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No encontro mais esperado do fim-de-semana, o Chelsea recebeu e venceu por 2-0 o Manchester City, e está agora a oito pontos da liderança. Num confronto marcado pelo duelo entre dois dos maiores génios do desporto-rei na atualidade – Maurizio Sarri e Pep Guardiola – o italiano levou a melhor sobre o catalão.

No jogo 161 entre as duas equipas, coube ao City ter o domínio de todo o primeiro tempo. O futebol de posse dos citizens ia remetendo toda a gente para o meio-campo do Chelsea, com a sociedade Silva a tricotar a bola por terrenos interiores.

O Chelsea de Maurizio Sarri, com uma organização muito semelhante ao Nápoles que este orientou de 2015 a 2018, jogava com Hazard mais solto na frente, de forma a abrir espaço para as diagonais de Pedro. Contudo, a excelência de Fernandinho, tanto a definir a pressão do City, como a ser o primeiro homem a dar a cara à recuperação do esférico, não dava quaisquer hipóteses aos londrinos de saírem com bola. O brasileiro revelava-se um verdadeiro tratado de como se posicionar bem em campo.

Com as ideias de Guardiola a saírem com total clarividência, a superioridade do conjunto de Manchester em todos os capítulos do jogo não deixava os blues respirar, o que começou a traduzir-se em oportunidades para golo: aos 33 minutos, em dois lances distintos, Leroy Sané teve nos pés a possibilidade de inaugurar o marcador.

No entanto, o futebol não se trata de justiça, mas sim de imprevisibilidade e de oportunismo. Em cima do intervalo, completamente contra a corrente de jogo, o Chelsea chegou pela primeira vez à área contrária, numa transição rápida, e fez o golo: Hazard passou para o sítio certo à hora certa e Kanté, numa situação que lhe é estranha, fuzilou as redes de Ederson.

O Chelsea ia para o intervalo a vencer 1-0, com um grande golo de N’Golo Kanté
Fonte: Chelsea FC

O golo fez bem à turma de Sarri e os blues entraram mandões na etapa complementar: aos 49 minutos, na cobrança de um livre, Willian quase aumentava a vantagem londrina. A equipa da casa aos poucos libertava-se da teia criada por Guardiola.

No minuto 57, o City quase empatava a contagem, mas o guardião Kepa estava atento e não deixou Walker ser bem sucedido na marcação de um livre direto. A falta de eficácia dos citizens ia contrastando com o sentido de oportunidade do Chelsea, o que se confirmou a doze minutos do fim da partida, com o 2-0 a surgir em Stamford Bridge: no primeiro canto dos londrinos no jogo, Hazard cruzou na perfeição e David Luiz subiu ao 3º andar para cabecear para o fundo das redes de Ederson.

Até ao apito final de Michael Oliver, ainda houve tempo para Gabriel Jesus obrigar Kepa a mais uma boa intervenção. O espanhol mantinha, com a ponta das luvas, a baliza dos blues inviolável e o Chelsea garantia os três pontos, de extrema importância após as derrotas com o Tottenham e Wolverhampton. Já o Manchester City, que na segunda parte viu-se na obrigação de jogar pelo corredor, sem conseguir aproveitar o jogo vertical que Guardiola privilegia, perde agora a liderança para o Liverpool, ficando a um ponto da equipa de Klopp.

 

ONZES INICIAIS:

Chelsea FC: Kepa Arrizabalaga, Azpilicueta, Rüdiger, David Luiz, Marcos Alonso; Jorginho, Kanté, Kovačić (Barkley 64’); Pedro, Willian (Loftus-Cheek 75’), Hazard (Giroud 90’).

Manchester City: Ederson, Walker, Stones, Laporte, Delph; Fernandinho, Bernardo Silva, David Silva (Gündoğan 68’); Mahrez (Phil Foden 84’), Sané (Gabriel Jesus 53’), Sterling.

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