A CRÓNICA – “PÓKER” PARA OS INGLESES VEREM

No jogo mais esperado desde a retoma do futebol inglês, o recém-coroado campeão Liverpool FC foi a casa do antigo vencedor da liga, o Manchester City FC, e o espetáculo proporcionado pelas equipas não desapontou.

Ambas as formações optaram por lançar as suas primeiras ofensivas através de jogadas rápidas, tentando aproveitar a velocidade que cada ataque possui. Contudo, e derivado ao acalmar do jogo a partir do primeiro quarto de hora, a primeira grande oportunidade de golo surgiu quando Mohamed Salah enviou a bola ao poste da baliza de Ederson. Na resposta, Raheem Sterling conquistou um penálti e Kevin De Bruyne, aos 25 minutos, não desperdiçou a oportunidade de colocar os “Citizens” a vencer por 1-0.

Passados dez minutos, foi a vez do próprio Sterling fazer o “gosto ao pé”. Na sequência de uma bela saída rápida para o ataque do City, Phil Foden definiu de forma perfeita e entregou a bola ao extremo inglês, que tirou Joe Gomez do caminho e enviou a bola com classe para o fundo das redes. O ataque do Manchester City não desacelerou e, mesmo antes do intervalo, o resultado começou a tomar proporções de goleada: Phil Foden combinou com De Bruyne e finalizou na cara de Alisson, colocando o 3-0 no placar ao intervalo.

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No regresso para o segundo tempo, os “Citizens” voltaram com um ritmo estonteante e, nos primeiros dez minutos, dispuseram de três boas oportunidades para dilatar ainda mais a sua vantagem. Contudo, o quarto golo da formação de Pep Guardiola surgiu numa altura em que era o Liverpool que estava ligeiramente por cima. Fruto de mais um grande passe de Kevin De Bruyne, Sterling remata e, após um desvio de Alex Oxlade-Chamberlain, a bola acaba dentro da baliza de Alisson.

Este golo matou em definitivo o jogo e a meia hora que restou foi de pouca atividade, com algumas oportunidades para cada equipa, mas sem que nenhuma delas fosse clara de golo. Houve ainda um golo anulado a Riyad Mahrez, mesmo em cima do apito final.

Anteriormente ao encontro, o título já estava entregue ao Liverpool, mas esta partida veio mostrar que a equipa de Jurgen Klopp não é tão imbatível como se pensava. Quanto ao Manchester City, esta exibição de gala vem já colocar água na boca para a luta pelo título na próxima época e ajudar a equipa a consolidar o segundo lugar. 

A FIGURA


Kevin De Bruyne – Começam a faltar adjetivos para descrever as exibições do médio belga. Sempre com uma serenidade tal que o faz parecer de gelo, encontra linhas de passe, as quais nem os espectadores mais atentos, com uma vista de cima, as conseguem encontrar. É o maestro desta equipa do Manchester City e, apesar do falhanço na luta pelo título, merece estar na discussão do prémio de melhor jogador da competição. 

O FORA DE JOGO


Joe Gomez – Apesar de apenas ter estado 45 minutos em campo, Joe Gomez teve uma noite para esquecer. Cometeu um penálti infantil, abordou vários lances de forma displicente e ficou em cheque no lance do terceiro golo dos “Citizens”, a par de Robertson. Uma exibição que vem dar razão aos críticos que afirmam que Virgil van Dijk precisa de um parceiro de outro nível no centro da defesa dos “Reds”. 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Num 4-2-3-1 muito móvel, Phil Foden e Kevin De Bruyne assumiram as funções de organizadores e distribuidores do jogo ofensivo dos “Citizens”. Com uma exibição defensiva de grande nível, anulando por completo as poderosas armas ofensivas adversárias, o City deu uma verdadeira aula de como contra-atacar de forma (aparentemente) fácil, rápida e eficaz.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Kyle Walker (6)

Eric García (6)

Aymeric Laporte (6)

Benjamin Mendy (6)

Rodrigo (6)

Ilkay Gundogan (6)

Kevin De Bruyne (8)

Phil Foden (7)

Raheem Sterling (7)

Gabriel Jesus (6)

SUBS UTILIZADOS

Riyad Mahrez (6)

João Cancelo (5)

Nicolás Otamendi (-)

Bernardo Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

O habitual 4-3-3 da formação de Jurgen Klopp não trouxe para este desafio a eficácia e coesão que mostrou durante toda a época. Com pouca precisão no momento ofensivo e com um “fosso” gigante entre o meio-campo e a defesa, permitiu ao Manchester City aproveitar o espaço a mais que foi concedido e capitalizar através das oportunidades que lhes foram permitidas. Apesar da sensacional época do Liverpool não ser colocada em causa por esta exibição, o fenomenal campeão pareceu uma equipa banal.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (5)

Trent Alexandre-Arnold (6)

Joe Gomez (4)

Virgil van Dijk (5)

Andrew Robertson (5)

Fabinho (5)

Jordan Henderson (5)

Georginio Wijnaldum (5)

Mohamed Salah (5)

Sadio Mané (5)

Roberto Firmino (5)

SUBS UTILIZADOS

Alex Oxlade-Chamberlain (5)

Naby Keita (5)

Divock Origi (5)

Neco Williams (5)

Takumi Minamino (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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