A CRÓNICA: PRESSÃO VALENCIANA NÃO CHEGOU PARA A VITÓRIA

Valência e Atlético de Madrid foram os protagonistas do jogo grande que a 24.ª jornada da Liga Espanhola ofereceu. Num Mestalla bem composto e com as equipas separadas por apenas dois pontos, na luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões, nenhuma das equipas saiu vitoriosa, num encontro disputado até ao limite.

Numa primeira parte muito intensa e com golos para ambos os lados, foi a formação da casa a entrar melhor na partida, com um estilo de jogo pressionante e controlando a posse de bola, mas acabaram mesmo por ser os madrilenos a colocar-se em vantagem no marcador, por intermédio de Llorente. O Valência restaurou a igualdade aos 40’ por Gabriel Paulista, através de um canto, mas três minutos depois, os visitantes voltaram a mostrar mais eficácia, com Thomas Partey a permitir que os colchorenos fossem para os balneários a vencer.

No segundo tempo a tendência manteve-se, com um Valência muito intenso e à procura do golo, que acabou por surgir ao minuto 59, novamente de bola parada, com autoria de Kondogbia. Os da casa encostaram por completo o adversário às cordas à procura da vitória, mas não conseguiram capitalizar as oportunidades criadas. Álvaro Morata, que foi aposta de Diego Simeone na segunda parte teve ainda na cabeça uma grande e rara oportunidade a favor dos visitantes para marcar, não fosse Domènech defender com grande categoria.

Até ao apito final não mais o marcador se alterou e ambas as formações dividiram os pontos entre si.

A FIGURA

Fonte: Valência CF

Geoffrey Kondogbia – O médio francês encheu por completo as medidas de todo o campo, tanto no processo defensivo como ofensivo, tendo ainda marcado o tento que valeu o empate à sua formação. Destaque também para Férran Torres que fez uma exibição de encher o olho. 

O FORA DE JOGO

Fonte: Atlético de Madrid

Defesa do Atlético de Madrid – O Atlético de Madrid, que tem a segunda defesa menos batida do campeonato espanhol, não esteve no seu melhor neste encontro, ao perder por duas vezes a vantagem no marcador, e por ter sofrido ambos os golos de bola parada, calcanhar de Aquiles na presente temporada. 

ANÁLISE TÁTICA – VALÊNCIA CF

Albert Celades mudou algumas peças, mas não mexeu no esquema táctico. Com algumas baixas importantes – nomeadamente Rodrigo e Florenzi – o técnico espanhol apostou no 4-4-2, habitual esquema tático utilizado pela formação dos alvinegros, com Gonçalo Guedes de volta ao “onze” inicial. Num estilo de jogo agressivo e pressionante, os ché conseguiram criar superioridade numérica no meio-campo, dominando a posse de bola e sufocando a baliza do Atlético ao longo de toda a partida, tendo sido extremamente eficazes na conversão em golos de bolas paradas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Domènech (6)

Gaya (6)

Mangala (6)

Gabriel Paulista (7)

Wass (6)

Soler (6)

Parejo (7)

Kondogbia (8)

Ferrán Torres (7)

Gómez (7)

Gonçalo Guedes (6)

SUBS UTILIZADOS

Kévin Gameiro (6)

Cheryshev (6) 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

João Félix voltou a ser baixa nos colchoneros, numa formação do Atlético muito afetada por lesões. El Cholo também não mexeu no esquema tático habitual, colocando a sua equipa em campo num 4-4-2. A equipa com a segunda defesa menos batida do campeonato espanhol não o fez por mostrar nesta partida, mostrando debilidades defensivas, principalmente nas bolas paradas. Completamente sufocados na saída de bola pelo conjunto valenciano, foi através do contra-ataque que os rojiblancos tentaram criar perigo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Lodi (6)

Felipe (6)

Savic (6)

Arias (6)

Saúl (6)

Partey (8)

Llorente (7)

Koke (6)

Correa (6)

Vitolo (6)

SUBS UTILIZADOS

Vrsaljko (6)

Morata (6)

Carrasco (5)

Foto de Capa: Club Atlético Madrid

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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