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Se existiam dúvidas da superioridade do Bayern de Munique, hoje dissiparam-se. Demonstração de força, eficácia e de inteligência de Guardiola, mostrando uma aplicação exímia dos seus conhecimentos sobre o adversário. Tuchel provavelmente disse adeus ao título e tem agora uma equipa para recuperar psicologicamente.

Tuchel deixou surpreendentemente Reus no banco, apostando no reforço do meio campo, e o jogador que acabou por sair com algo de positivo deste encontro acabou por ser Aubameyang, prolongando o seu recorde de jogos seguidos a marcar (já são 8). Numa defensiva estilhaçada, Burki sofreu cinco golos e não esteve bem, apesar de ter sido vítima da extrema eficácia dos bávaros, Sokratis na direita tentou cumprir mas levou com um Douglas Costa endiabrado, Hummels e Bender não formaram a dupla desejável e Piszczek foi um corpo estranho na esquerda. Castro fez a assistência para o golo solitário do Dortmund mas fez uma exibição aquém das expectativas até à sua saída, tal como os seus parceiros do meio-campo, Gündogan e Weigl. Mkhitaryan foi dos mais inconformados mas não foi feliz, falhando no último passe e na finalização. Reus e Januzaj entraram para dar outra acutilância ao ataque, mas este não era o dia dos amarelos e negros e foram mais dois peões no futebol morno que se viu na Baviera.

Um dos golos da partida Fonte: Facebook do Bayern de Munique
Um dos golos da partida
Fonte: Facebook do Bayern de Munique

Guardiola é a figura principal deste jogo. Montou uma equipa para aproveitar as falhas do seu adversário directo e manteve a invencibilidade no campeonato (8 em 8). O espaço nas costas da defensiva do Dortmund foi bem aproveitado e a acutilância dos avançados bávaros fez o resto. Neuer disse sempre presente nas poucas vezes em que isso foi exigido, Boateng destacou-se pela segurança defensiva e as duas assistências para golo (e há quem diga que tem pouca técnica…) e Lahm foi o barómetro necessário aos equilíbrios. Douglas Costa foi tentando através de iniciativas individuais e cruzamentos venenosos deixar a sua marca no jogo, mas acabou por não ser tão decisivo como tem sido. O meio campo do Bayern teve Xabi Alonso e Thiago num plano menos relevante, embora eficaz (sobretudo o hispano-brasileiro), deixando maior protagonismo para o seu parceiro ex-Dortmund. Götze tem tentado ganhar o seu espaço desde a chegada de Guardiola e a sua genialidade, que às vezes parece adormecida, ficou patente neste jogo, especialmente na assistência fantástica para Lewandowski. O avançado polaco vai mostrando o porquê de ser o protótipo de avançado perfeito e está numa fase incrível, com 12 golos em 4 jogos. Müller, que, para além da movimentação fantástica no primeiro golo do Bayern, revelou uma objectividade incrível, como é habitual, também brilhou.

A primeira parte foi mais dividida, com o Dortmund a pressionar o Bayern no seu meio campo, e só na segunda metade se desfizeram as dúvidas sobre o resultado. Um dos factores que certamente contribuiu para a queda de rendimento dos forasteiros foi o cansaço acumulado do jogo a meio da semana para a Liga Europa, tendo dois dias de descanso a menos do que o adversário. O 5-1 é um resultado exagerado, apesar de tudo, e que se justifica com a frieza dos avançados (Lewandowski e Müller são intratáveis) do Bayern e a capacidade que o conjunto de Guardiola teve para explorar as fragilidades do Dortmund, nomeadamente na transição defensiva. São sete pontos de diferença que separam agora as duas equipas e, apesar de estarmos no início do campeonato, será preciso uma catástrofe para os bávaros desperdiçarem esta vantagem.

A Figura:

Pep Guardiola – O treinador espanhol foi o grande estratega desta tarde de futebol e mostrou o porquê de ser um dos melhores do mundo. Estudou ao pormenor as fraquezas do adversário e acabou a golear. Grande resultado para Guardiola.

O Fora-de-Jogo:

Thomas Tuchel – É o grande derrotado deste jogo. Conseguiu contrariar inicialmente o jogo de posse do Bayern, mas quando a equipa se esticou demasiado acabou por se desequilibrar e não resistiu às transições mortíferas do adversário. A distância para o primeiro lugar é um obstáculo (quase) inultrapassável e tem agora em mãos uma equipa destroçada a nível psicológico.

Foto de capa: Facebook do Borussia Dortmund

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