Numa época que começou da melhor forma com a conquista da Supertaça Europeia com contornos de vingança diante do eterno rival, o Club Atlético de Madrid voltou a falhar os seus principais objetivos.

Inicialmente, os comandados de Diego Simeone conquistaram bons resultados, ocupando a segunda posição da Liga Espanhola no final da primeira volta e conquistaram o apuramento para a fase final da Liga dos Campeões com uma campanha bastante positiva na fase de grupos.

Contudo, na hora da verdade, mais uma vez o Atlético voltou a falhar e desiludiu os seus adeptos que mais uma vez não viram os seus desejos cumpridos. Sempre fiéis ao estilo de jogo incutido há muito por Simeone, que privilegia a agressividade defensiva e verticalidade em rápidos movimentos ofensivos, a qualidade do futebol praticado acabou por se extinguir e começaram a surgir “deslizes” inadmissíveis para quem ambiciona ser campeão espanhol.

Para piorar a situação, a eliminação da Taça do Rei perante o Girona que com um dramático 3-3 alcançado já nos minutos finais do jogo da segunda mão no Wanda Metropolitano fez soar os alarmes. Restava então a Liga dos Campeões e o campeonato que precisava de um milagre para ser conquistado.

Na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, o Atlético perante os seus adeptos foi exemplar e derrotou a Juventus, levando para o Turim uma vantagem de dois golos. O desfecho desta eliminatória correu o mundo, e, não desfazendo o génio de Cristiano Ronaldo, é preciso salientar a incompetência demonstrada pelo conjunto espanhol. Demonstrando uma apatia extrema, os colchoneros foram impotentes diante do adversário e deixaram escapar a preciosa vantagem ao perderem por 3-0.

Na ressaca desta derrota, novo desaire desta feita em duelo com o Athletic Bilbau, o que permitiu a aproximação do Real Madrid que já só segue com dois pontos de atraso e promete lutar pelo segundo posto até ao fim. A liderança está entregue ao FC Barcelona que soma dez pontos de avanço.

Fonte: UEFA

“Muito coração, pouca cabeça” é a expressão que descreve o estilo de jogo de Simeone. Não pretende transmitir a ideia de que o treinador argentino não reúne os conhecimentos táticos do jogo e vale-se só pela capacidade de motivar agressividade e empenho nos seus jogadores, mas sim indicar que após tantos anos de ver o clube com esta filosofia de Diego Simeone e ver tão poucos resultados, talvez seja hora de mudança. O Atlético possui um grande plantel e conta com nomes de classe mundial, mas teima em falhar nos momentos mais decisivos, o que é claramente justificado pelo fraco futebol que a equipa apresenta.

À data deste artigo, no início da reta final da temporada, aos colchoneros só restam as dez jornadas da Liga Espanhola com o único objetivo de alcançar a segunda posição, uma vez que o título já se situa no limiar da impossibilidade.

O Atlético de Madrid mais uma vez fica aquém do esperado e acima de tudo, desaproveita as suas potencialidades e desta temporada muito provavelmente só levará um troféu que já lá vai bem atrás no tempo.

Este cenário além de defraudar as expectativas dos seus adeptos e simpatizantes, reitera a necessidade de analisar toda a situação e concluir o que deverá ser mudado.

Como o futebol nos tem habituado a que necessidade de mudança seja sinónimo de mudança de treinador, há uma pergunta que se impõe:

Será este o fim de linha para Diego Simeone?

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

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