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A jornada cinco da Premier League abriu com um estrondo. Um estrondo daqueles que só se ouve quando um gigante tomba com aparato, emaranhado nos seus próprios problemas e, ironicamente, impotente para os resolver. Este era o retrato do Chelsea em Goodison Park, onde foi derrotado pelo Everton, que contou com a habitual inspiração de Naismith para marcar aos “grandes”, embora desta vez se tenha superado a si mesmo – um hat-trick, depois de sair do banco dos suplentes, aos nove minutos. O Chelsea afunda-se cada vez mais e vê a liderança fugir-lhe ao “controle”, pois os rivais directos vão fazendo pela vida, e conseguindo. É que o United, no jogo da jornada, bateu o Liverpool, no clássico, por 3-1 (Martial estreou-se a marcar e Benteke assinou um golo candidato ao prémio Puskas), o Arsenal recebeu e bateu o Stoke por 2-0 e City foi ao terreno do Palace vencer por 1-0 (golo do miúdo Iheanacho, sob o minuto 90), cavando, ainda mais , o fosso para o campeão nacional, que já está a 11 pontos, e mantendo o registo imaculado de cinco jogos a vencer…

“Naismith, na imagem, o nome da jornada”

… uma série brilhante que o Leicester quase consegue igualar, pois, a par dos citizens, são a única equipa da Premier League que ainda não perdeu durante esta temporada, estando já em segundo lugar, contribuindo, para isso, a vitória imposta ao Aston Villa, em casa, num jogo incrivelmente emocionante, com Mahrez, Vardy e companhia a perder por 2-0 até ao minuto 71, altura em que Laet reduziu, catapultando os foxes para uma exibição de luxo, culminada com o 3-2 final, com o patrocínio, já habitual, de duas assistências de Riyad Mahrez e uma exibição fantástica, algo a que os adeptos do Leicester já se vão habituando…

… mas não são os únicos a “depender” de uma estrela. Dimitri Payet também vai fazendo grandes exibições e, desta vez, foi o responsável único dos dois golos do West Ham ao Newcastle, que fixaram o resultado final e devolveram as vitórias caseiras a Upton Park, uma sensação parecida que os adeptos do Tottenham terão tido, quando viram o chapéu de Mason entrar caprichosamente na baliza de Pantilimon (Sunderland), e que fixou o resultado final em 1-0, que significou, para os Spurs, a primeira vitória da época…

… o mesmo aconteceu em Watford, com os orientados por Quique Flores a garantirem uma vitória importante, e logo contra uma das equipas sensações desta época – Swansea – que não conseguiu brilhar, desta vez frente a um recém promovido, um estatuto partilhado por Norwich e Bournemouth, que se enfrentaram, no terreno dos “canários”, com estes a saírem vitoriosos, por 3-1, num jogo em que Hoolahan foi o animador de serviço, estando em dois golos…

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… palavra que não se ouviu no The Hawthornes, onde West Bromwich e Southampton não contaram com a inspiração dos nomes sonantes que têm nos respectivos ataques.

Jogador da Semana: Steve Naismith (Everton)

Entrou para o lugar de Besic, que por sua vez substituiu Cleverley. Resultado? Magnífico. Um hat-trick ao campeão que comprova a apetência do escocês em marcar aos grandes, e que o ligou, umbilicalmente, a um dos jogos com maior repercussão mediática da jornada futebolística deste fim-de-semana, em toda a Europa.

Treinador da Semana: Alex Neil (Norwich)

Depois de ter sido alvo de algumas críticas após os primeiros encontros, sobretudo pela permeabilidade defensiva, o jovem técnico escocês soube afinar processos e oferecer aos adeptos uma equipa dominante em todos os capítulos de jogo, impondo a seu lei sobre o rival. Venceu, como equipa grande repleta de mérito, o Bournemouth.

Fonte de Fotografia de Capa: Facebook Oficial do Norwich