A CRÓNICA: ENTRADAS PRAGMÁTICAS DÃO FRUTOS

Na discussão pela liderança do Grupo H, Juventus FC e Chelsea FC entraram em campo já a saber do outro resultado do grupo (a goleada do FC Zenit por 4-0 diante do Malmö) e foram os homens da casa a alcançar a felicidade de somar três importantes pontos, com um triunfo por uma bola a zero. O ambiente criado pelos adeptos em Turim, esse, revelou ser uma preciosa ajuda para que a Juventus segurasse a vantagem no marcador.

A equipa londrina entrou com mais autoridade a impor o seu futebol e não tardou em construir a primeira ocasião, com um remate de Lukaku a testar as luvas de Szczesny. No entanto, apesar do futebol possante praticado pelo Chelsea, a verdade é que as perdas de bola provocadas pelos timings de pressão da Juventus favoreceram a criação de perigo na área contrária, nomeadamente com as tentativas de Chiesa (após contra-ataque rápido) e de Rabiot.

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O “pouco” que havia para contar ao nível da produtividade ofensiva das duas equipas transformou-se em “muito” no segundo tempo. E começando logo com uma entrada de rompante da Juventus a permitir que, ao fim de apenas 11 segundos, Chiesa aparecesse na área para inaugurar o marcador, após passe de Bernardeschi. Allegri não podia pedir um melhor regresso por parte da sua equipa, com a dupla de Federicos a fazer estragos.

Seguiram-se minutos de maior aperto junto da área da Juventus, com as investidas de Ziyech e Kovacic, mas seria precisamente a equipa de Turim a criar uma das grandes ocasiões da segunda parte, num autêntico falhanço de Bernardeschi já dentro da pequena área.

A tripla substituição impulsionada por Tuchel chegou a baralhar o adversário, mas também chegou a confundir a própria equipa que, apesar de se ter instalado no meio-campo contrário, acabou por executar erradamente muitas das suas ações ao redor da grande área. Prova disso mesmo é que apenas Lukaku e Kai Haverz conseguiram furar a solidez italiana, mas com cabeceamentos a sair ao lado e por cima, respetivamente.

Já do outro lado, o recém-entrado Moise Kean ainda tentou a sua sorte, mas o resultado não mais se alterou, ditando o triunfo da Vecchia Signora frente aos detentores do título, naquele que também foi o primeiro duelo entre Allegri e Tuchel enquanto técnicos. Com este resultado, a Juventus passa a somar seis pontos (com duas vitórias pelo mesmo resultado), enquanto que o Chelsea tem os mesmos três que o Zenit.

 

A FIGURA

Federico Chiesa – Cumpriu a sua tarefa em todos os momentos do jogo com a máxima seridade. Baixou no terreno sempre que era necessário para tornar a missão defensiva mais compacta e, nos ataques rápidos, fez valer a sua velocidade para levar perigo à baliza curiosamente. A movimentação inteligente que protagonizou no lance do golo foi meio caminho andado para que aquela oportunidade pudesse terminar realmente no objetivo pretendido…em golo.

 O FORA DE JOGO

Kai Havertz – O alemão de 22 anos não está a ter um início de época propriamente feliz e isso acabou por ficar espelhado na fraca exibição em Turim. Falhou passes cruciais, perdeu praticamente todos os duelos e apenas conseguiu duas tentativas de remate já na reta final, tendo sido a unidade mais apagada do Chelsea durante grande praticamente todo o encontro.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Massimiliano Allegri optou por fazer três alterações em relação ao jogo diante da UC Sampdoria, principalmente face às ausências de Morata e Dybala. Danilo ocupou o lado direito da defesa (fazendo com que Cuadrado avançasse nessa ala), enquanto que Rabiot voltou à titularidade para ocupar a ala esquerda do setor intermédio. Essas alterações nos dois setores mais recuados favoreceram a que Chiesa e Bernardeschi aparecessem mais à frente no terreno. Já na baliza, Szczesny rendeu Mattia Perin.

Organizada em 4-4-2 em grande parte do seu jogo, a formação bianconeri oscilou ainda entre o 4-1-4-1 a defender (com Locatelli mais recuado para controlar o jogo interior do adversário e com Chiesa a fechar o meio-campo) e, por vezes, uma linha de cinco defesas nos momentos de maior aperto. Com muito menos posse de bola, a Juventus soube como e quando executar os momentos de pressão e era a partir daí que se iniciava a estratégia de surpreender com saídas vertiginosas em contra-ataque (embora nem sempre com o devido seguimento).

A abordagem ao segundo tempo parecia estar bem planeada e prova disso foi o lance que originou o primeiro e único golo do encontro. A partir daí, a missão passou a ser claramente a de fechar a sua baliza a sete chaves, mais ainda tendo em conta o pesado histórico recente de golos sofridas. As mexidas provocaram algum sururu, mas a Juventus mostrou-se sólida como há muito não se via e limpou tudo o que havia para limpar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (7)

Alex Sandro (6)

Matthijs De Ligt (6)

Leonardo Bonucci (6)

Danilo (7)

 Adrien Rabiot (6)

Rodrigo Bentancur (6)

Manuel Locatelli (7)

Juan Cuadrado (7)

Federico Bernardeschi (6)

Federico Chiesa (8)

SUBS UTILIZADOS

Dejan Kulusevski (5)

Weston McKennie (5)

Moise Kean (6)

Giorgio Chiellini (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Também Thomas Tuchel decidiu fazer três mudanças em relação ao “onze” apresentado diante do Manchester City FC. Thiago Silva regressou ao eixo da defesa, relegando Azpilicueta para a posição de ala direito (ocupada antes pelo lesionado Reece Jamees). Já no meio-campo, Ziyech e Kai Havertz renderam Timo Werner e N’Golo Kanté, provocando algumas mudanças na disposição das peças dos setores intermédio e ofensivo.

Alinhados em 3-4-2-1, foram precisamente as “novidades” Ziyech e Kai Havertz a criar algumas dificuldades à organização das linhas adversárias, ainda que muitas vezes esbarrassem nas movimentações de Locatelli. Apoiados num futebol possante, os espaços ocupados por Kovacic e Jorginho na construção facilitaram a incursão dos laterais no processo ofensivo, algo que acabava por descompensar a equipa defensivamente logo após as perdas de bolas.

Face à entrada eficaz da Juventus (e já com Chilwell), Thomas Tuchel não tardou em fazer uma tripla substituição para reorganizar a equipa na construção, refrescando o miolo e as laterais. No entanto, ter deixado jogadores como Saúl Ñíguez e Timo Werner no banco não ajudou na missão de chegar ao golo e empatar o encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Antonio Rüdiger (6)

Thiago Silva (6)

Andreas Christensen (5)

Marcos Alonso (5)

César Azpilicueta (6)

Jorginho (6)

Mateo Kovacic (7)

Hakim Ziyech (6)

Kai Havertz (5)

Romelu Lukaku (6)

SUBS UTILIZADOS

Bem Chilwell (5)

Callum Hudeson-Odoi (6)

Trevoh Chalobah (5)

Ruben Loftus-Cheek (5)

Boss Barkley (6)

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