A CRÓNICA: SC BRAGA DESCARRILOU NO SEGUNDO TEMPO 

Em solo inglês, o SC Braga procurava isolar-se na liderança do grupo G da Liga Europa e, com isso, carimbar o sétimo triunfo consecutivo. Mas nada disso aconteceu… O Leicester City FC foi mais forte (principalmente no segundo tempo) e acabou por golear por 4-0 a formação de Carlos Carvalhal, cujo regresso do treinador aos palcos de Inglaterra não correu nada bem. 

Num início de jogo algo morno em que as equipas aproveitaram para se adaptar e organizar, foi preciso esperar pelo minuto 20 para que aparecesse a primeira oportunidade do encontro…e logo com um extremo nível de eficácia. Iheanacho aproveitou uma desorganização defensiva do Braga, combinou bem com Maddison e tratou de inaugurar o marcador. A equipa de Carlos Carvalhal não baixou os braços e tentou responder logo a seguir, envolvendo sempre várias peças nas transições ofensivas – embora a melhor ocasião tenha nascido apenas de um canto, com um cabeceamento de Bruno Viana à figura. Do outro lado, Maddison ainda testou as luvas de Matheus à beira do intervalo. 

O segundo tempo não poderia ter começado pior para o SC Braga. Logo a abrir, um remate de fora da área de Iheanacho sofreu um desvio em Bruno Viana e Matheus não evitou que o Leicester ampliasse a vantagem. E se é verdade que os ingleses tiveram duas grandes ocasiões para fazer o terceiro (muito por culpa da passividade da defensiva bracarense), também os arsenalistas estiveram muito perto de reduzir com um remate de Abel Ruiz à malha lateral. 

Certo é que desde então…só deu Leicester. A equipa de Carlos Carvalhal foi falhando muitos passesnunca conseguiu estabilizar (nem mesmo com as substituições) e sucederam-se diversas oportunidades junto à baliza de Matheus. O recém-entrado Praet aumentou a vantagem para 3-0 (aproveitando um remate torto de Iheanacho) e Maddison, que já tinha ameaçado na primeira parte, assinou o quarto golo da equipa da Brendan Rodgers. Tudo descarrilou… O Leicester soma agora nove pontos na liderança do grupo, ao passo que o Braga mantém os mesmos seis na segunda posição.

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A FIGURA

Kelechi Iheanacho – Não se destacou só pelos dois golos (e uma assistência) – o primeiro tento numa combinação muito inteligente com Maddison e o segundo alcançado com muita sorte –, mas também pelo contributo para outras iniciativas de ataque da sua equipa, até mesmo a partir de trás. A inevitável referência Vardy nem sequer saiu do banco, mas não se pode dizer que não tenha tido um substituto à altura.

O FORA DE JOGO

Defesa do SC Braga – Claramente um dia “não!” para o setor defensivo dos bracarenses. Começou no golo inaugural do encontro e foi descarrilando ao longo de todos os momentos ofensivos do adversário na segunda metade da partida.Falhas de concentração, de marcação e até de comunicação foram fatais e o desfecho do encontro…foi mesmo uma goleada.

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

BrendanRodgers voltou a alinhar a sua equipa no já habitual 3-4-2-1, com quatro alterações em relação ao “onze” apresentado na goleada ao Leeds United FC. A maior novidade foi mesmo a ausência de Vardy, ficando Iheanacho na posição mais adiantada do terreno…e com resultados práticos! Quanto ao jogo em si, os foxessouberam condicionar o jogo ofensivo do adversário (os blocos intermédio e defensivo imperaram bem no primeiro tempo) e, principalmente na segunda parte, dispuseram de várias oportunidades para marcar, ainda que, para isso, muito tivesse contribuído a linha defensiva do Braga. Mérito para quem tanto atacou, demérito para quem não defendeu nada bem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (6)

Christian Fuchs (7)

Wesley Fofana (6)

James Justin (7)

Luke Thomas (6)

Marc Albrighton (5)

Youri Tielemans (7)

Hamza Choudhury (6)

Cengiz Under (7)

James Maddison (8)

Kelechi Iheanacho (9)

 

SUBS UTILIZADOS

Wes Morgan (6)

Dennis Praet (7)

Harvey Barnes (5)

Ayoze Pérez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Face à ausência de Ricardo HortaAbel Ruiz foi o escolhido para fazer dupla com Paulinho, num “onze” que contou com cinco alterações em relação ao jogo anterior. A construir em 3-5-2, o Braga apostou na exploração pelos francos, projetando Galeno e Ricardo Esgaio – este último com missão defensiva mais intensa na hora de recuar.Após uma primeira parte com apenas um remate enquadrado com a baliza, o Braga até entrou no segundo tempo a pressionar bastante (coisa que não tinha acontecido antes), mas foi sol de pouca dura – lance do segundo golo mexeu bastante com a moral da equipa portuguesa, que nem sequer conseguiu rematar à baliza na segunda parte. Erros atrás de erros…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Raúl Silva (4)

David Carmo (5)

Bruno Viana (4)

Ricardo Esgaio (5)

Al Musrati (6)

João Novais (6)

André Horta (5)

Wanderson Galeno (5)

Abel Ruiz (6)

Paulinho (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Guilherme Schettine (6)

Iuri Medeiros (5)

André Castro (5)

Francisco Moura  (5)

Nicolás Gaitán (5)

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