Como é que um clube como o FC Barcelona, conhecido pela quantidade de craques que já produziu em “La Masia”, não aposta neste jovem, que é visto como o “novo Iniesta”? Falamos de Riqui Puig. Médio centro da geração de 99, de baixa estatura e com muito futebol nos pés.

Venceu a UEFA Youth League na época de 2017/2018 e, atualmente, joga pela equipa “B” dos “Blaugrana”. Já foi associado por diversas vezes a empréstimos, mas segundo consta na imprensa espanhola, o jogador prefere continuar na equipa secundária (com aspirações realistas de subir à principal) do que ser cedido a outro clube.

Apesar de se ter estreado pela equipa principal do FC Barcelona em 2018 (três jogos realizados), a forte concorrência que enfrenta para ter oportunidades, adia a sua afirmação definitiva na formação de Lionel Messi e companhia. À sua frente ainda tem: De Jong, Arthur, Rakitic, Vidal e Aleñá.

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Para quem não conhece Riqui Puig, pode imaginar um jogador, fisicamente à imagem de Tiago Dantas (SL Benfica), e a nível técnico e tático, com “genes” de Iniesta ou Xavi. Comparações com futebolistas de outras épocas são quase sempre desmedidas, mas visto que se trata também de um jogador da “cantera” dos “culé”, com movimentos e dinâmicas semelhantes, faz sentido.

Este desinvestimento no jogador da formação é algo estranho, porque se trata do FC Barcelona: um clube formador, de raízes e princípios de jogo bem vincados. Quantidade com qualidade. Mas, aponto várias razões sobre esta preferência no jogador de “fora” em detrimento da “prata da casa”.

Visão de jogo que faz lembrar algumas “lendas” do clube
Fonte: FC Barcelona

Em primeiro lugar, os atritos que se têm feito notar na administração do futebol de formação e que vieram a público. O diretor das camadas jovens do clube, Patrick Kluivert sugeriu, numa entrevista a um órgão de comunicação social espanhol, que Puig fosse emprestado a um clube de nível superior, já que o jogador tem sido alvo de entradas mais ríspidas por parte de adversários do terceiro escalão (campeonato onde militam as equipas “B”). Já o jogador prefere esperar…

Em segundo, a questão do treinador. Com todo o respeito pelo trabalho que Ernesto Valverde fez ao serviço do Athletic Bilbau – e que levou a que o Barcelona o contratasse -, não vejo nele um técnico “à Barcelona”. Apesar dos títulos já conquistados, não é o tipo de treinador capaz de arriscar, apostando nos miúdos que vêm de dentro (exceção feita a Ansu Fati).

Por último, mas não menos importante, a aparente facilidade em gastar milhões em projetos de jogador (ou oportunidades de negócio), quando existem nos quadros do clube, jogadores de igual ou maior potencial. Como exemplo, a contratação de Junior Firpo para suplente de Jordi Alba. Em contrapartida, emprestaram o também lateral esquerdo, Juan Miranda, ao Schalke 04. Um dos maiores destaques da seleção espanhola campeã da Europa em sub19. São opções…

Desta forma, não digo que seja, atualmente, um jogador maduro o suficiente para ser titular indiscutível na equipa principal. Ainda assim, já tem condições para ter mais oportunidades a espaços e a fim de crescer rodeado de grandes. Em suma, é um protótipo do jogador blaugrana. Baixa estatura, rapidez de processos, velocidade de pensamento e execução. Para já, é aguardar. Talento incrível, potencial enorme, apenas precisa de espaço. Estou seguro de que o Barcelona vai apostar nele no futuro. Mas este “futuro” podia ser já “amanhã”.

Foto de Capa: FC Barcelona

Artigo revisto por Joana Mendes

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