A CRÓNICA: TRIUNFO SUADO GARANTE PRESENÇA EUROPEIA

Foi perante um Wembley despido de adeptos que a final da Taça de Inglaterra colocou em confronto dois rivais de Londres, o Chelsea FC e o Arsenal FC, num grande espetáculo de futebol, no qual os gunners levaram a melhor.

Numa primeira parte bem disputada, os blues entraram na partida com a corda toda, abrindo o marcador logo aos seis minutos de jogo, por intermédio de Pulisic, após uma boa jogada coletiva. Ante um maior domínio por parte do Chelsea, Nicolas Pépé introduziu espetacularmente a bola na baliza defendida por Caballero, à passagem do minuto 27, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Aubameyang restabeleceu a igualdade no marcador no minuto seguinte, depois da marcação de uma grande penalidade, por falta de Azpillicueta, que, pouco depois, acabaria substituído por lesão.

No início do segundo tempo, o Chelsea voltou a sofrer um duro golpe com nova lesão, desta feita do autor do golo, Christian Pulisic. O nó no marcador foi desfeito ao minuto 67, com Aubameyang a bisar na partida, depois de os gunners aproveitarem um desequilíbrio defensivo por parte da turma de Frank Lampard. Com a expulsão por segundo amarelo de Kovačić pouco depois, o Arsenal passou a controlar o encontro e o resultado não se voltou a alterar até ao apito final.

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Com este triunfo, os gunners conquistaram a 14ª Taça de Inglaterra da sua história – é a equipa recordista da competição – e garantiram uma importante presença na fase de grupos da Liga Europa da próxima temporada.

 

A FIGURA

Pierre-Emerick Aubameyang – O avançado gabonês foi completamente decisivo na partida ao apontar os dois tentos da vitória dos gunners. Destaco ainda a grande exibição de Nicolas Pépé, um dos jogadores mais influentes em campo.

 

O FORA DE JOGO

Mateo KovačićAinda que a expulsão tenha sido algo exagerada, a sua displicência acabou por comprometer o jogo para a sua equipa, hipotecando por completo as hipóteses do Chelsea FC conquistar o troféu. 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Os comandados de Mikel Arteta apresentaram-se no relvado de Wembley no seu habitual dispositivo base de 3-4-3, que se transformou numa defesa a cinco no processo defensivo e na primeira fase de construção. A formação do norte de Londres apostou muito em passes longos para as costas da defesa blue, à procura do trio de ataque que se manteve sempre muito subido no terreno. A aposta no contra-ataque acabou por ser decisiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Martínez (7)

Holding (6)

Luiz (6)

Tierney (6)

Bellerín (6)

Ceballos (7)

Xhaka (6)

Maitland-Niles (6)

Pépé (8)

Lacazette (6)

Aubameyang (9)

SUBS UTILIZADOS

Nketiah (-)

Sokratis (-)

Kolasinac (-)

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Frank Lampard também não fez alterações de maior ao sistema tático da sua equipa, apresentando os seus pupilos num 3-4-3. Com as linhas subidas e a apostar na pressão alta, os blues estiveram melhor, mas após a saída de Azpillicueta por lesão, ainda no primeiro tempo, a dinâmica mudou um pouco. Depois da expulsão de Kovačić, a equipa perdeu-se e mostrou-se incapaz de reverter o resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caballero (6)

Azpilicueta (5)

Zouma (6)

Rüdiger (6)

James (6)

Jorginho (7)

Kovačić (5)

Alonso (6)

Mount (6)

Giroud (6)

Pulisic (8)

SUBS UTILIZADOS

Christensen (7)

Pedro (6)

Barkley (-)

Hudson-Odoi (-)

Abraham (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

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