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A carreira futebolística de Jackson Martínez teve uma reviravolta total em menos de um ano. O avançado colombiano, de 29 anos, assinou, no verão de 2015, pelo Atlético Madrid, numa transferência que rendeu 35 milhões de euros aos cofres do FC Porto. Chegando a Madrid com tarimba de goleador nato, fruto das épocas de alto nível e do registo de finalização que demonstrou por terras lusas, não se conseguiu adaptar à nova realidade e prova disso mesmo são os números que apresentou na primeira metade desta época.

Em 22 partidas oficiais (13 como titular) com a camisola colchonera, Jackson apenas marcou três golos e não demonstrou, assim, veia goleadora, a sua maior qualidade e mais letal arma enquanto avançado de classe mundial. Não só faltavam os golos, como também a produtividade noutros fatores fundamentais dos processos, tanto ofensivos, como defensivos da equipa. O Atlético Madrid tem um estilo de jogo muito peculiar, fundamentado primordialmente na combatividade dos seus jogadores e no foco no processo defensivo e é factual que nem todos os atletas têm capacidade para uma total adaptação ao futebol implementado por Diego Simeone no Vicente Calderón.

Num primeiro momento era percetível que o avançado colombiano não tinha as características ideais para encaixar neste sistema tático do conjunto madrileno e tal situação acabou mesmo por se verificar. Apenas seis meses após ter rumado ao Atleti, Jackson Martínez foi transferido para o Guangzhou Evergrande, penta-campeão chinês treinado por Luis Filipe Scolari, técnico brasileiro que já orientou a seleção portuguesa. Esta transferência, que foi, sem dúvida, uma das maiores surpresas do mercado, rendeu 42 milhões de euros ao clube presidido por Enrique Cerezo. A ida de Jackson para a China faz parte de um fenómeno que irá decorrer cada vez com maior frequência.

Após metade de época para esquecer, Jackson muda o rumo da sua carreira  Fonte: Guangzhou Evergrande F.C
Após metade de época para esquecer, Jackson muda o rumo da sua carreira
Fonte: Guangzhou Evergrande F.C

O futebol chinês está em plena expansão e prova disso foi o investimento monetário concretizado por várias equipas nesta janela de transferências, que levou jogadores como Guarín (para o Shanghai Shenhua por 12 milhões), Ramires (para o Jiangsu Suning por 30 milhões) ou Alex Teixeira (para o Jiangsu Suning por 50 milhões) para o futebol asiático. São vários os futebolistas de qualidade que têm chegado ao país asiático, não só oriundos do futebol americano, mas também do europeu. Visto como um país ideal para passar os últimos anos da carreira futebolística, principalmente pelas regalias financeiras, a China torna-se agora destino de jogadores ainda no auge do seu potencial e talento. Tendo em conta que o mercado neste país apenas encerra dia 26, existe alta probabilidade de jogadores de topo serem atraídos pelos elevados salários que estes emblemas estão dispostos a pagar.

Neste caso específico, é certo que Jackson estava a viver a pior fase da carreira, mas, no entanto, tinha ainda muito para dar ao futebol de topo europeu. A saída para o futebol chinês, aos 29 anos, é um passo atrás no que concerne à carreira do internacional colombiano no desporto-rei, embora seja certamente o contrário no que diz respeito à sua conta bancária, pois vai auferir um salário de 12,5 milhões de euros anuais e passa a ser um dos jogadores mais bem pagos a nível mundial.

Foto de Capa: Guangzhou Evergrande F.C

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