A CRÓNICA: INGLESES NÃO BRILHAM MAS PASSAM À PRÓXIMA FASE

Segunda-mão dos oitavos-de-final da Liga Europa com um jogo que, pelos pergaminhos das duas equipas, podia ser muito facilmente de Liga dos Campeões. O AC Milan entrava no San Siro em vantagem na eliminatória – pelo golo marcado fora –, depois de ter empatado 1-1 em Old Trafford, casa mítica do Manchester United FC.

As primeiras impressões que me ficaram foi a maior disponibilidade ofensiva por parte dos Red Devils, que tinham de correr atrás do prejuízo e os Rossoneri com pouca expressão nessa mesma fase do jogo, essencialmente devido à falta de presença na área.

Apesar de ter dado essa sensação, a qualidade de jogo dos orientados por Solskjaer decaiu e, tirando os primeiros 10 minutos, o AC Milan conseguiu tomar as rédeas do encontro. Apesar de ter havido uma grande falta de lances perto das duas balizas, os italianos estavam a ganhar a batalha do meio-campo e a chegar mais próximos do momento da decisão. Ao intervalo, tudo empatado a zero. Se acabasse agora, os Rossoneri estariam nos quartos-de-final de forma justa.


Para tentar alterar alguma coisa e mudar o resultado do agregado, Pogba entrou ao início da segunda-parte, no lugar de Rashford, que foi um dos piores da primeira metade. Efeito imediato! A defesa do AC Milan dormiu na parada e Pogba, na área, foi o mais esclarecido, fazendo uma excelente finalização. O Manchester United FC passava para a frente do marcador e da eliminatória. Logo a seguir, Saelemaekers faz uma grande jogada e remata cruzado, com Dean Henderson a fazer uma defesa muito competente. Os segundos 45 minutos estavam lançados em novas bases, que beneficiavam o futebol espetáculo!

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Manchester United FC completamente transfigurado depois de regressar dos balneários e Pioli mexeu aos 64 minutos, fazendo entrar de uma assentada Diogo Dalot e “Ibra”, numa tentativa de alterar o rumo aos acontecimentos. Até ao final da partida, Ibrahimovic ainda dispôs de uma bela oportunidade de cabeça, mas Dean Henderson fez uma excelente defesa.

Jogou melhor que o AC Milan durante 45 minutos, mas essa quantidade foi o suficiente para o Manchester United FC passar à próxima fase. Shaw, Henderson, McTominay e Pogba (Homem-do-Jogo) foram os melhores dos Red Devils, enquanto Theo Hernandez, Kessie e Tomori foram os destaques pela positiva nos Rossoneri.

 

A FIGURA


Pogba (Manchester United FC) – Quem lê os meus textos sabe que não gosto de individualizar, mas neste caso a sua entrada foi determinante nesta partida. O “joker” de Solskjaer estava mesmo no banco e quando o médio francês entra com esta vontade, a sua qualidade individual em prol do coletivo faz toda a diferença. Se não se lesionar mais até ao fim da época, deverá ser peça essencial para “transformar” o norueguês num treinador que claramente não é.

 

O FORA DE JOGO


Setor ofensivo do AC Milan – Eu concedo que os Rossoneri não enfrentaram esta eliminatória na máxima força, nem se quer na média força, porque sobretudo no ataque estão a ser absolutamente fustigados por lesões. No entanto, o que se viu é claro e com as armas que teve disponíveis, não conseguiu criar ocasiões de golo suficientes para passar à fase seguinte. Castillejo esteve particularmente desinspirado e até mesmo Ibrahimovic e Brahim Diaz, quando entraram, não conseguiram fazer a diferença.

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Jogo importantíssimo para Stefano Pioli e para o seu AC Milan, numa altura em que estão a ser dizimados por lesões, mas a fazer uma época bem acima daquilo que seria de esperar ao início da época. Para esta eliminatória, opta pelo 4-3-3 com uma novidade: sem ponta-de-lança “puro”, ou seja, alinha com um falso 9, o turco Calhanoglu.

No resto não há grandes surpresas, um meio-campo muito musculado e com capacidade para chegar a zonas de finalização, bem como laterais muito rápidos. Rafael Leão, lesionado de última hora, falhou esta partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (6)

Hernandéz (7)

Kjaer (6)

Tomori (7)

Kalulu (6)

Kessie (6)

Meite (5)

Krunic (6)

Saelemaekers (6)

Calhanoglu (6)

Castillejo (5)

SUBS UTILIZADOS

Ibrahimovic (5)

Dalot (6)

Diaz (5)

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Curiosamente, durante esta temporada tenho feito o rescaldo de vários jogos do Manchester United FC de Bruno Fernandes, então a tática utilizada por Ole Gunnar Solskjaer já não me surpreende. Estamos a falar de 4-2-3-1, com jogadores muito rápidos nas alas com capacidade para fazer danos no contra-ataque, médios muito fortes ao nível das dinâmicas defensivas e, claro, Dean Henderson na baliza, ele que parece ter ganho em definitivo a corrida a De Gea.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Henderson (7)

Shaw (6)

Maguire (6)

Lindelof (6)

Wan-Bissaka (6)

Fred (6)

McTominay (6)

                                                            James (6)

Bruno Fernandes (5)

Greenwood (5)

Rashford (4)

SUBS UTILIZADOS

Pogba (7)

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