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AC Milan x Inter

AC Milan 1-1 FC Internazionale Milano: Tudo igual no Giuseppe Meazza

A CRÓNICA: ÇALHANOGLU APIMENTOU UM DÉRBI QUE JÁ SE PREVIA QUENTE

AC Milan e FC Internazionale Milano enfrentaram-se em partida da 12ª jornada da Liga Italiana. No primeiro dérbi da época, com os rossoneri a jogarem em casa, diante do seu público, o encontro começou a um ritmo relativamente baixo. Mas foram só mesmo os primeiros minutos…

Estavam apenas decorridos oito minutos de jogo quando Kessié, desatento, facilitou e cometeu grande penalidade sobre Çalhanoglu. Depois de dois minutos de espera, o médio turco avançou para a bola e não perdoou, batendo com firmeza para o meio da baliza. Festejou frente à antiga equipa e provocou a ira dos adeptos rossoneri!

Mas o Milan responderia de imediato. Leão deu o primeiro aviso com um remate fortíssimo de fora da área e o golo do empate surgiria cerca de dez minutos depois. Cruzamento de Tonali e foi De Vrij que poupou trabalho ao Milan, marcando na baliza errada. Tomori ainda festejou e enganou quem estava a ver, mas o golo foi mesmo do central holandês…

O encontro estava a ser jogado a um ritmo altíssimo e prova disso é que o Inter voltou a beneficiar de uma grande penalidade. Em jogada de contra-ataque, Darmian trocou as voltas a Ballo Touré, que foi obrigado a derrubar o ala italiano na área. Na cobrança, Lautaro, não tão confiante quanto Çalhanoglu, não conseguiu bater Tatarusanu. O avançado argentino não marcava há seis jogos consecutivos e prova disso mesmo foi a forma denunciada como bateu.

O ritmo continuou alto. A partir da meia hora, e muito embora o Milan até tivesse a iniciativa do jogo, o maior número de faltas baixou a intensidade da partida. Ainda assim, ambas as equipas podiam ter chegado ao descanso em vantagem: Leão ameaçou Handanovic, ao passo que Barella e Lautaro não conseguiram bater o guardião romeno.

Pelo filme da primeira parte, esperava-se uma segunda metade igualmente intensa, mas não foi bem assim… pelo menos ao início. O Inter começou mais perigoso, é certo, mas sem criar grande perigo, até que aos 55’ Çalhanoglu por muito pouco não desfez a igualdade. Lautaro podia ter desviado, mas quando se está num dia não, pouco há a fazer.

O jogo estava mais duro, mas as ocasiões de parte a parte continuaram, ainda que timidamente, a surgir. Zlatan Ibrahimovic por muito pouco não assinou o golo da noite ao minuto 69, com um remate em arco que saiu perto da baliza de Handanovic. Que golo seria!

O Inter também podia ter saído com a vitória, só que Arturo Vidal esbarrou duas vezes seguidas em Kalulu, naquela que foi a última grande chance da formação orientada por Inzaghi. É que até final do jogo só deu Milan, pois Zlatan, de livre, testou a atenção do guardião adversário e já em cima do minuto 90 foi Saelemaekers que fez abanar a baliza do Inter com um remate ao poste, que Kessié não conseguiu transformar em golo na recarga.

Com este empate, nada mudou para ambas as formações. O Milan segue no segundo lugar em igualdade pontual com o Napoli, não conseguindo aproveitar o deslize dos napolitanos frente ao Hellas Verona (1-1), ao passo que o Inter permanece na terceira posição, com 25 pontos, menos 7 que os líderes.

