (Dele Alli), eliminando assim a capacidade ofensiva que estava a causar dano aos “evertonians”. Mesmo durante o jogo, não percebi a substituição Doherty – Ndombele, porque o reforço estava de facto a ser outro dos melhores dos “Spurs”. Muito trabalho pela frente do português.

ANÁLISE TÁTICA: TOTTENHAM HOTSPUR FC

José Mourinho começou o primeiro jogo oficial da época com a tática esperada, um 4-2-3-1 clássico já neste Tottenham Hotspur FC. Os reforços Doherty e Hojbjerg vão directamente para o onze titular (sem surpresa, digo eu), e com as principais novidades a serem Harry Winks no lugar de Moussa Sissoko e Dier a recuperar aquela que, para mim, é a sua melhor posição no terreno de jogo: defesa-central.

No ataque, o quarteto que irá jogar mais esta época, caso as tão assustadoras lesões não apareçam. Estamos a falar de quatro jogadores muito móveis, com muita qualidade técnico e, sobretudo, com muito “golo”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Doherty (6)

Alderweireld (5)

Dier (5)

Davies (5)

Winks (5)

Hojbjerg (4)

Lucas (6)

Dele Alli (6)

Son (5)

Kane (5)

SUBS UTILIZADOS

Sissoko (5)

Bergwijn (5)

Ndombele (4)

ANÁLISE TÁTICA: EVERTON FC

Este novo Everton FC de Carlo Ancelotti mete respeito a qualquer adversário. O técnico italiano entrou no novo White Hart Lane com um 4-3-3, que em processo ofensivo se transforma num 4-2-4.

A defender, o meio-campo fica compacto com a presença de três jogadores possantes e com capacidade para pressionar (Allan, Doucoure e André Gomes). Já atacar, Calvert-Lewin e Richarlison ficam como pontas de lança, André Gomes uma espécie de médio de ligação e James com liberdade total para deambular na frente. Allan e Doucoure ficam a dar o apoio necessário no meio-campo, impedindo qualquer contra-ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pickford (7)

Coleman (6)

Mina (6)

Keane (7)

Digne (6)

Allan (7)

Doucoure (6)

André Gomes (7)

James Rodriguéz (6)

Calvert-Lewin (7)

Richarlison (6)

SUBS UTILIZADOS

Sigurdsson (5)

Moise Kean (-)

Davies (-)

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