A CRÓNICA: ATHLETIC CLUB SUPERIORIZOU-SE, MAS CEDEU EMPATE

À semelhança do que tinha acontecido na época passada, Athletic Club e FC Barcelona encontraram-se novamente à segunda jornada da Liga Espanhola. Desta vez com público nas bancadas do estádio de San Mamés, as equipas não foram além de uma igualdade a uma bola, num jogo recheado de oportunidades, sobretudo para os da casa.

Apesar da melhor entrada por parte do conjunto da casa, a primeira grande ocasião até pertenceu aos catalães, com um falhanço de Braithwaite à entrada da pequena área. O Athletic Club quis traduzir a sua superioridade inicial em oportunidades dignas de registo e não tardou em responder, nomeadamente através da dupla de avançados. Iñaki Williams dispôs de três remates dentro da área, Sancet atirou à barra num lance de pura genialidade e Unai Vencedor quase finalizou com sucesso uma das tantas jogadas obtidas após recuperação alta. Mesmo perante o poderio ofensivo da formação de Marcelino, o FC Barcelona ainda chegou a introduzir a bola na baliza num pontapé de bicicleta do recém-entrado Ronald Araújo, mas que seria anulado por falta de Braithwaite no lance da jogada.

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No regresso dos balneários, os leones de San Mamés voltaram a entrar mais fortes, de tal forma que Alex Berenguer viu Ronald Araújo negar-lhe um golo em cima da linha apenas com 20 segundos decorridos. A sucessão de oportunidades já justificava um golo e foi precisamente isso que acabou por acontecer ao minuto 50’, com um cabeceamento oportuno de Iñigo Martínez, na sequência de um pontapé de canto.

As novas investidas de Iñaki Williams e Berenguer pareciam adivinhar um segundo golo, mas esse tentou acabou por surgir na baliza contrária: depois de Frenkie de Jong atirar à barra, Memphis Depay aproveitou um passe de Sergi Roberto para fuzilar a baliza de Agirrezabala, ao minuto 75’. O ritmo de jogo quebrou nos últimos minutos, mas até foi o FC Barcelona a estar perto de dar a volta no marcador numa nova oportunidade Depay, sendo que os culés viram ainda Eric Garcia ser expulso em tempo de compensação, depois de o central travar a corrida isolada de Nico Williams em direção à baliza de Neto.

Com este resultado, o FC Barcelona passa a somar quatro pontos, enquanto que o Athletic Club volta a empatar no campeonato espanhol, deixando a clara sensação de que teve todas as condições para vencer os catalães, dada a superioridade em campo durante grande parte do encontro.

 

A FIGURA

18′ @Williaaams45! Athletic win the ball back in the high press, Williams takes a shot but it’s blocked by a defender.

0-0 I #AthleticBarça #AthleticClub 🦁 pic.twitter.com/V73bOthWK1

— Athletic Club (@Athletic_en) August 21, 2021

Iñaki Williams – É certo que não marcou, mas o avançado espanhol jogou e fez jogar o Athletic Club. Soube ler todas as jogadas que o envolveram no ataque, conseguiu abrir linhas de passe noutros momentos do jogo e ainda deu várias dores de cabeça à linha defensiva do FC Barcelona. Não teve sucesso em nenhum dos quatro remates que fez, mas a sua capacidade de pressionar o oponente e de não dar uma bola como perdida merecem todo o destaque neste duelo da Liga Espanhola.

 

O FORA DE JOGO

𝙃𝘼𝙇𝙁𝙏𝙄𝙈𝙀

0️⃣ Athletic Club
0️⃣ Barça#AthleticBarça pic.twitter.com/KdBu23WDfZ

— FC Barcelona (@FCBarcelona) August 21, 2021

Martin Braithwaite – Depois de ter sido um dos grandes destaques na jornada inaugural (ao assinalar um bis diante da Real Sociedad), o dinamarquês apresentou-se em Bilbau muitos furos abaixo do esperado e acumulou muitos erros enquanto esteve em campo. Falhou uma ocasião madrugadora de forma escandalosa, cometeu falta no lance que anulou o golo de Ronald Araújo e, numa das raras vezes em que se desmarcou, foi apanhado em fora de jogo. Um jogo que correu francamente mal ao avançado, não tendo sido de admirar a substituição ao minuto 62’.

 

ANÁLISE TÁTICA – ATHLETIC CLUB

Apesar de não ter encontrado o caminho do golo na jornada inaugural (empate no reduto do Elche), Marcelino Toral manteve a confiança no mesmo “onze”, com a exceção da alteração forçada do lesionado Óscar de Marcos por Íñigo Lekue, no corredor direito da defesa.

Alinhada em 4-4-2, a formação de Bilbau vincou a sua organização a defender, e com muito critério a tentar chegar à baliza, ao que se acresceu a forte e intensa pressão aos processos de construção do adversário. Quando as linhas dos culés estavam ligeiramente mais subidas, o Athletic Club optava por jogar para os avançados em profundidade, algo que chegou a desequilibrar o FC Barcelona por várias ocasiões na reta inicial do encontro.

A estratégia manteve-se inalterada na segunda parte e o golo inaugural acabou por aparecer naturalmente, porém, a persistência em alargar a vantagem acabou por evidenciar alguns riscos no equilíbrio entre setores, e um erro bastou para deitar tudo a perder. As substituições nada acrescentaram e a equipa viria a quebrar animicamente após o golo sofrido contra a corrente de jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Julen Agirrezabala (6)
Mikel Balenziaga (6)
Iñigo Martínez (7)
Daniel Vivian (6)
Íñigo Lekue (7)
Dani García (6)
Unai Vencedor (6)
Iker Muniain (7)
Alex Berenguer (7)
Iñaki Williams (8)
Oihan Sancet (7)
SUBS UTILIZADOS
Mikel Vesga (6)
Raúl Garcia (5)
Nico Williams (6)
Oier Zarraga (-)
Jon Morcillo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Ronald Koeman agarrou-se à mítica frase, “Em equipa que ganha não se mexe”, e decidiu lançar exatamente a mesma equipa titular que foi a jogo diante da Real Sociedad, na primeira jornada (triunfo por 4-2).

A equipa catalã dispôs-se num 4-3-3 versátil, com os criativos Pedri e Frenkie de Jong a jogarem por dentro na tentativa de “desmontar” as linhas adversárias. Os primeiros minutos evidenciaram as dificuldades que os blaugrana tiveram para aliviar a pressão na construção a partir de trás e, posteriormente, entrar na área do Athletic Club. Nem a forte mobilidade entre as três referências da frente conseguiu baralhar a consistência defensiva da equipa da casa.

A segunda parte trouxe uma ligeira melhoria na ligação entre setores, muito também devido à necessidade de empatar o encontro face à vantagem alcançada pelo conjunto da casa. E foi aí que esteve a chave da reação dos catalães. Com as substituições e com a quebra de rendimento do adversário, o FC Barcelona impôs-se apenas nos últimos 20 minutos, o suficiente para evitar a derrota.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Neto (7)
Jordi Alba (6)
Gerard Piqué (5)
Eric García (4)
Sergiño Dest (5)
Sergio Busquets (7)
Pedri (6)
Frenkie de Jong (7)
Martin Braithwaite (4)
Memphis Depay (7)
Antoine Griezmann (6)
SUBS UTILIZADOS
Ronald Araujo (7)
Sergi Roberto (6)
Yusuf Demir (5)
Emmerson Royal (-)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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