Roberto Martínez antevê o Portugal x RD Congo. Seleção Nacional estreia-se esta quarta-feira pelas 18h00 no Mundial 2026.
Roberto Martínez faz a antevisão ao Portugal x RD Congo, jogo que marca a estreia de ambas as seleções no Mundial 2026. O duelo está marcado para esta quarta-feira, dia 17 de junho, pelas 18h00 e é referente à primeira jornada.
«Acho que a preparação foi perfeita, a todos os níveis. Só o aspeto de que o Rúben Dias não está 100% para amanhã, então não está apto para o jogo. Não é o momento de arriscar, está a trabalhar individualmente e acho que faz sentido continuar com a recuperação», começou por referir Roberto Martínez, confirmando que Rúben Dias falha o jogo.
«O resto foi um período muito, muito positivo, muito bom. Todos os jogadores tiveram minutos, o nível do treino está a ser muito alto. Estamos a ajustar não só ao fuso horário, que fizemos isso muito bem já com a experiência que tivemos durante o março, com o trabalho que fizemos no México e Atlanta. Estamos a ajustar muito bem a trabalhar com a humidade e a temperatura em Miami, então para nós também cancelar um treino foi mais uma oportunidade para trabalhar aquilo que é este Mundial, que é esperar o inesperado e tentar utilizar aquilo que acontece para acrescentar a preparação dentro do grupo. Fizemos isso muito bem, as condições são excelentes e agora já estamos prontos para o jogo de amanhã e muito satisfeito com o jogo contra a Nigéria, porque realmente é o teste perfeito para o jogo», prosseguiu Roberto Martínez.
Roberto Martínez falou sobre o jogo com a RD Congo:
«Todos temos de respeitar muito o que o Congo está a fazer com o seu treinador. Já são muitos jogos, acho 48 jogos. Isso é um período de muito bom trabalho ao nível de seleções. O Sébastien Desabre fez uma fase de apuramento extraordinária. Estamos a falar de uma equipa que deixa fora os Camarões, deixa fora a Nigéria e depois teve um playoff continental. Então é uma equipa que eu diria que é muito flexível taticamente. Não é só uma equipa de defender o bloco baixo. Já tivemos a experiência com a Nigéria que as equipas africanas agora estão muito bem desenvolvidas, conseguem fazer uma pressão do bloco médio alto, agressivos, gostam dos duelos físicos, um jogo vertical quando têm bola descoberta, exploram os espaços na linha defensiva muito, muito bem. Há jogadores europeus, os que jogam nas ligas mais importantes na Europa, como o Bakambu, o Wissa, o Théo Bongonda, jogadores muito experientes, então nós respeitamos muito o que o Congo é como seleção. E para nós, todos os portugueses, o jogo contra a Nigéria é um jogo que mostra muito bem aquilo que as seleções africanas podem fazer. E acho que há pontos muito semelhantes com a Nigéria: o aspeto flexível, muitos jogadores na zona central, uma equipa que gosta do duelo físico e é muito vertical».
«A bola parada é um processo continuado. Já são 40 jogos que estamos a trabalhar com a nossa seleção. Nós temos muitos batedores, seja pé esquerdo, pé direito, na seleção, não há um jogador que bate todas as bolas paradas. Temos a estratégia em relação do jogo, do adversário, mas a bola parada é o processo que tem sido muito bem, muito bem trabalhado», disse ainda Roberto Martínez.
Roberto Martínez não se arrepender de não ter levado mais um central:
«Não, arrependido não, porque temos três centrais, o Rúben Dias que está bem, agora precisamos de gerir o golpe que ele teve. E depois temos jogadores que também conseguem jogar nas posições de centrais. Já utilizámos o Rúben Neves, já utilizámos o Diogo Dalot, então a polivalência do nosso grupo é maior que tentar trazer um jogador novo que não tem experiência ao nível de seleções e que não tem clareza daquilo que estamos a trabalhar».
«Chegar a um Mundial para nós, são 40 jogos, é um processo, tem sido muito, muito meticuloso, que não é falta de foco, de avaliar ou analisar tudo aquilo que nós temos e tudo aquilo que podemos precisar durante o Mundial. Então, muito contente, muito feliz com os jogadores, com a atitude, com o trabalho feito, com aquilo que nós temos, o que eu percebo durante o treino, não só ao nível de qualidade individual, mas ao nível de grupo. O espírito de grupo e a responsabilidade que mostra um equilíbrio muito bom entre o aspeto emotivo de representar Portugal e ter um orgulho muito, muito grande, mas também o aspeto racional de preparar os jogos bem, ter uma clareza daquilo que precisamos de fazer amanhã. E tudo isso faz com que o período que agora terminamos, que é o período de preparação, porque amanhã começamos um período diferente, fique toda a equipa técnica e eu muito feliz», disse também Roberto Martínez.
«E o aspeto de qualquer jogador, os minutos… precisamos de gerir isso jogo a jogo, dia a dia. Não é o mesmo jogar um jogo com cinco dias entre o jogo ou três dias, a situação pessoal, se é um jogo exigente, se não é um jogo exigente. Nós precisamos de ter uma responsabilidade de gerir todos os minutos em relação daquilo que acontece», ainda referiu.
EM ATUALIZAÇÃO

