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Viu-se também o Granada a querer pressionar alto e jogar com a defesa subida, mas nem sempre de forma organizada, algo que deverá ir melhorando com o tempo. Aliás, espera-se que haja melhorias a todos os níveis, já que a pré-época foi pouco entusiasmante e com dificuldades em marcar golos. Isso explica-se também pela revolução que o clube fez no plantel. Do onze inicial que entrou em campo para garantir a manutenção na penúltima jornada, só sobra um jogador: Cuenca. Os outros dez já saíram. Lá atrás, saíram todos os habituais titulares da segunda volta, os centrais Babin e Ricardo Costa e os laterais Biraghi e Miguel Lopes. Até o guarda-redes Andrés Fernández saiu. No meio campo, a dupla Doucouré–Rubén Pérez também já deixou o clube e, no ataque, houve uma verdadeira razia. Saíram os titulares e até alguns dos suplentes. El Arabi, Peñaranda, Success e Rochina foram dos jogadores mais utilizados durante a época passada e, além deles, saíram também Robert Ibañez e Edgar Méndez. Só sobraram Barral e Cuenca, habituais suplentes.

José Angulo, a contratação mais sonante do Granada até ao momento. Fonte: Granada C.F.
José Angulo, a contratação mais sonante do Granada até ao momento
Fonte: Granada C.F.

Naturalmente, já chegou um camião de jogadores e outros ainda estarão para vir. Na baliza, Guillermo Ochoa vai tentar confirmar as qualidades que demonstrou ao serviço do México no último Mundial; para as laterais chegaram Tito, que veio com Jémez do Rayo e Gabriel Silva, lateral esquerdo muito ofensivo que tem dado nas vistas durante a pré-época. Mais para a frente, chegam vários jovens emprestados por grandes clubes. Para o centro do terreno chegaram Jon Toral, do Arsenal, e Victorien Angban do Chelsea. O clube de Abramovich, emprestou também o número 10, Jérémie Boga, que se tem destacado até ao momento, enquanto a Roma emprestou o avançado Ezequiel Ponce. A contratação mais recente e, talvez, a mais sonante até ao momento foi a do avançado José Angulo, que teve um papel importante na brilhante campanha do Independiente del Valle na última Copa Libertadores.

Assim, com um plantel completamente reformulado e cheio de miúdos com muito potencial, mas ainda por confirmar, não se espera uma temporada nada fácil para o Granada de Paco Jémez. Até final de agosto ainda deverão chegar mais reforços para ajudar a conseguir o objetivo do clube, que é a manutenção. Do que podemos ter a certeza é que o Granada vai jogar como um clube grande em qualquer campo de Espanha. Isso custar-lhes-á algumas desilusões e calafrios na defesa, mas será sempre digno de admiração. Desfrutemos então deste Granada, enquanto não temos a possibilidade de ver Paco Jémez num clube maior, em que os seus jogadores consigam executar o futebol que idealiza.

 

Foto de Capa: Granada C.F.

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