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Aos 4 minutos, Alexis Sánchez inaugurou o marcador num lance envolto em alguma polémica com a bola a bater no braço do chileno num ressalto com N’Golo Kanté, ficando Sánchez frente a frente com Courtois e a rematar curto ao poste mais distante.

Começo em grande dos ‘Gooners’ na final de Wembley que assistiu a um embate de idênticos sistemas táticos. 3x4x3. Um sistema italianizado que parece, nos dias que correm, estar a disseminar-se na Premier League que nestas duas últimas épocas teve dois treinadores transalpinos a levantar o troféu no final.

Nada habitual e contranatura, se assim o podemos adjetivar, a entrada em jogo dos ‘blues’ de Antonio Conte. A linha defensiva, sobretudo os três centrais, revelou-se permeável e com visíveis dificuldades em contrariar os movimentos criativos dos três da frente de Wenger: Ozil, Sánchez e Welbeck.

Através da bola parada, o Chelsea fez o primeiro remate do jogo pouco depois do tento inaugural. Todavia o cruzamento de Hazard, num livre indireto, encontrou o cabeceamento sem perigo de Diego Costa. Contudo, o índice de perigosidade ofensiva do Chelsea aumentou ao quarto de hora de jogo quando Pedro lançou Diego Costa numa bola longa nas costas de Holding, com Ospina a defender.

Depois de um remate de fora da área de Alexis que sacou um ‘bruá’ da bancada, foi Ozil, no minuto seguinte a aparecer diante de Ospina e a desfeiteá-lo com o pé direito, valendo Gary Cahill, o central das coberturas,  a tirar a bola sobre a linha de golo.

À chegada aos 20 minutos de jogo, num canto, desvio ao primeiro poste do gigante Mertesacker com a bola a embater no poste contrário e, na recarga de Ramsey, novamente o frustrante encontro do esférico com o ferro direito de Courtois.

Dos 20 aos 30 minutos, o jogo não foi tão intenso junto das balizas até que, aos 32 minutos, Welbeck, também pedia a sua oportunidade e, já dentro da grande área, combina com Bellerín, endossa a bola por baixo do corpo de Courtois e Cahill, mais uma vez, ‘salva a pátria’ sobre a linha de golo.

Até intervalo, registo para um remate de Pedro à entrada da área que ganhou muita altura após construção interior de Eden Hazard e um livre à medida de Marcos Alonso, descaído para a direita, à entrada da área, que só parou na bancada.

 Diego Costa vs David Ospina. Um duelo latino particular durante a final de Wembley Fonte: The Telegraph
Diego Costa vs David Ospina. Um duelo latino particular durante a final de Wembley
Fonte: The Telegraph

Para a etapa complementar, a atitude coletiva do Chelsea começou por alterar-se em termos de comportamentos de intensidade e agressividade ofensivas, com Kanté a rematar forte e com perigo numa segunda bola em zona frontal logo aos dois minutos, um remate cruzado no interior da área de Moses aos 54 minutos e Hazard a procurar a sorte com a sua destra perto da hora de jogo.

Aos 61 minutos a primeira substituição, Fabregas por Matic no Chelsea, procurando Conte dar mais imaginação ao meio-campo ‘blue’ na ligação com o ataque. Aos 66 minutos, Fabregas, e mais uma vez, fora da área, remata numa segunda bola, ao lado.

Mas, antes, e numa jogada a que o Arsenal recorreu, natural e estrategicamente na segunda parte, surge Welbeck no contra-ataque, nas costas de Azpilicueta, servindo, ainda que com um ressalto, Bellerín que vinha de trás e que aplica um remate rasteiro na passada que Courtois foi buscar.

68 minutos. Expulsão do nigeriano Victor Moses, após, claramente, ter simulado uma falta no interior da área já com o amarelo. Bem, o árbitro x não perdoou ao ala direito.

A equipa de Conte viu-se na situação altamente delicada de desvantagem a dobrar: numérica e no marcador. Troca Pedro Rodríguez por Willian aos 72 minutos e reorganiza as peças num 4x4x1, com ‘Azpi’, central na direita, a passar a abrir na lateral e compondo uma linha de 4. No miolo, Kanté e Fabregas no centro, Hazard na esquerda, Willian na direita e Costa como referência atacante.

