Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Juventus FC 1-0 AS Roma: Serviços mínimos garantem Natal confortável na liderança

Frederico Seruya · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No jogo grande da jornada, a Juventus FC entrou em campo a saber que precisava de ganhar para manter a vantagem de oito pontos sobre o segundo classificado, o SSC Napoli. Ao início da tarde, os napolitanos receberam e venceram o SPAL por 1-0, colocando pressão na Vecchia Signora.

Massimiliano Allegri fez duas alterações em relação ao jogo com o Torino, com Szczęsny e Bentancur a entrarem para os lugares de Perin e Emre Can. Do lado dos romanos, Eusebio Di Francesco também fez duas alterações no onze inicial: saíram Juan Jesus e Kluivert e entraram Santon e Schick.

A Juventus entrou bem no jogo, procurando explorar as costas da defensiva da AS Roma. Alex Sandro esteve em destaque por duas vezes: primeiro aos sete minutos, isolado na área, rematou para uma defesa do outro mundo de Olsen e depois aos 17’, com um disparo de meia distância, ao qual o guarda-redes da formação romana correspondeu com uma defesa de elevada dificuldade.

A AS Roma apostava no futebol direto, com ataques rápidos a explorar a velocidade do seu tridente ofensivo, mas sem conseguir criar lances de verdadeiro perigo. Os romanos apresentaram-se dispostos num 4-3-3, que se tornava num 5-3-2 no momento defensivo, com Shick e Ünder a constituírem a primeira linha de pressão e Florenzi a compor a linha de cinco elementos à frente de Olsen.

A intensidade da pressão da equipa de Di Francesco ia oscilando, mas, como é apanágio das equipas italianas, o bloco defensivo apresentava-se compacto e ia sustendo as investidas da equipa da casa.

Aos 34’, num momento de desatenção da defensiva romana, De Sciglio recuperou a bola na direita do seu ataque e fez um cruzamento largo para a área da Roma. Mandžukić ganhou nas alturas ao defesa adversário e cabeceou para o primeiro golo da noite.

Mandžukić marcou o primeiro golo do jogo
Fonte: Juventus FC

Até ao final da primeira parte, a Roma ainda esteve perto de marcar, com N’Zonzi a aparecer em zona central a cabecear, mas Szczęsny encaixou, para levar a Juventus a vencer para o intervalo. O resultado espelhava uma primeira parte onde quase só deu Juve.

A segunda parte foi pobre em oportunidades, com a equipa da casa a descer linhas e a controlar as operações, procurando aumentar a vantagem no resultado, e a Roma a espreitar o contra-ataque.

Aos 58’, Cristiano Ronaldo esteve perto de marcar por duas vezes,mas Olsen esteve intransponível. O jogador português começou por cabecear na zona de penálti para uma defesa de recurso de Olsen e, no seguimento da jogada, recebeu a bola à entrada da pequena área e rematou de primeira para (mais) uma excelente defesa do sueco.

Bentacur controla a bola perante a pressão de Kolarov
Fonte: Juventus FC

O jogo continuava morno, com poucos lances de perigo, e muito disputado no meio-campo. Foi preciso chegar perto do final para se assistirem a novas oportunidades claras de golo.

Em cima do minuto 90’, a AS Roma esteve perto do empate, após um livre no lado direito do seu ataque. Cristante (ex-SL Benfica) saltou mais alto e cabeceou para uma defesa apertada de Szczęsny.

Na resposta, a Vecchia Signora marcou, por intermédio de Douglas Costa, após excelente trabalho de Ronaldo na direita, mas o árbitro anulou o golo após consulta do VAR. O videoárbitro detetou uma falta de Matuidi, que originou a perda de bola da AS Roma.

Num jogo “cinzento” e parco em oportunidades, a Juventus FC venceu a AS Roma e consolidou o primeiro lugar na Serie A, mantendo a distância de oito pontos para o segundo classificado. A equipa de Massimiliano Allegri continua invicta no campeonato e passa o Natal confortavelmente na liderança. A Roma complicou a sua luta pelos lugares europeus e desceu ao décimo lugar.

 

Onzes iniciais:

Juventus FC: Szczesny, De Sciglio, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro, Bentacur, Pjanic (Emre Can, 71’), Matuidi, Dybala (Douglas Costa), Mandzukic e Cristiano Ronaldo.

AS Roma: Olsen, Santon, Manolas, Fazio, Kolarov, Cristante, N’Zonzi (Dezko, 79’), Under (Perotti, 71’), Zaniolo, (Kluivert, 46’) e Schick.

A FIGURA

Fonte: Tuttomercato

Patrick Olsen – A AS Roma bem pode agradecer ao seu guarda-redes por não ter saído do Allianz Stadium com uma derrota mais pesada. O sueco esteve em evidência com várias defesas de nível elevadíssimo, negando o golo a Alex Sandro por duas vezes, assim como a Ronaldo, também duas vezes. As suas defesas mantiveram a AS Roma em jogo até ao fim.

O FORA DE JOGO

Fonte: Juventus FC

Cristiano Ronaldo – O internacional português esteve em “noite não”, mostrando-se desinspirado na finalização e perdendo muitas bolas no momento ofensivo da sua equipa. Perante uma Roma frágil, o avançado da Juventus esteve uns furos abaixo do nível exibicional que já demonstrou esta época.

Foto de capa: Juventus FC

Frederico Seruya

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.