A CRÓNICA – “RB LEIPZIG” PERDULÁRIO E ERRÁTICO COMPROMETE OS “QUARTOS”

Jogo de tripla em Budapeste no regresso da Liga dos Campeões. Nem sequer podemos dizer que os alemães jogaram em casa: não há público e, também devido à Covid-19, o jogo não se disputou em Leipzig, na Alemanha. Tínhamos uma excelente partida em perspetiva para voltarmos a começar a Liga dos Campeões 2020/21, na sua fase mais fantástica: o “mata-mata”.

O Liverpool FC começou a pressionar muito alto e a tentar tomar as rédeas do jogo, mas o RB Leipzig é que criou perigo, com um cabeceamento de Olmo ao poste de Alisson, que estava batido.

Numa primeira parte bastante entretida, com perigo nas duas balizas, ambas as equipas tentaram marcar, principalmente através de desequilíbrios criados pelos virtuosos dos dois lados da “barricada”. Aos 32 minutos, Firmino chegou mesmo a marcar, depois de um erro clamoroso de Upamecano, mas o golo acabaria por ser anulado pelo VAR. O intervalo chegava com 0-0 no marcador mas com a promessa de uma segunda parte com golos.

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A segunda metade começou como a primeira: com uma grande oportunidade para os homens da “casa”. Alisson respondeu da melhor forma à finalização de Nkunku, o que indicava que esta noite poderia ser dos guarda-redes. O problema é que, com a qualidade atacante que tanto Liverpool FC como RB Leipzig possuem, isso podia alterar-se a qualquer momento, e foi precisamente o que aconteceu. Primeiro Sabitzer (52 minutos) e depois Mukiele (59 minutos), com dois erros crassos que não são condizentes com a sua qualidade, ofereceram a bola a Salah e a Mané, respetivamente, que isolados não falharam. Do nada e com o RB Leipzig por cima, a equipa via-se a perder por 0-2.

Ainda assim há que destacar a fibra e a qualidade de jogo desta equipa alemã, que mesmo com esta desvantagem, continuou a acreditar e a manter-se fiel aos seus princípios, que resultaram numa mão cheia de boas oportunidades para reduzir e fizeram o Liverpool FC defender com muitos.

Até ao fim, o resultado não se alterou e os “Reds” levam para Anfield Road uma vantagem importante contra uma grande equipa.

 

A FIGURA

Liverpool FC – Não fizeram aquele jogo brilhante e demolidor a que já nos habituaram, mas deram uma excelente resposta aos maus resultados. Jurgen Klopp conseguiu dar a solidez defensiva à equipa que não tinha tido nos últimos jogos, com a agravante de não ter praticamente centrais de raiz disponíveis. Destaque para as exibições do quarteto defensivo e de Alisson, bem como de Mané e Curtis Jones.

 

O FORA DE JOGO

Sabitzer e Mukiele (RB Leipzig) – Quem segue os rescaldos que eu faço, poderá notar que não gosto de individualizar os destaques através de jogadores, porque considero que as equipas falham muito mais e até os treinadores. No entanto, este é um dos casos em que tenho de destacar os erros do austríaco e do francês, que põem em causa uma eliminatória de Liga dos Campeões. Fi-lo também porque gostei da exibição do RB Leipzig e acho que foram mesmo estes erros individuais que resolveram a partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Julian Nagelsmann chegou a este jogo com a sua equipa em boa forma, isolada no segundo lugar da Primeira Liga Alemã, depois de uma jornada na qual conseguiu recuperar pontos ao líder Bayern FC. Tal como tem sido habitual durante esta temporada, volta a abordar um jogo sem ter um ponta-de-lança fixo na área, o “9” puro. Opta, mais uma vez, por um onze cheio de juventude, com Dani Olmo a fixar-se mais nessa posição, apoiado por Adams e Nkunku. O resto da equipa não oferece qualquer surpresa nos integrantes, mas sim no sistema tático: identifico um 3-5-2, com os homens do meio a terem muita mobilidade. A defender transforma-se numa espécie de 5-4-1, reforçando a presença nas alas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulacsi (7)

Angeliño (6)

Upamecano (5)

Klostermann (6)

Mukiele (5)

Kampl (6)

Haidara (5)

Sabitzer (5)

Nkunku (6)

Olmo (7)

Adams (7)

SUBS UTILIZADOS

Orban (5)

Poulsen (5)

Hwang Hee Chan (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Jurgen Klopp entrou para esta partida depois de alguns jogos sem vencer e sem conseguir demonstrar o tal “futebol Heavy Metal” que cunhou como seu. O 4-3-3 clássico do Liverpool, que aqui também não inovou, é uma garantia de qualidade, mesmo em má forma. Para este duelo de Liga dos Campeões, o alemão voltou a ter de improvisar na defesa, com o reforço Kabak e o capitão Henderson a formarem a dupla de centrais titulares.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (7)

Alexander-Arnold (6)

Kabak (7)

Henderson (6)

Robertson (7)

Wijnaldum (5)

Jones (7)

Thiago (6)

Mané (7)

Firmino (6)

Salah (6)

SUBS UTILIZADOS

Shaqiri (6)

Oxlade-Chamberlain (5)

Neco Williams (-)