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Com a luta do título como miragem para os dois clubes de Manchester, este era um jogo que tinha como principal atração a luta pelo acesso direto à Champions. Dois treinadores habituados a grandes lutas por objetivos bem maiores partiam para este dérbi separados por apenas um ponto na classificação geral, onde o City levava vantagem no quarto posto, o último que dá direito à liga milionária.

Desde o inicio o City assumiu as rédeas do jogo e Mourinho colocou o seu United mais recuado e a apostar na velocidade de Martial e Rashford para explorar a defesa azul em ataques rápidos através de um jogo mais direto. Com Carrick muito atento ao maestro De Bruyne, o City não conseguia desenvolver o seu futebol rendilhado nem criar situações de perigo para a baliza de De Gea.

Aguero era o jogador do ataque do City que mais tentava remar contra a maré, através de alguns rasgos individuais, numa altura de maior fulgor da turma da casa, à passagem da meia hora. Mas chegava-se ao final da primeira parte sem qualquer alteração no marcador, num jogo muito disputado a meio-campo e com muito poucas ocasiões de golo. Por agora o medo de perder era superior à vontade de ganhar.

Para a segunda metade os adeptos dos citizens aguardavam ansiosamente o regresso de Gabriel Jesus à competição. E parecia ser necessário um desbloqueador neste jogo, pois a etapa final iniciou-se como tinha terminado a primeira, com o City com mais posse de bola , mas sem resultados práticos, sem perigo para a baliza contrária. Os red devils apresentavam segurança defensiva e cada vez chegavam com menos frequência à baliza de Cláudio Bravo.

À passagem do minuto 83, chegou alguma agitação ao jogo e não da melhor forma. Fellaini envolve-se com Aguero e recebe ordem de expulsão. Um dos esteios do meio-campo defensivo do United saía assim de cena para o ataque final do City, o que não deixou o treinador português contente. Guardiola tentou agitar o jogo com a entrada do prodígio brasileiro, que voltava de lesão, e quase que o conseguia, não fosse o golo anulado ao avançado ao minuto 93.

Um nulo que deixa a luta pelo pódio em aberto Fonte: Premier League
Jogo muito disputado mas com poucas ocasiões de golo
Fonte: Premier League

Após seis minutos de compensação, terminava como começou o dérbi de Manchester: a zeros. Duas equipas com demasiado medo de deixar fugir o rival na classificação e que não proporcionaram um jogo agradável para os adeptos, sem o sal e a pimenta do futebol – o golo.

O United de Mourinho é uma equipa sem ideias ofensivas, que vive à espera de rasgos individuais dos seus jogadores mais avançados. É verdade que defende bem e apresenta muita solidez, mas pede-se mais a um histórico do futebol inglês que nos habituou a um futebol de ataque durante muitos anos. Nem a grande quantidade de jogos nas últimas semanas e o cansaço físico chegam para atenuar a fraca exibição.

Fica assim tudo na mesma e tudo em aberto para as cinco jornadas que faltam para o final da Premier League. Antevê-se uma luta titânica entre os rivais de Manchester e o Liverpool, que se encontra em terceiro lugar, mas apenas com dois pontos de vantagem sobre o United e um ponto sobre o City. Com o United ainda em prova na Liga Europa, veremos que coelhos vai tirando Mourinho da cartola na gestão da sua equipa e se consegue atingir os objetivos.

Foto de Capa: Premier League

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Deu o pontapé de partida no mundo do futebol aos 5 anos no G. D. Peniche. Com 14 anos chegou ao Boavista F.C. para integrar as camadas jovens e assistir ao primeiro e único título de campeão nacional do clube portuense. Licenciado em radiologia, trocou o futebol profissional pela saúde, mas manteve a paixão pelo desporto rei, que ainda joga por hobby e que o mantém sempre atento ao que se passa aquém e além-fronteiras.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.