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Manchester United e Celta de Vigo jogavam a 2.ª mão da meia-final da Liga Europa, em Old Trafford. Com a vantagem de 0-1 obtida na semana passada, os ingleses recebiam os espanhóis com a motivação em alta para garantir uma presença em Estocolmo e voltar a uma final europeia 6 anos depois (em 2011, perdeu a Liga dos Campeões para o Barcelona). Do lado visitante, o Celta de Vigo iria querer vingar a derrota sofrida em casa e tentar alcançar uma vitória, de modo a poder jogar na capital sueca a sua primeira final de sempre duma competição da UEFA em 93 anos de existência.

Vindos ambos de derrotas nos seus jogos internos (o United perdeu por 2-0 frente ao Arsenal e o Celta foi derrotado pelo Málaga por 3-0), os dois treinadores apostaram exatamente nos mesmos onzes que jogaram de início na semana passada em Vigo.

Cientes de que teriam de arriscar mais, o Celta começou a partida a pressionar o United e a fazer uma boa circulação de bola, e teve perto de marcar aos 4’ por Iago Aspas, mas Sergio Romero teve uma boa intervenção. Após os primeiros 15 minutos dominados pela equipa de fora, os Red Devils conseguiram acalmar a entrada a todo o gás do Celta e partiram em busca do golo que desse algum descanso aos seus adeptos. Aos 17’, na sua primeira oportunidade no jogo, o Manchester fez o 1-0: Fellaini respondeu bem de cabeça ao cruzamento de Marcus Rashford. O golo veio confortar os homens de Mourinho que, com o 2-0 no total da eliminatória, tomaram conta da posse de bola, dando poucas hipóteses aos visitantes de tentar uma rápida reação ao golo sofrido.

Rashford, tal como United, foi apertado pelo espírito combativo do Celta Fonte: GettyImages
Rashford, tal como United, foi apertado pelo espírito combativo do Celta
Fonte: GettyImages

 

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Romero voltou a ter trabalho aos 26’, num remate fora de área de Pablo Hernández, mas voltou a defender bem. Até ao momento, quem ia brilhando em campo era Mkhitaryan – o arménio ia tendo um papel bastante ativo na manobra ofensiva da sua equipa, criando desequilíbrios na defesa espanhola. O Celta ia tentando levar perigo à baliza de Romero, mas as suas tentativas eram infrutíferas, muito por culpa da enorme cooperação defensiva dos conjunto caseiro. Aos 41’, o cabeceamento de Daniel Wass, a cruzamento de Sisto, fez a bola passar perto do poste da baliza do Man.United. Pouco mais houve a acrescentar, e o intervalo chegou com a equipa de Mourinho na frente do marcador.

O início da 2.ª parte trouxe alterações nos visitantes: Daniel Wass foi rendido por Jozabed. Os segundos 45 minutos começaram da mesma forma como na 1.ª parte: o Celta a pressionar à procura de marcar e o United a querer manter o jogo num ritmo calmo. Aos 48’, Mkhitaryan rematou forte para uma boa defesa do guardião dos espanhóis. O recomeço de jogo do Celta não foi tão forte como se verificou nos primeiros 45 minutos, facto que agradou ao United, que sentia que a presença em Estocolmo estava perto de ser confirmada. Guidetti, aos 57’, podia ter empatado o jogo, mas o seu remate não levou o rumo desejado. Numa bela jogada individual, Rashford quase fez o 2-0 aos 63’, contudo uma boa mancha feita por Sergio Álvarez impediu o golo do jovem inglês.

Para voltar a ter mais opções ofensivas, Berizzo fez entrar Bongonda aos 68’, mas foi Fellaini quem esteve mais perto de bisar no encontro, com Álvarez a defender o remate do belga. Os últimos 15 minutos do jogo iriam ser bastante mexidos, e Mourinho com perfeita noção disso, decidiu colocar em campo Carrick aos 78’ por troca com Mkhitaryan, para estagnar o último esforço do Celta. Aos 84’, o esforço foi recompensado: Roncaglia fez o 1-1 aos 86’ e agora apenas faltava um golo para o Celta passar à final. Mas em poucos minutos, o defesa passou de herói a vilão: numa confusão entre os jogadores de campo, os defesas Eric Bailly e Roncaglia foram expulsos pelo árbitro. Os minutos finais foram bastante intensos, com os visitantes a dar o tudo por tudo para marcar o segundo golo, mas sem sucesso. O jogo terminou empatado 1-1 e Mourinho volta a marcar presença numa final europeia.

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