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Tu és time de tradição, raça amor e paixão! Ó meu mengão!

O Flamengo venceu a sua terceira Taça do Brasil. Os cariocas bateram na final o Atlético Paranaense. Os atleticanos estão a fazer um belo campeonato, garantindo praticamente a presença na Libertadores do ano vindouro. Com este triunfo, os rubro-negros juntaram mais um troféu à sua sala já bem recheada. Apenas Grêmio e Cruzeiro possuem mais competições do que os flamenguistas.

Alguns aspectos foram decisivos para o sucesso do Clube de Regatas do Flamengo nesta contenda. O ano não começou bem para os lados da Gávea. Os resultados demoraram a aparecer. A troca de treinador, com Mano Menezes a assumir o leme, parecia benéfica. Mas nem assim a exigente massa do mengão permitiu que a equipe pudesse dar tantos tropeções. Como muitas vezes acontece em clubes de alta dimensão, a crise deu lugar à bonança. E, tal como no último grande título do clube (o Brasileirão de 2009), foi um homem da casa a conduzir a proa da nau a bom porto. Jaime de Almeida foi o escolhido para substituir o ex-selecionador da canarinha e orientar o clube cujo seu pai representou noutras eras.

Léo Moura, capitão, levanta o pesado troféu / Fonte: fcgols.blogspot.com
Léo Moura, capitão, levanta o pesado troféu / Fonte: fcgols.blogspot.com

No campeonato, o Flamengo, mais uma vez, conseguiu fugir da descida de divisão. É o único grande do Rio de Janeiro que nunca teve a infelicidade de experimentar o acre sabor da série secundária. Porém, o título mais palpável estava por vir. Um conjunto desacreditado conseguiu dar a volta. Na final, os vermelhos e pretos do Rio foram melhores que os congéneres do Paraná. O empate no reduto do adversário, em Curitiba, já deixara água na boca. Mas a confirmação do triunfo surgiu num Maracanã lotado. A maior enchente desde a sua reinauguração. Perto de 65 mil pessoas puderam assistir de perto a um triunfo por 2-0. Curto, mas confortável. Elias – sim, o do Sporting – e Hernane selaram a confirmação da vitória. Mais do que justa, diga-se. Repetindo os campeões nesta prova dos anos de 1990 e 2006. Será interessante ver também a participação dos flamenguistas na Libertadores do ano que vem.

Mais uma vez, aquele que é por muitos considerado o maior do Brasil, conseguiu dar a volta por cima e fazer das fraquezas forças. O ninho do urubu voltou a conciliar-se. Na gávea sorri-se com a certeza de dever cumprido. A massa rubro-negra pode voltar a estar feliz. Veremos se é uma senda vitoriosa continuada, para que os 40 milhões de apaixonados se possam alegrar sempre que quiserem.

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O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.