liga_espanhola

Com o ano de 2014 prestes a terminar, o Bola na Rede faz uma viagem pelos últimos 365 dias. Numa série de artigos, destacar-se-ão os protagonistas que marcaram um ano repleto de momentos que permanecerão na memória de todos os amantes de Desporto.

GR: Thibaut Courtois (Atlético Madrid)
Uma parede. Um muro. Uma muralha. O guarda-redes belga, emprestado pelo Chelsea, foi um dos grandes responsáveis pela magnífica época dos colchoneros. Com uma média de 0,65 golos sofridos por jogo, Courtois contribuiu de forma inegável para que o Atlético Madrid terminasse a época com a melhor defesa da La Liga (26 golos sofridos).

DD: Dani Carvajal (Real Madrid)
Ano de afirmação do jogador espanhol. À imagem de muitos outros, Carvajal foi um talento nascido na formação do Real Madrid que necessitou de sair da capital espanhola para ganhar credibilidade. Depois de uma época bem sucedida no Bayer Leverkusen, o Real Madrid resgatou-o ao clube alemão, e Carvajal revelou ser um ala moderno: ataca e defende com qualidade. Com apenas 22 anos, o Real Madrid tem, na lateral direita, uma solução para longos anos.

DC: Aymeric Laporte (Athletic Club de Bilbao)
Nascido em Agen (França), o defesa central, que tem dupla nacionalidade, foi uma das grandes revelações do ano em Espanha. Com apenas 20 anos, do alto dos seus 189 centímetros, Laporte foi imperial na defesa do Athletic, clube que alcançou um lugar na Liga dos Campeões. Se na presente época Laporte já leva 14 partidas como titular, na temporada passada o defesa realizou 35 partidas (33 como titular) e efetuou, no total, 354 recuperações de bola. Verdadeiramente impressionante.

DC: Diego Godín (Atlético de Madrid)
Foi o melhor defesa-central a atuar em Espanha no último ano. Absolutamente imprescindível no onze de Diego Simeone, o defesa uruguaio, de 28 anos, atingiu a sua melhor forma ao longo da última época, em que realizou 34 jogos com uma média de 8.94 recuperações de bola por partida. Aguerrido, combativo e com um espírito de sacrifício enorme, Godín é o espelho do Atlético Madrid, e ficará para sempre no coração dos colchoneros pelo golo marcado em Camp Nou, na última partida da liga espanhola 2013-2014, que deu o título à equipa de Madrid.

DE: Filipe Luís (Atlético Madrid)
Foi difícil escolher entre Jordi Alba e Filipe Luís. A opção pelo defesa brasileiro recai, essencialmente, pela questão do coletivo, onde foi bem mais feliz do que o defesa do Barcelona. Filipe Luís fez uma excelente época em 2013/2014 (titular em 32 jogos) e ajudou à grande consistência defensiva que marcou a o ano do Atlético Madrid.

MD: Koke (Atlético Madrid)
Inegavelmente, Koke foi uma das grandes sensações do último ano em Espanha. Com apenas 22 anos, o espanhol demonstra uma maturidade incomum, que, aliada a uma grande versatilidade (pode jogar em qualquer posição do meio-campo) faz com que parte do sucesso do Atlético Madrid passe pelos seus pés – tem média de 38,6 passes por jogo (82% acertados). Se na temporada anterior fez furor com 12 assistências em 36 jogos, nesta época o internacional já leva 8 assistências em apenas 15 jogos. Tem quase todos os tubarões da Europa à porta. Veremos até quando resiste o Atlético.

MC: Luka Modric (Real Madrid)
Depois de uma primeira época muito intermitente, ainda ao serviço de José Mourinho, o médio croata de 29 anos tornou-se fulcral no esquema tático de Carlo Ancelotti. Dotado de uma capacidade técnica invejável e de uma visão de jogo assinalável, Modric distingue-se pelo excelente jogo vertical e pela alta rotação que oferece à equipa. As assistências e os golos espectaculares são, também, um menu habitual.

MC: Ivan Rakitic (Sevilha)
O quinto lugar do Sevilha na liga espanhola (e a conquista da Liga Europa, já agora) muito se deve ao médio croata nascido na Suíça. Uma época de sonho, na verdade. Os 12 golos marcados e as 10 assistências efetuadas dizem tudo sobre a grandíssima qualidade de Rakitic. De resto, é bastante semelhante ao compatriota Modric: altamente técnico, com uma grande visão de jogo e uma qualidade de passe ímpar. A época de sonho valeu-lhe um bilhete para jogar  na equipa de Lionel Messi, onde tem praticado boas exibições. Merecido, diga-se.

