A CRÓNICA: INTENSIDADE NA PRIMEIRA PARTE, DUELO TÁTICO NA SEGUNDA ENTRE RBLEIPZIG E BAYER LEVERKUSEN

Em mais uma grande partida do principal campeonato alemão, RB Leipzig e Bayer 04 Leverkusen foram os protagonistas de uma intensa batalha na luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa.

O Bayer Leverkusen foi quem entrou melhor no encontro, conseguindo controlar a circulação de bola no meio campo, sendo consequentemente a formação mais perigosa ao longo da primeira parte. Os farmacêuticos, fruto do domínio que iam conseguindo impor no jogo, colocaram-se na frente do marcador ao minuto 29, por intermédio do jamaicano Bailey, através de um movimento ofensivo pelo flanco direito, zona preferencial de ataque por parte dos visitantes. A vantagem durou pouco, com o Lepizig a restaurar a igualdade no marcador dois minutos depois, com Schick a dar o melhor seguimento a um livre convertido por Nkunku, numa das poucas oportunidades criadas pela formação da casa.

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No segundo tempo, o Leipzig tentou dar o ar da sua graça logo no recomeço da partida, mas o Leverkusen voltou a assumir as rédeas do encontro, dominando a posse de bola à imagem da primeira parte com uma excelente circulação da mesma entre os elementos da sua equipa, obrigando o Leipzig a apostar no contra-ataque numa tentativa de surpreender o adversário. Perante uma segunda parte muito tática de ambas as equipas, a intensidade do encontro resfriou – tal como as oportunidades de golo – e o marcador não voltou a sofrer alterações até ao apito final. Com este resultado os caseiros perde terreno na corrida pelo primeiro lugar, enquanto que o Leverkusen se aproxima dos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Fonte: RB Leipzig

Patrik Schick – O ponta de lança checo foi um dos jogadores mais inconformados da formação da casa, mostrando-se muito ativo na partida ao dar constantes apoios aos colegas, destacando-se ainda pelo tento apontado.

O FORA DE JOGO

Fonte: RB Leipzig

Timo Werner – Ao contrário de Schick, o letal avançado alemão e atual segundo melhor marcador do campeonato germânico com 21 tentos, registou uma exibição um pouco fora do normal, com pouca criatividade na frente de ataque, tendo sido mesmo substituído ao minuto 71 por Yussuf Poulsen. Mau timing para os caseiros.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Com um sistema tático base de 3-3-2-2, muito perto do 3-5-2 em alguma situações, a turma de Julian Nagelsmann apostou numa estratégia de transições rápidas aquando da recuperação da bola, com o avançado checo Patrik Schick a assumir um papel muito importante na frente de ataque, a dar constantemente apoios frontais – de costas para a baliza – o que permitiu a Timo Werner ter um pouco mais de liberdade no último terço do terreno. O flanco esquerdo foi escolha primordial por parte dos caseiros nas transições ofensivas, com constantes incursões do lateral Angelino.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulácsi (7)

Klostermann (7)

Upamecano (6)

Halstenberg (7)

Mukiele (6)

Sabitzer (7)

Angelino (7)

Forsberg (6)

Nkunku (7)

Schick (8)

Werner (6)

SUBS UTILIZADOS

Poulsen (6)

Haidara (6)

Wolf (-)

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

Sem Kevin Volland, o principal artilheiro dos farmacêuticos, ausente por lesão, os comandados de Peter Bosz alinharam num dispositivo base de 3-4-3. A formação forasteira foi eficaz na criação de superioridade numérica no centro do terreno, o que lhes permitiu controlar grande parte da posse ao longo do encontro, tendo sido igualmente eficaz na circulação da bola, através de apoios curtos, conseguindo levar perigo à baliza adversária com alguma regularidade, principalmente pelo flanco direito.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hradecky (6)

Tah (7)

Sven Bender (6)

Tapsoba (7)

Amiri (7)

Palacios (6)

Demirbay (7)

Wendell (6)

Havertz (7)

Alario (6)

Bailey (7)

SUBS UTILIZADOS

Aránguiz (6)

Diaby (6)

Bellarabi (-)

Foto de Capa: Bundesliga