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Pouco mais de um mês após a Supertaça Europeia, disputada em Istambul e decidida nos penáltis, o Liverpool FC voltou a levar de vencida a equipa de Frank Lampard, desta feita por 1-2.

Alexander-Arnold, num disparo digno dos canhões utilizados pelo Exército Britânico na Primeira Grande Guerra, e Roberto Firmino, de cabeça, apontaram os golos do Liverpool na sequência de dois lances de bola parada em que os marcadores enganaram os opositores, tocando de calcanhar para o colega mais próximo.

O jogo de maior cartaz da sexta ronda representava a oportunidade de redenção para primeiro e sexto classificado da Premier League, que tinham saído derrotadas dos duelos europeus a meio da semana frente a Nápoles FC e Valencia, respetivamente.

Se do lado dos Reds Jürgen Klopp apenas fez entrar Wijnaldum para o lugar do polivalente Milner, Lampard ousou voltar ao figurino de quatro defesas, lançando Emerson e Kanté para os lugares que haviam sido ocupados por Zouma e Marcos Alonso na primeira ronda da fase de grupos da Liga Milionária.

A estratégia do antigo internacional inglês e histórico capitão da formação londrina começou a ruir logo à passagem do quarto de hora, quando, de uma assentada, viu Fabinho galgar metros desde o meio-campo e ganhar a falta que viria a originar o primeiro golo do jogo; ao mesmo tempo, Emerson saía por lesão, obrigando à entrada de Alonso para o corredor esquerdo dos blues.

Com Salah em dia não, era a pressão da formação encarnada a figura coletiva da partida. Do lado contrário, pelas dificuldades em sair a jogar desde Kepa, era recorrente ver a bola batida desde trás na procura das dreadlocks de Abraham, ainda que sem efeito, dada a marcação impiedosa de Matip e Van Dijk ao avançado inglês.

Às tentativas de explorar a profundidade por parte do Chelsea, o Liverpool respondia com combinações rápidas na frente de ataque, por onde todas as jogadas passavam pelas sapatilhas de veludo de Firmino, que tem o dom de conseguir ver tudo antes dos restantes.

Com o domínio do jogo mais repartido, assistiu-se ao esboço da reação londrina ao golo sofrido: bola lançada por Christensen para Abraham que, isolado, não conseguiu desfeitear Adrián. À demora no controlo à profundidade, o substituto de Alisson respondeu com uma enorme defesa que evitou o empate.

Até que à meia hora, uma espécie de déjà vu invadiu o relvado: bola parada ofensiva para o Liverpool, que voltou a chamar dois homens para a cobrança e, uma vez mais, toque de calcanhar para o lado, culminando no cruzamento de Robertson para a cabeça de Firmino.

Os setores da equipa de Frank Lampard, cada vez mais separados, dificultavam uma posse de bola com qualidade, tornando aborrecido e previsível o seu futebol, parecendo cada vez improvável uma remontada.

Até ao intervalo, nota para mais uma saída forçada, desta feita de Christensen, que deu lugar a Zouma.
Fonte: Chelsea FC

O segundo tempo iniciou-se sob a toada da primeira, com o Liverpool mais afoito, e quase chegou ao terceiro golo numa jogada em que Kepa protagoniza uma das defesas da jornada.

No entanto, N’Golo Kanté (quem mais?) fez questão de lembrar a velha máximo do “quem não marca,sofre” e, sensivelmente a meio do segundo tempo, arrancou do corredor lateral para o meio, deambulou entre a defensiva contrária e, de pé direito, atirou colocado para o golo que poria fim à aparente tranquilidade dos visitantes.

Até final, apesar de uma boa oportunidade desperdiçada pelo recém-entrado Batshuayi para o lugar de Abraham e de muita vontade traduzida em cruzamentos, o campeão europeu segurou a margem mínima e levou os três pontos para Anfield, depois de uma exibição suada, mas longe de ser brilhante.

Com esta vitória, Klopp torna-se o primeiro treinador dos Reds a vencer três jogos em Stamford Bridge e o Liverpool segue isolado na liderança do campeonato, com seis vitórias em outros tantos jogos.

Já o Chelsea, apesar de ter mantido a tradição de marcar frente ao rival de Liverpool (20 vezes em 21 jogos), caiu para a 11.ª posição.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Chelsea FC: Kepa, Azpilicueta, Christensen (Zouma 42’), Tomori, Emerson (Alonso 14’), Kanté, Jorginho, Kovacic, Willian, Mount e Abraham (Batshuayi 77’).

Liverpool FC: Adrian, Alexander-Arnold, Matip, Van Dijk, Robertson, Fabinho, Wijnaldum, Henderson (Lallana 84’), Mané (Milner 71’), Salah (Gomez 92’) e Firmino.

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