 

A FIGURA

Hakan Çanalhoglu – O médio ofensivo do Inter trocou os rossoneri pelo Internazionale neste verão, naquela que foi uma das transferências mais polémicas no defeso. Quis o destino que voltasse a faturar diante da sua antiga equipa… festejando efusivamente. Para além de ter sofrido a grande penalidade do golo que marcou, fica na retina um jogo esclarecido do médio turco. Merecia mais pelo que fez, mas Lautaro e Dzeko estiveram muito aquém do esperado…

 

O FORA DE JOGO

Stefan de Vrij – Uma noite para esquecer do central holandês, que atuou no meio da defesa, com Bastoni e Skriniar ao seu lado. É que para além de ter marcado na baliza errada, não conseguiu oferecer grande consistência defensiva à turma nerazzurri. É certo que o lance do golo é uma infelicidade, mas na segunda parte o AC Milan podia ter marcado por várias vezes, tal era a desatenção. Valeu o sempre atento Handanovic e em último recurso, o poste.

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

A formação orientada por Stefano Pioli apresentou-se num 4-2-3-1, com o meio-campo apoiado no jogo pensado de Tonali e na força física de Kessié, que logo ao início deitou tudo a perder. A equipa da casa mostrou algumas dificuldades em ter bola em alguns períodos da partida, apesar de conseguir criar algumas oportunidades, nomeadamente em bolas paradas. Krunic e Brahim Díaz foram autênticos ‘corpos estranhos’, ao passo que Rafael Leão e Zlatan Ibrahimovic, um em cada metade do jogo, foram os elementos mais perigosos. O técnico do AC Milan mexeu bem na equipa, colocando em campo Rebic, que deu algum poder de fogo ao ataque, assim como Bennacer, que deu outro fulgor ao meio-campo. Não chegou, ainda assim…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tatarusanu (8)

Calabria (7)

Kjaer (7)

Tomori (7)

Touré (6)

Tonali (7)

Kessié (7)

Brahim Díaz (6)

Krunic (6)

Rafael Leão (7)

Ibrahimovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Kalulu (7)

Rebic (7)

Saelemaekers (7)

Bennacer (7)

Bakayoko (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Já os nerazzurri iniciaram a partida no seu já tradicional 3-5-2, com dois alas a explorar a profundidade, no caso Darmian e Perisic. O jogo da equipa passaria muito pelas combinações entre o médio croata e Çalhanoglu, mas pouco mais do que isso. Os dois avançados Dzeko e Lautaro mostraram-se muito desinspirados e dificultaram a tarefa da equipa em conseguir ligar o jogo, demasiado partido. O cansaço notou-se na segunda metade, pelo que Vidal ainda deu alguma chegada à área, que estava a faltar, tal era a lentidão de processos de Barella e Brozovic, mas ficou-se por aí. As entradas de Correa e Dumfries pouco deram à equipa, numa fase em que já não conseguia criar perigo algum. Dimarco e Sanchez entraram demasiado tarde…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (7)

Bastoni (7)

De Vrij (6)

Skriniar (7)

Darmian (7)

Barella (7)

Brozovic (7)

Çalhanoglu (8)

Perisic (7)

Lautaro (6)

Dzeko (7)

SUBS UTILIZADOS

Vidal (7)

Correa (6)

Dumfries (6)

Sanchez (-)

Dimarco (-)

Componente 5 – 1 (1)

É apaixonado por futebol, principalmente pelo Sporting CP, o seu único clube. Está a licenciar-se em Comunicação e Jornalismo, adora escrever sobre futebol no geral, além de outras modalidades como o wrestling, que acompanha desde pequeno. Também gosta de apreciar o futebol fora do espectro da paixão clubística, tendo como principais referências Cristiano Ronaldo e Diego Maradona.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

É apaixonado por futebol, principalmente pelo Sporting CP, o seu único clube. Está a licenciar-se em Comunicação e Jornalismo, adora escrever sobre futebol no geral, além de outras modalidades como o wrestling, que acompanha desde pequeno. Também gosta de apreciar o futebol fora do espectro da paixão clubística, tendo como principais referências Cristiano Ronaldo e Diego Maradona.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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