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Cabeçalho Futebol Internacional

É incrível o quanto cresceu a seleção A do Brasil desde a chegada de Tite ao comando da equipa técnica. Não apenas pelas (impressionantes) seis vitórias em outros tantos jogos deste treinador, mas também pelo nível exibicional que há muito não se via pelos homens que vestem a verde e amarela.

O Brasil lidera o grupo de apuramento para o Mundial de 2018, na Rússia, da Conmebol – a associação que reúne as federações dos países da América do Sul – com uns confortáveis 27 pontos, mais quatro do que o segundo classificado, Uruguai. Portanto, reina a calmaria pelos lados de Vera Cruz. A penúltima vitória diante da grande rival, Argentina, veio provar que este Brasil veio para ficar. Deixou-se de lamúrias e de um modelo que, claramente, estava ultrapassado. Sobre estas delongas debruçar-nos-emos na próxima semana. Porém, fica aqui um cheirinho do tema que exploraremos nos dias vindouros: Tite é o melhor treinador brasileiro. Ponto. Está no cargo certo. Será suficiente para mudar a mentalidade do futebol em rodo o Brasil? Desde as camadas jovens aos seniores? Veremos.

O que é certo é que este Escrete deixou-se de vaidades. Joga com afinco. Mas, sobretudo, sabe o que faz em campo. Porque o problema do Brasil nunca foi a qualidade – tem talento de sobra! – porém, nos últimos anos, a grande questão era o que fazer com esse mesmo talento.

O trio Coutinho, Neymar e Jesus vai encantando. Aqui, no 3-0 diante da Argentina. Fonte: tapurahonline.com.br
O trio Coutinho, Neymar e Jesus vai encantando. Aqui, no 3-0 diante da Argentina.
Fonte: tapurahonline.com.br

Philippe Coutinho está a jogar barbaridades, agora sim, explorado como deve ser. Gabriel Jesus – de que já falamos aqui no artigo sobre os 10 talentos do Brasileirão – nem parece que tem 19 anos. Neymar, claro, a figura. Mas nem por isso é “o” mais importante, no sentido de esta seleção ser Neymar-dependente.

Sinceramente, apraz-me muito ver o rumo que o Brasil está a tomar. Já fazia falta um Brasil assim. Pelo menos em termos momentâneos. Vê-se bom futebol. Era preciso inverter o rumo das coisas. A canarinha era o reflexo de um país amorfo, cheio de turbulência política – vide a destituição de Dilma – e com uma inflação económica brutal. Penso que isso também se refletia na seleção de futebol. Agora não estará muito melhor em termos sociais. Mas pelo menos o futebol do maior campeão do mundo de seleções vai voltando aos bons velhos tempos, para alegria de 200 milhões de corações.

 

Texto revisto por: Carlos Valente

Foto de capa: Torcedores.com

Daniel Melo
Daniel Melohttp://www.bolanarede.pt
O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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