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Na final da Liga Europa, o Chelsea FC foi mais forte que o Arsenal FC, e venceu por 4-1, garantindo assim a conquista do troféu da segunda prova de clubes mais importante da UEFA pela segunda vez no seu historial. Baku era palco duma final, que mais parecia um clássico da Premier League: frente a frente, iriam estar os dois rivais de Londres à procura de salvar uma época que foi escassa em troféus, muita por culpa do poderio do Manchester City nas três competições domésticas. Os “Gunners” ainda viam a conquista da Liga Europa como o garante do bilhete de ida para a Liga dos Campeões, ao passo que os “Blues” pretendiam repetir o triunfo na prova ocorrido em 2013, frente ao Benfica em Amesterdão.

A perspetiva era de se assistir a um jogo de grande intensidade, contudo não foi isso que se viu nos primeiros 15 minutos: as duas equipas entraram com receio uma da outra, a jogar mais na certa, daí que não tenham surgido grandes ocasiões de verdadeiro perigo junto das balizas.

O Arsenal ia dando mostras de querer assumir o controlo do jogo, tendo mais bola, perante um Chelsea que ia jogando mais na expetativa e estava a ter dificuldades em criar oportunidades de golo, o que obrigou os criativos Pedro Rodríguez e Eden Hazard a recuar bastante no terreno à procura da “redondinha”.

Foi preciso esperar pelo minuto 28 para se ver o primeiro remate perigoso da final: pertenceu ao Arsenal, por intermédio de Xhaka num remate potente fora de área, que raspou na barra da baliza de Kepa. A resposta ao remate de Xhaka surgiu aos 34’, por Emerson, que subiu até à área contrária e em excelente posição disparou para uma defesa segura de Petr Cech. O lance protagonizado por Emerson foi o “mote” que faltava para o Chelsea começar a jogar melhor: cinco minutos depois, Giroud, bem servido por Jorginho, rematou à entrada da área para o canto inferior direto da baliza, valendo outra vez Cech a manter o nulo no marcador, que se manteve até ao apito final do árbitro Gianluca Rocchi.

Num encontro que até começou muito tático, teve uma ponta final de primeira parte com alguns lances que trouxeram mais emoção ao jogo decisivo da Liga Europa 2018/2019. Eram esperados uns segundos 45 minutos mais emotivos e repletos de lances de grande futebol!

As duas equipas chegaram ao intervalo empatadas a zero, mas o Arsenal esteve melhor na 1.ª parte
Fonte: UEFA

As expetativas foram correspondidas logo no recomeço da partida: aos 49’, um cruzamento tirado com conta, peso e medida de Emerson foi bem aproveitado por Giroud, que se adiantou a Koscielny e cabeceou para o fundo da redes, inaugurando assim o marcador em Baku. O avançado francês conteve-se nos festejos, uma vez que representou o Arsenal num passado recente.

O golo obrigaria o Arsenal a procurar o empate, mas o Chelsea estava bem no aspeto defensivo, dando poucos espaços ao trio ofensivo dos “Gunners” composto por Ozil, Aubameyang e Lacazette de criarem lances que pusessem à prova Kepa. Com tanta falta de criatividade na frente de ataque do Arsenal, foi o Chelsea a dilatar a sua vantagem: Pedro Rodríguez, bem servido por Hazard no coração da área adversária, rematou para o canto inferior direito da baliza de Cech para fazer o segundo dos “Blues” na capital azeri.

Se o 2-0 já era um duro golpe, o que dizer do penalty assinalado contra o Arsenal? Maitland-Niles carregou Giroud dentro de área, e Gianluca Rocchi não teve dúvidas em assinalar o castigo máximo ao minuto 65. Encarregado de bater o penalty, Hazard demonstrou grande frieza e colocou o marcador em 3-0.

Iwobi foi colocado em campo aos 66’, e a substituição foi acertada já que o nigeriano reduziu a diferença no marcador: três minutos em campo bastaram para Iwobi aproveitar uma bola a saltitar à entrada de área para desferir um remate de primeira que só parou dentro da baliza de Kepa.

A esperança foi curta, já que Hazard bisou aos 72’: recuperação de bola no meio-campo ofensivo, Giroud cruzou para o extremo belga repor a diferença de três golos no marcador.

Com o vencedor praticamente decidido, o jogo foi-se desenrolando com o Chelsea à procura de fazer mais golos, valendo Petr Cech a impedir o avolumar do resultado. O Arsenal estava perdido, ainda tentava reagir mas faltava discernimento entre os comandados de Unai Emery.

Aos 83’, Willock falhou em excelente posição o 4-2, numa bela demonstração de que os jogadores do Arsenal estavam completamente desmoralizados com o rumo do encontro.

Até ao apito final, nada houve a assinalar e o Chelsea conquistou a Liga Europa pela segunda vez na sua história. Depois de um primeiro tempo apagado, Sarri conseguiu transmitir uma mensagem de confiança aos seus atletas, que estiveram em grande nível na segunda parte e conquistam assim com toda a justiça a edição 18/19 da Liga Europa numa final 100% inglesa. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Chelsea FC: Kepa Arrizabalaga, César Azpilicueta, Andreas Christensen, David Luiz, Emerson, Mateo Kovacic (Ross Barkley 76’), Jorginho, N’Golo Kanté, Pedro Rodríguez (Willian, 71’), Eden Hazard (Zappacosta 88’) e Olivier Giroud

Arsenal FC: Petr Cech, Nacho Monreal (Matteo Guendouzi, 66’), Laurent Koscielny, Sokratis Papastathopoulos, Sead Kolasinac, Maitland-Niles, Granit Xhaka, Lucas Torreira (Alex Iwobi, 66’), Mesut Ozil (Willock 77’), Pierre Aubameyang e Alexandre Lacazette

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