Apesar da derrota dos ‘blues’, a entrada do brasileiro Willian produziu um golo, com o extremo a assistir para o tento do Chelsea Fonte: The Guardian
Apesar da derrota dos ‘blues’, a entrada do brasileiro Willian produziu um golo, com o extremo a assistir para o tento do Chelsea
Fonte: The Guardian

Sim, referência, como o foi o avançado hispano-brasileiro a receber um cruzamento de Willian, e a marcar aos 74 minutos, após combinação interior de Hazard com Fabregas e, antes, uma recuperação alta de David Luiz sobre Ozil, junto à linha. O central brasileiro termina a jogada no interior da área.

Bola ao meio campo. Substituição de Giroud por Ramsey. Bola na esquerda em Monreal, o avançado francês é solicitado nas costas dos centrais do Chelsea e Ramsey a partir entre os médios do Chelsea e os defesas e a corresponder gloriosamente ao cruzamento de pé esquerdo do colega. Jogada de bom futebol. Girou entra, sai do centro da área, atrai marcação e vem Ramsey de trás a finalizar de cabeça. 2-1! Os primeiros 15 minutos tinham sido de respiração acelerada. Os últimos pareciam adivinhar um desfecho de cortar a respiração.

Ramsey marcou o golo da vitória dos ‘Gunners’. Razão para temer alguma maldição? Fonte: Football Talks
Ramsey marcou o golo da vitória dos ‘Gunners’. Razão para temer alguma maldição?
Fonte: Football Talks

82 minutos. Coquelin por Chamberlain. Wenger tenta robustecer o meio-campo, com o médio francês a ser admoestado com um cartão amarelo um minuto depois de ter entrado em campo. De seguida, mais uma vez, Bellerín, o ala direito todo-o-terreno, com uma ‘galopada’ aos 84 minutos, remata já dentro de área com Courtois a corresponder e a defender, de forma atenta.

Até final, duas ocasiões flagrantes para cada lado. Primeiro, aos 86 minutos, Diego Costa, já na pequena área, remata, após receber com o peito, de pé esquerdo para defesa de Ospina, a salvar mais uma vez a sua equipa. Um minuto volvido, com um Chelsea com 10, em risco ofensivo e, por conseguinte, exposto atrás, Ozil, remate ao poste.

Duas substituições para cada uma das formações esgotou as opções de recurso ao banco de suplentes, com Batshuayi a tomar o lugar de Diego Costa (88’), procurando Conte uma presença diferente no centro do ataque e, no último minuto dos descontos, Wenger coloca Elneny para o lugar de um esgotado Alexis Sánchez, que saiu ovacionado pelos adeptos.

Em fim de contrato, Wenger não desfez as dúvidas acerca da sua continuidade no clube onde trabalha desde a época 1996/97. Ecos de cansaço pela escassez de títulos, pelo menos o mais desejado, a Premier League, ouvem-se por parte dos adeptos. Contudo, e se Wenger, decidir pôr fim a esta história de duas décadas, sairá como recordista de Taças de Inglaterra (7). Num ano em que, pela primeira vez em 20 anos a equipa falhou o acesso à ‘Champions’, foi, mais uma vez, a FA Cup, a 13ª do Arsenal, a assumir o papel de tábua de salvação. Poderá, por outro lado, se se confirmar, constituir uma conjuntura de saída do técnico francês, não diria pela porta grande, mas, pelo menos, não por uma porta tão pequena.

Agora com 7 FA Cups no currículo, Arsène Wenger torna-se num técnico recordista na história do futebol inglês Fonte: Daily Mirror
Agora com 7 FA Cups no currículo, Arsène Wenger torna-se num técnico recordista na história do futebol inglês
Fonte: Daily Mirror

Quanto a Conte e ao Chelsea, ainda que a derrota magoe, a forma expressiva como venceu a Premier League pode atenuar o impacto da derrota em Wembley.

Foto de Capa: The Sun

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