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Era o encontro mais aguardado do último dia dos oitavos de final da Liga dos Campeões e compreende-se porquê. O Liverpool, vice-campeão europeu, conseguiu desconcertar o carrossel germânico e garantiu a sua presença nos quartos de final.

As duas formações procuravam desfazer o nulo da primeira mão e carimbar o apuramento. Os bávaros não puderam contar com o castigado Kimmich, que foi rendido por Rafinha, e apostaram em Ribery em detrimento de Coman, tendo por comparação o jogo da primeira mão. Já a turma de Klopp entrou com Van Dijk e Alexander-Arnold por troca com Fabinho e Keita.

Os primeiros minutos foram jogados longe das balizas e sem oportunidades dignas de registo. A principal nota de destaque foi a lesão de Henderson, que apesar de ter tentado continuar em jogo, foi substituído por Fabinho ainda dentro do primeiro quarto de hora.

A turma de Niko Kovac dominava o esférico, mas era uma posse consentida pelos Reds. A estratégia de Klopp estava bem definida e aos 25 minutos fizeram a primeira ameaça, com um potente remate de Firmino a passar ao lado da baliza. No minuto seguinte, passaram das ameaças aos atos. Passe em profundidade de Van Dijk para Sadio Mané, que ganhou a frente a Rafinha e, perante uma saída algo precipitada de Neuer, contornou-o e picou a bola para o fundo da baliza.

O golo animou a eliminatória, uma vez que o Bayern via-se obrigado a marcar por duas vezes para seguir em frente. Aos 33’, foi o Liverpool que esteve perto de ampliar a vantagem, mas Robertson atirou para uma defesa atenta do centenário Neuer. Cinco minutos volvidos, surgiria o empate na Allianz Arena. Gnabry foi solicitado nas costas de Robertson e cruzou tenso para a área, onde Matip tocou a bola e introduziu-a na própria baliza. Infelicidade do camaronês ao fazer o 1-1 – e colocar o Bayern vivo na eliminatória – resultado com que se chegou ao intervalo.

As equipas pareciam vir dos balneários com as mesmas ideias de jogo. Pouco depois do reatar, Salah conduziu uma transição vertiginosa e rematou para defesa de Neuer. Aos 61’, numa jogada semelhante à do golo alemão, Gnabry foi novamente solicitado nas costas de Robertson e cruzou rasteiro para Lewandwoski, que chegou ligeiramente atrasado para o desvio.

Grande segunda parte do Liverpool garante quartos-de-final.
Fonte: Liverpool

O jogo estava animado, mas deu sempre a sensação que o Liverpool estava confortável com os desenvolvimentos da partida. No segundo tempo, os bávaros foram mais lentos na circulação e nunca tiveram o jogo à sua feição. Numa série de cantos que dispôs a seu favor, o Liverpool viria a matar a eliminatória: canto na direita batido por Milner para o centro da área, onde aparece Van Dijk, de rompante, a cabecear sem hipóteses para Neuer. 1-2 a pouco mais de 20 minutos do fim e uma montanha muito grande para os bávaros escalarem.

Se o Liverpool já estava por cima, depois do golo acentuou ainda mais o seu domínio, fazendo o Bayern provar do seu próprio veneno e correr atrás do esférico. Aos 84 minutos, surgiria o xeque-mate – e o bis de Sadio Mané -, depois de um cruzamento delicioso de Salah. Os Reds geriram até ao final e deixaram a sensação que nem precisaram de dar o máximo para resolver a questão.

O jogo não foi épico, longe disso, mas teve emoção até ao 1-2. O apuramento dos ingleses acaba por ser justo e até algo natural, face à segunda parte displicente do Bayern. Inglaterra faz assim o pleno, com as suas quatro equipas participantes na Champions a chegarem aos quartos. Conseguirá o Liverpool chegar a uma nova final?

Onzes iniciais e substituições:

FC Bayern Munique: Neuer, Rafinha, Sule, Hummels, Alaba, Javi Martinez (Goretzka 72’), Thiago, James (Renato Sanches 79’), Ribery (Coman 62’), Gnabry e Lewandwoski.

Liverpool FC: Alisson, Alexander-Arnold, Van Dijk, Matip, Robertson, Henderson (Fabinho 13’), Milner (Lallana 87’), Wijnaldum, Salah, Firmino (Origi 83’) e Mané.

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