A CRÓNICA: O RESCALDO DE UM JOGO QUE PODIA TER DURADO SÓ 45 MINUTOS

Sempre que duas equipas dos big six do campeonato inglês se defrontam, o público prepara-se para assistir a grandes jogos. E quem assistiu à primeira parte do duelo entre o Manchester City FC e o Arsenal FC seguramente não ficou desiludido. Duas equipas a jogar bom futebol, com ataques rápidos e a criar situações de finalização. Mesmo a nível estético, os jogadores foram presenteando o público televisivo com momentos de excelência.

A turma orientada por Pep Guardiola entrou mais forte na partida, criando perigo logo no primeiro minuto do encontro, através de um remate de Mahrez. Aos 23 minutos, acaba por chegar ao golo. Uma jogada que se iniciou na defesa, com a bola a chegar rapidamente ao ataque, acabando por ir parar aos pés de Phil Foden, que, dentro da área, efetuou um remate potente. Leno ainda se opôs com uma boa defesa, mas, na recarga, acabou por surgir Sterling, que fez o golo.

A partir deste momento, surgiu a reação do Arsenal FC. Os gunners criaram logo uma situação muito perigosa para a baliza de Ederson, por intermédio de um remate de Pépé. Nesta fase do encontro, Bukayo Saka destacou-se (ainda mais) dos restantes, criando situações de golo flagrantes. Em dois momentos, Ederson evitou brilhantemente o golo da equipa londrina, defendendo os remates de Bukayo Saka e de Aubameyang.

Chegando ao intervalo, ficava a sensação de que se estava a assistir a um excelente jogo, com as duas equipas a praticar bom futebol. A segunda parte tinha tudo para ser emocionante.

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No entanto, tal não se verificou. Seguramente, o caro leitor já foi presenteado com decepção destas. Para quem estava a assistir, a segunda parte mais não foi do que uma desilusão. Todos os motivos de interesse foram gastos na primeira metade do encontro, ao passo que a segunda serviu mais para passar o tempo. Quase nulas as oportunidades de golo.

O Arsenal FC beneficiou de um par de livres diretos, um de David Luiz e outro de Pépé, mas que pouco perigo criaram. O Manchester City FC aproveitou para controlar o jogo. Os comentadores mencionavam um “jogo sem balizas” e, de facto, foi justamente a isso que se assistiu.

Tratou-se, portanto, de um excelente jogo, caso este rescaldo fosse referente apenas à primeira parte. No final, a vitória sorriu à equipa do Manchester City FC, que ocupa o décimo lugar da tabela classificativa. Já o Arsenal FC desceu para a sexta posição.

 

A FIGURA

Bukayo Saka – Pode causar estranheza eleger como a figura do encontro um atleta da equipa derrotada. Mas sem dúvida de que Bukayo Saka faz parte do leque de pessoas que mais mereciam a vitória. Que excelente exibição do jovem inglês de 19 anos. Muito veloz e excelente condução de bola. Deu imenso trabalho aos defesas do Manchester City FC.

O FORA DE JOGO

Nicolas Pépé – Jogo bastante apagado do avançado do Arsenal FC. Teve uma grande oportunidade para finalizar, logo após o golo do Manchester City FC, mas, fora esse momento, passou bastante discreto durante o jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

É bastante complicado definir o sistema tático utilizado pelo Manchester City neste encontro. Foram apresentandas várias modificações. Em muitos momentos, jogou-se num 3-3-4, com João Cancelo a juntar-se no meio-campo a Bernardo Silva e Rodri, deixando Rúben Dias, Walker e Nathan Ake a controlar a defesa.

Atacou, frequentemente, com uma linha de quatro, composta por Phil Foden, Sterling, Mahrez e Agüero. No entanto, durante o o jogo, foi alterando várias vezes para esquemas de 4-4-2 ou de 3-4-3. Este Manchester City apresentou diversas faces ao longo da partida. 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

João Cancelo (4)

Rúben Dias (4)

Nathan Ake (5)

Kyle Walker (5)

Rodri (6)

Phil Foden (7)

Bernardo Silva (6)

Raheem Sterling (7)

Riyad Mahrez (6)

Kun Agüero (5)

 

SUBS UTILIZADOS

İlkay Gündoğan (5)

Fernandinho (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

A equipa do arsenal apresentou-se num sistema tático de 3-4-3. Ceballos e Xhaka seguraram o meio-campo da equipa londrina, deixando os corredores laterais para Saka e Bellerín. A frente de ataque ficou entregue a Willian, Aubameyang e Pépé. Na segunda parte, aquando da saída de Willian, Lacazette ocupou o centro do ataque.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Bernd Leno (4)

David Luiz (4)

Gabriel (5)

Kieran Tierney (5)

Hector Bellerín (5)

Granit Xhaka (5)

Dani Ceballos (6)

Bukayo Saka (8)

Willian (5)

Nicolas Pépé (3)

Pierre-Emerick Aubameyang (5)

SUBS UTILIZADOS

Alexandre Lacazette (5)

Eddie Nketiah (5)

Thomas Partey (5)

Artigo revisto por Mariana Plácido

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De jogador a treinador, o êxito foi uma constante. Se o Atletismo marcou o início da sua vida desportiva enquanto atleta, foi no Basquetebol que se destacou e ao qual entregou a sua vida, jogando em clubes como o Benfica, CIF – Clube Internacional de Futebol e Estrelas de Alvalade. Mas foi como treinador que se notabilizou, desde a época de 67/68 em que começou a ganhar títulos pelo que do desporto escolar até à Liga Profissional foi um passo. Treinou clubes como o Belenenses, Sporting, Imortal de Albufeira, CAB Madeira – Clube Amigos do Basquete, Seixal, Estrelas da Avenidada, Leiria Basket e Algés. Em Vila Franca de Xira fundou o Clube de Jovens Alves Redol, de quem é ainda hoje Presidente, tendo realizado um trabalho meritório e reconhecido na formação de centenas de jovens atletas, fazendo a ligação perfeita entre o desporto escolar e o desporto federado. De destacar ainda o papel de jornalista e comentador de televisão da modalidade na RTP, Eurosport, Sport TV, onde deu voz a várias edições de Jogos Olímpicos e da NBA. Entusiasmo, dedicação e resultados pautam o percurso profissional de Mário Silva.                                                                                                                                                 O Mário escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.