No frenético e emotivo campeonato Espanhol jogou-se hoje a penúltima jornada de uma Liga que promete ser memorável.
A vitória na La Liga jogava-se em três campos, Atlético Madrid – Malaga, Elche – Barcelona e Celta de Vigo – Real Madrid, sendo que apenas o Atlético podia hoje sagrar-se campeão, caso Barcelona não conseguisse os três pontos.
Por outro lado, em outros quatro campos distintos (GranadaAlmeria, Getafe – Sevilha, Bétis – Valladolid e Español – Osasuna) jogava-se a salvação da descida, sendo que nesta jornada apenas o Bétis já tinha o destino traçado qualquer que fosse os resultados entre os intervenientes.

Assim sendo, no Vicente Calderón, e perante uma moldura humana fantástica nas bancadas, com a esperança de alcançar uma vitória e de, quiçá, conseguir carimbar o campeonato nacional já hoje, o Atlético de Madrid entrou em campo com duas baixas de peso, Diego Godín (castigado) e Diego Costa (lesionado), sendo o restante onze o habitual. Numa primeira parte fraca, o Atlético até entrou forte, com bastante intensidade, sendo que aos 12 minutos, numa jogada de contra ataque bem desenhada, Raul Garcia isola David Villa, e este atira à trave. Seguiu-se depois um período de adormecimento até aos 30 minutos, quando os colchoneros voltaram a acelerar a partida, e, aos 37 minutos, um cruzamento bem medido por Juanfran encontra a cabeça do belga Alderweireld, que, sozinho, atira ao lado.

Na segunda parte, a equipa de Simeone entrou com outra dinâmica, pressionando mais alto, mas nem por isso criando mais perigo. O tempo passava, e os adeptos desesperavam. Até que, aos 65 minutos, num lance mal abordado, primeiro pelo central belga do Atlético, Alderweireld, e depois pelo guarda redes Courtois, Samuel Garcia aproveita para inaugurar o marcador.

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A partir deste momento não mais se viu o Málaga. Os colchoneros subiram no terreno; Simeone mexeu na equipa, primeiro com Adrián Lopez para o lugar de Koke, depois Sosa para o lugar de Raul Garcia, e posteriormente o brasileiro Diego, que entrou muito bem no jogo, para o lugar de Arda Turan. E só um inspirado e espectacular Willy Caballero ia impedindo o golo da equipa de Madrid, com um punhado de grandes defesas. Até que num canto, aos 72 minutos, o central Alderweireld se redime do erro e empata a partida. Daí até ao final foi sempre mais com o coração do que com a cabeça, procurando sem sucesso alvejar a baliza do argentino de Málaga. Já no período de descontos, numa excelente jogada, Adrián Lopez remata para a defesa da noite de Willy. Uma defesa que pode bem ficar na história, como ficou o famoso penálti falhado de Djukic, pelo Corunha.

O momento que poderia ter dado o título ao Atlético Fonte: Marca
O momento que poderia ter dado o título ao Atlético
Fonte: Marca

Nos outros campos, Real Madrid acaba por perder fora contra o Celta, e perde uma oportunidade de ouro para voltar a entrar nas contas, ficando assim completamente arredado do título. Barcelona não foi além do empate no terreno do Elche e deixa, portanto, as contas iguais para a última jornada, continuando a três pontos do líder Atlético e a precisar de vencer no último jogo em Camp Nou, contra os colchoneros.

Nos jogos que decidiam as descidas, Almeria e Getafe são os grandes vencedores da jornada. Ambos venceram os seus jogos e estão a salvo da descida. Almeria faz um jogo heróico, como já tinha feito na semana passada, frente ao Bétis, e com uma boa consistência defensiva consegue superar o Granada em duas grandes penalidades. O Getafe, por seu turno, vence um Sevilha em poupança para a final da Liga Europa. Em ordem inversa, Osasuna, Valladolid e Granada vão discutir até à última a permanência, sendo que na última jornada há um escaldante Valladolid – Granada, sendo que os de Valladolid, mesmo ganhando o jogo, não dependem apenas de si, precisando de que o Osasuna não vença o seu jogo.

Getafe festeja a permanência Fonte: Mundo Deportivo
Getafe festeja a permanência
Fonte: Víctor Lerena – EFE

O destaque da jornada vai para o emocionante jogo entre Bétis (já despromovido) e Valladolid, que acabou 4-3 a favor dos Sevilhanos, num jogo de emoções fortes e incerteza no marcador constante.