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Numa altura em que, superado o Natal, caminhamos rapidamente para mais um final de ano, é hora de olhar para os últimos doze meses e destacar os factos de maior relevância no futebol transalpino.

Selecção Italiana: Depois de ter atingido a final do EURO 2012, que perdeu para a Espanha, a squadra azzurra de Cesare Prandelli manteve a sua espinha dorsal assente em jogadores da Juventus para carimbar a qualificação para o Mundial do próximo ano. Ganhando seis dos dez jogos e sem ceder qualquer derrota, a tetracampeã do Mundo teve um percurso tranquilo para chegar ao Brasil. Uma selecção que alia a experiência de Buffon, Chiellini e De Rossi, o virtuosismo de Pirlo, a irreverência de Balotelli e a eficácia de Osvaldo, tem agora no Brasil uma tarefa complicada logo na fase de grupos. Costa Rica, Uruguai e Inglaterra contemplam o elenco do Grupo D, juntamente com a Itália, em terras de Vera Cruz.

Juventus: Depois da tempestade que fez mergulhar a equipa de Turim na Serie B, a formação bianconera confirmou em 2013 o seu renascimento, ao conquistar a Liga Italiana pelo segundo ano consecutivo. As vitórias e a forma clara como foram alcançados os triunfos fazem deste Juve uma equipa dominadora no actual panorama do futebol italiano. Após dezassete jornadas na presente edição da Liga, a Juve ganhou quinze jogos, tendo apenas empatado e perdido por uma vez. Detém o melhor ataque, a segunda melhor defesa e não parece haver um adversário à altura de pôr em causa a caminhada para o tri. A esta Juve falta agora ser forte fora de portas, já que na Liga dos Campeões não conseguiu qualificar-se para os oitavos de final, estando agora na Liga Europa, cuja final até vai ser jogada em Turim.

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Juve a festejar o título de campeã italiana / Fonte: futura.unito.it
Juve a festejar o título de campeã italiana / Fonte: futura.unito.it

Nápoles: A grande bandeira do Sul de Itália teve mais um grande ano. Não obstante estar longe dos sucessos alcançados com Diego Maradona, a verdade é que a equipa agora treinada por Rafa Benitez ganhou uma competitividade que tinha perdido há muito. Segundo lugar na Liga em 2012/2013, está neste momento no terceiro lugar do campeonato e só caiu da Liga dos Campeões por um golo! É uma das maiores candidatas à conquista da Liga Europa e a consolidação no futebol nacional, com mais um segundo lugar na Liga, é uma realidade bem possível. Perdeu Cavani, mas ganhou Higuaín e Callejon, para além de ter mantido a base da equipa.

Higuaín tem estado em grande forma em Nápoles / Fonte: globoesporte.globo.com
Higuaín tem estado em grande forma em Nápoles / Fonte: globoesporte.globo.com

Roma: É a grande surpresa da nova época. Depois de ter falhado a qualificação para as competições europeias, já que perderam a final da Taça para a eterna rival Lazio, os giallorossi permanecem invictos na actual edição da Liga, sob o comando de Rudi Garcia. Totti continua numa forma invejável, mas é o meio-campo formado habitualmente por Strootman, Pjanic e De Rossi que tem brilhado a grande nível. Palavra ainda de destaque para o sector defensivo, já que a Roma é a equipa com menos golos sofridos no campeonato. Em vésperas de dia de Reis, a formação da capital vai até Turim para defrontar a Juventus num embate entre os dois primeiros classificados, os quais estão separados por cinco pontos. O título parece ser uma tarefa muito complicada, mas a actual performance faz pensar que um regresso, pelo menos à Liga dos Campeões, é perfeitamente legítimo.

Inter: O trauma pós-Mourinho continua a afectar os nerazzurri. Depois da conquista da Liga dos Campeões há apenas três anos, o Inter terminou o último campeonato numa embaraçosa nona posição. Sucederam-se os treinadores, as contratações falhadas e a impaciência dos tiffosi que pediam o regresso de Mourinho ao entoar o nome do técnico português nas bancadas de San Siro. Tal qual a Roma, esta segunda metade de ano está a ser bem melhor. Sem deslumbrar, a equipa de Walter Mazzarri está às portas de um lugar da Champions e a ausência das competições europeias pode ajudar a concentrar o foco do Inter na Serie A. Palavra para Zanetti que, a par do que acontece com Totti, continua em grande, apesar da recente lesão e dos quarenta anos de idade. Eterno.

Milan: Em contraponto com o que acontece com a Roma e o Inter, o Milan bem pode sentir saudades da primeira metade de 2013. Se no ano passado a equipa conseguiu alcançar o terceiro posto e consequentemente um lugar na Liga dos Campeões, este ano os rossoneri estão num vergonhoso décimo terceiro lugar, apenas cinco pontos acima da linha de água. Com Kaká, mas sem Boateng, que saiu para o Schalke 04, o Milan parece perdido de ideias e entregue aos lances fortuitos de Balotelli, que mistura o génio com a irreverência. Curiosamente, apesar da péssima época, o Milan é a única equipa italiana nos oitavos de final da Liga dos Campeões, onde terá pela frente o fantástico Atlético Madrid de Simeone. O Milan tem mesmo de conseguir mudar o rumo ou arrisca-se a escrever uma das páginas mais tristes da história do clube.

Kaká não tem tido motivos para sorrir no regresso a Milão / Fonte: placar.abril.com.br
Kaká não tem tido motivos para sorrir no regresso a Milão / Fonte: placar.abril.com.br

Notas finais: Destaque para a Lazio que conquistou a Taça de Itália no dérbi romano por 1-0. Lulic foi o herói da formação laziale ao marcar o golo que permitiu a conquista da sexta taça para a equipa azul-celeste. Ainda pela positiva, o reaparecimento da Fiorentina que terminou o último campeonato em quarto, posição que ocupa na actual edição da Liga. Como aspecto mais negativo, o facto de o futebol italiano estar cada vez com maior dificuldade em afirmar-se nas competições europeias. Sem mostrar capacidade de colocar uma equipa na luta pela Champions, resta às formações transalpinas tentar assegurar um triunfo numa segunda linha europeia.

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