ME: Angel Di María (Real Madrid)
Saiu de Espanha no último verão, tendo ido jogar para o Manchester United, mas parece-me impossível não englobar Di María no melhor onze de 2014 da liga espanhola. No total, foram 34 quatros jogos (27 como titular), tendo efetuado 17 assistências – sim, leu bem – e marcado 4 golos. Dotado de uma velocidade estonteante e de um drible imprevisível, Carlo Ancelotti surpreendeu o mundo do futebol ao fazer de Di Maria um interior esquerdo de grande qualidade (e fundamental nas recuperações defensivas da equipa), mas sem nunca descurar as transições rápidas, imagem de marca do Real Madrid de 2014.

PL: Lionel Messi (Barcelona)
Não há como fugir. Apesar da época menos positiva, com algumas lesões, Lionel Messi tem lugar cativo no onze da liga espanhola. E como justificação estão os 29 golos e 11 assistências em 31 jogos na época passada. Esta temporada, o argentino já leva 15 golos em 16 jogos. Sem qualquer título coletivo para apresentar em 2014, Messi fez história frente ao Sevilha, no passado dia 22 de Novembro, ao ultrapassar Zarra na lista dos melhores marcadores de sempre da liga espanhola – 253 golos,em 289 jogos. Uma lenda viva.

PL: Diego Costa (Atlético Madrid)
Penso que, nos quatro anos de Diego Simeone como treinador do Atlético Madrid, não houve outro jogador a personificar tão bem o estilo e ideia de jogo do treinador argentino como Diego Costa: luta, sacrifício e garra. Muita garra. O hispano-brasileiro leva o jogo aos limites mas demonstra uma assinalável frieza à frente da baliza, tendo faturado 27 golos em 35 jogos (foi o primeiro jogador, em muitos anos, na liga espanhola, a fazer frente à dupla Ronaldo e Messi na questão da corrida à bota de ouro). A grande época coletiva e individual valeu-lhe uma transferência para o Chelsea, de José Mourinho.

Melhor jogador: Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Ronaldo não está no onze da liga espanhola por uma razão muito simples: merece mais, muito mais. Foi, indubitavelmente, o melhor jogador a atuar em Espanha em 2014. Sobre o português não há muito a explicar, é olhar para os números: Ronaldo termina o ano com 61 golos em 60 jogos (nas várias competições). Na presente temporada, na liga espanhola, o ex-jogador do Sporting e do Manchester United leva uns impressionantes 25 golos em 14 jogos (e 8 assistências). Como, para Ronaldo, ano sem bater recordes não existe, o internacional português ainda teve tempo para ultrapassar os míticos Di Stéfano e Zarra na lista de jogadores com maior número de hat-tricks na liga espanhola: são 23, no total. O jogador do Real Madrid começou o ano com a conquista da segunda Bola de Ouro, referente a 2013, e, tendo em conta o seu favoritismo, pode perfeitamente começar 2014 com a revalidação do troféu de “melhor do mundo”.

Revelação: Paco Alcácer (Valência)
Indiscutivelmente uma das grandes revelações deste ano. O espanhol de 21 anos, nascido em Torrent, aproveitou ao máximo as oportunidade no clube valenciano, liderado por Nuno Espírito Santo. Se na época passada os números são discretos (6 golos em 23 jogos na liga espanhola), este ano os 8 golos em 16 jogos, e as excelentes exibições, catapultaram Paco Alcácer para a montra do futebol europeu, chegando mesmo a ser titular da seleção espanhola.

Treinador: Diego Simeone (Atlético Madrid)
Absolutamente apaixonante o que conseguiu fazer com o Atlético Madrid. No meio dos gigantes Barcelona e Real Madrid, Simeone fez o “impossível” e foi campeão espanhol, título que fugia, aos colchoneros desde 1996. Pelo meio, ainda levou o Atlético Madrid à final da Liga dos Campeões, que acabaria por ser ganha pelo grande e eterno rival Real Madrid. Com um estilo muito próprio, o treinador argentino de 44 anos é uma figura incontornável do futebol moderno. O estilo guerreiro e batalhador do Atlético Madrid,  aliado a um assinalável espírito coletivo demonstrado ao longo de 2014, fizeram do Atlético um das equipas mais respeitadas no mundo. O mérito é todo de Diego Simeone.

Comentários