O novo Granada de Paco Jémez

- Advertisement -

Cabeçalho Futebol InternacionalPoucos se lembrarão do central que jogou ao lado de Hierro no centro da defesa da seleção espanhola no Euro’2000. Não, não era o Abelardo. Era o outro central, cabeludo, que jogava no Saragoça e que, como se vê, não nos deixou grandes recordações enquanto jogador. Agora tudo é diferente. A cabeça já não conserva qualquer cabelo e Paco Jémez, o novo treinador do Granada, não passa despercebido a ninguém.

“No dia em que repartiram inteligência, calhou-me pouco, mas quando repartiram “tomates” calharam-me os maiores”, disse, um dia, antes de visitar o Santiago Bernabéu. E, mais do que nalguns confrontos com jogadores ou nas declarações polémicas que gosta de fazer, essa coragem vê-se na forma como Paco Jémez enfrenta cada partida. Tem uma ideia de jogo e mantém-se fiel à mesma em qualquer circunstância. Quer ter a posse de bola e sair a jogar desde trás em passes curtos. Fá-lo mesmo que treine uma equipa que luta para não descer, como era o Rayo Vallecano. Fá-lo mesmo que essa equipa se encontre a jogar com apenas nove jogadores em casa do Real Madrid, desde os 28 minutos de jogo. Nesse dia, o Rayo perdeu por 10 – 2. Perdeu o jogo, mas nunca perdeu a identidade. Resta saber se se trata apenas de coragem ou se não será também um pouco de loucura.

Gabriel Silva e Ochoa, dois dos reforços para a nova época. Fonte: Granada C.F.
Gabriel Silva e Ochoa, dois dos reforços para a nova época
Fonte: Granada C.F.

Foi com esse futebol de posse que conseguiu a melhor classificação da história do Rayo, o oitavo lugar em 2012-13. Foi também assim que desceu de divisão, em 2015-16, e já deu para perceber nesta pré-época que será assim que colocará o Granada a jogar. Na saída para o ataque, um médio desce para o meio dos centrais e o jogo de pés do guarda-redes é solicitado frequentemente para ajudar também na circulação da bola. O amigável com o Sevilha, que foi o único da pré-temporada frente a uma equipa da La Liga e que o Granada perdeu por 0-2, mostrou um pouco do que podemos esperar durante a época. Veremos belíssimos momentos de futebol, ao melhor estilo tiki-taka, quando o Granada conseguir superar a pressão adversária, fazendo a bola chegar aos seus velozes atacantes, como Boga, Machís ou Cuenca. Veremos também momentos aflitivos com passes arriscados na defesa e golos sofridos por perdas de bola cá atrás, causados pela recusa em fazer um alívio ou dar um chutão para a frente quando necessário.

Eduardo Botelho
Eduardo Botelhohttp://www.bolanarede.pt
Se os passes de letra existissem literalmente, o Eduardo talvez tivesse dado jogador de futebol. Assim, limita-se às reviengas literárias. A viver em Barcelona, tem vista privilegiada para a melhor liga do mundo.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Gil Lameiras é o principal candidato à sucessão de Luís Pinto no comando do Vitória SC

Luís Pinto está de saída do Vitória SC e Gil Lameiras, treinador da equipa B, é o candidato melhor posicionado para assumir o cargo.

Norueguês que passou em Alcochete lança o Bodo/Glimt x Sporting: «Nunca se sabe, já provaram que podem vencer qualquer um»

Nicolai Skoglund, avançado norueguês que passou na academia do Sporting, fez a sua antevisão ao embate com o Bodo/Glimt na Champions League.

Amar Dedic integra convocatória da Bósnia para o playoff de acesso ao Mundial 2026

Esta segunda-feira, Amar Dedic foi escolhido pelo selecionador da Bósnia, Sergej Barbarez, na convocatória para o playoff de acesso ao Mundial 2026.

Francisco Cabral estreia-se no Indian Wells com triunfo ao lado de Lucas Miedler

Francisco Cabral e Lucas Miedler venceram um encontro decidido no super tie-break, na estreia do português no torneio norte-americano.

PUB

Mais Artigos Populares

Francesco Farioli passou uma mensagem à equipa com um papel que Terem Moffi entregou: Eis os detalhes

O papel que Terem Moffi levou quando entrou no Clássico como substituto continha indicações sobre marcações a quatro jogadores do Benfica.

Carlos Xavier com declaração forte: «Sporting não foi mais vezes à Liga dos Campeões porque estava tudo minado para nunca ganhar o campeonato»

Carlos Xavier, ex-jogador que venceu a Taça de Portugal com o Sporting em 1982, deixou a sua opinião sobre a ausência dos leões em outras edições da Champions League.