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Guerreiros de Madrid e Super-Bayern nas meias

Redação BnR · 4 min

Guerreiros de Madrid e Super-Bayern nas meias

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Atlético 1-0 Barcelona: De Simeone, com táctica e coração

Enorme expectativa no Vicente Calderón para a segunda mão dos quartos-de-final da Champions League, o quinto jogo da temporada entre Atlético e Barcelona. Até hoje, o equilíbrio vinha sendo a nota dominante nos confrontos entre primeiro e segundo classificados da Liga Espanhola, com quatro empates em outros tantos jogos. Após a igualdade a uma bola em Camp Nou, não era difícil adivinhar que se apresentava uma tarefa muito complicada para o conjunto blaugrana frente ao apaixonante Atlético de Simeone. E mais complicada ficou quando Tata Martino se viu privado de Gerard Piqué pela lesão na primeira mão, pelo que o jovem Bartra saltou para titularidade e fez dupla com Mascherano. Para Simeone, Diego Costa foi dúvida até à hora do jogo e acabou por nem sequer se sentar no banco de suplentes, tal como o turco Arda Turan. Duas ausências de grande peso no ataque colchonero, colmatadas com as chamadas de Adrián e Raúl Garcia, respectivamente.

Os festejos dos jogadores do Atlético Fonte: Marca
Os festejos dos jogadores do Atlético
Fonte: Marca

Com um início de jogo sufocante, não tardou o golo da equipa da casa. Empurrados por um público louco, Koke fez o 1-0 aos 6’ na sequência de uma assistência de cabeça de Adrián, que momentos antes disparara um míssil ao poste da baliza de Pinto, após cruzamento de David Villa. Não satisfeito com esta vantagem, que lhe dava uma margem (ainda mais) confortável na eliminatória, o Atlético pressionava altíssimo e os erros da defesa blaugrana sucediam-se. Não tardou até nova enorme chance de golo – aos 12’, Villa acertou em cheio na trave com um remate de pé direito após assistência de Koke. Enorme demonstração de raça, atitude e intensidade da equipa de Simeone perante um Barcelona que mal respirava e se limitava a despejar bolas lá na frente. Esta tendência apenas foi contrariada quando Messi viu o seu cabeceamento a rasar o poste da baliza à guarda de Courtois. E, se não há duas sem três, aos 19′, nova bola nos ferros do Barcelona – novamente Villa, num lance que Pinto apenas controlou com os olhos. A pressão altíssima do Atlético deixava evidentes as lacunas defensivas do Barcelona desta temporada, situação que a tal lesão de Piqué em nada veio ajudar. Apenas a partir dos 25/30 minutos, quando a equipa da casa baixou o ritmo, se restabeleceu algum equilíbrio e os blaugrana conseguiram fixar-se no meio-campo adversário. Messi, sempre ele, desperdiçou nova oportunidade após um lance genial de Neymar sobre o português Tiago. Ao intervalo, vantagem justa de um Atlético dominador e exemplar na pressão no meio-campo ofensivo.

No segundo tempo esperava-se a resposta catalã ao grande início da equipa madrilena. Percebendo que era fisicamente impossível manter o ritmo dos primeiros 45 minutos, Simeone baixou as linhas e entregou a bola ao Barcelona, que se instalava em redor da área adversária. Sem grandes oportunidades de golo, diga-se, fruto de um Atlético que defende exemplarmente bem – apenas aos 49’, com Courtois a agigantar-se na saída aos pés de Neymar e a negar o golo ao Barcelona, aos 60’ com Xavi a cabecear ao lado do poste direito e aos 78’ com Neymar a fazer o mesmo. Com uma leitura de jogo soberba, Simeone colocou o conjunto blaugrana num colete-de-forças com as entradas de Diego e Cristián Rodríguez. Justíssimo apuramento do Atlético de Madrid numa eliminatória em que o Barcelona somente foi superior nos últimos 20 minutos do jogo em Camp Nou. Um exemplo de saber estar nos vários momentos de jogo, de saber sofrer, pressionar e posicionar-se em campo: é esta a máquina que Simeone montou e recolocou nas meias-finais da Champions League 40 anos depois. Do Barcelona, dizer que as melhores oportunidades de que dispôs foram todas através de lances de cabeça após cruzamento para a área. Com Messi completamente apagado e Xavi em fim de linha, neste jogo, o tiki-taka foi o coração e a afición do Atlético.

Francisco Vaz Miranda

Bayern Munique 3 – 1 Manchester United: A confirmação do poderio bávaro

Num jogo em que o United precisava obrigatoriamente de marcar, foi a supremacia germânica que mais se fez sentir. Só na primeira parte foram cerca de treze oportunidades de golo para o Bayern, contra apenas uma do United.

Convém realçar que ao longo da primeira parte o Bayern manteve o estilo de jogo que tanto os caracteriza. Contudo, não foi o suficiente para quebrar a solidez defensiva dos red devils, que nunca permitiram aos bávaros criar uma ocasião clara de golo.

Arjen Robben, um dos melhores em campo Fonte: Uefa
Arjen Robben, um dos melhores em campo
Fonte: Uefa

A segunda parte recomeçou e Evra tirou um autêntico coelho da cartola, fazendo um grande golo que dava alento aos britânicos. Porém, nem um minuto depois – ainda os ingleses festejavam -, Mandzukic, de cabeça, voltou a empatar a eliminatória.

A partir deste momento, assistimos a um crescimento do Bayern, que viria a demonstrar o porquê de ser considerada a melhor equipa do mundo. Dois golos, de Muller e Robben, selaram a eliminatória. A grande qualidade do ataque composto por Ribery, Müller, Mandzukic e Robben, capaz de quebrar qualquer muralha imposta pelo adversário, ficou bem patente nesta partida. O holandês, aliás, foi mesmo uma das figuras do encontro.

O Bayern está oficialmente na meia-final. O golo de Evra não chegou e Moyes terá de se resignar perante a qualidade da equipa de Guardiola, que foi sempre superior.

João Martins

Redação BnR

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Tiago Campos · 4 min de leitura
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