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RB Leipzig – Existe há 11 anos e pode-se gabar de nesse tempo, ter já atingido um patamar que para muitos históricos ainda é uma miragem. Tendo já ficado em segundo lugar na época de subida à Bundesliga, ficou em terceiro nas últimas duas, o que lhe garante acesso à Liga dos Campeões. Com um plantel que combina experiência com a irreverência dos jovens jogadores, o Lepizig, comandado por um jovem treinador, Nagelsmann, o Leipzig joga um futebol corrido, fantasioso e muito matreiro, que lhe valeu o já referido terceiro posto da Bundesliga, e o início de uma quase campanha de sonho na Liga dos Campeões.

Após vencer o seu grupo na fase de grupos, eliminou o Tottenham de José Mourinho com estrondo, por um agregado de 4-0, vencendo e convencendo o mundo de futebol. A etapa seguinte, os quartos de final, puseram-no frente a frente com o Atlético de Madrid, claro favorito na eliminatória. Qualquer adepto de bom futebol digno desse nome, não gosta do futebol colchonero. Uma equipa com nomes tão mágicos como João Félix, Koke ou Morata e que defende com os 11 jogadores, não pode praticar um bom futebol. Isso viu-se bem nesse jogo, com os alemães a dominar por completo as dinâmicas de jogo. Os golos só vieram na segunda parte, com Dani Olmo a pôr os alemães em vantagem, com toda a justiça. A entrada de João Félix equilibrou as contas e o jovem prodígio acabou por fazer o empate, mas mesmo ao cair do pano, a superioridade do futebol alemão, cheio de fantasia, mas clarividência, fez toda a diferença e Tyler Adams carimbou o 2-1 final que apurou o Leipzig para as meias-finais. Nas meias-finais, houve já uma maior diferença de qualidade, com os alemães sem conseguir importunar o PSG nem sequer ligar o jogo. Os franceses acabaram por esmagar a equipa, com um convincente 3-0. Foi o final do sonho do Leipzig, mas mais uma vez, deu a ideia de que há muito de bom por vir daquele jovem clube alemão.