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Manchester United FC 0-2 Manchester City FC: Tudo fácil para Bernardo e companhia

Gonçalo Taborda · 3 min

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A jornada de hoje era um verdadeiro pesadelo para os adeptos do Manchester United FC. Em plena reta final da Premier League, o Manchester City FC visitava Old Trafford para tentar ultrapassar o Liverpool FC, que está em primeiro lugar, com mais dois pontos mas um partida a mais que a equipa de Pep Guardiola. Os red devils estavam entre a espada e a parede: vencer o derby e ajudar o histórico rival a conquistar um título inédito no século XXI ou perder para o rival citadino?

Com o jogo da Liga dos Campeões ainda em vista, os homens de Ole Gunnar Solskjaer ignoraram o contexto exterior. Mas esta partida foi curiosa. Há onze anos, o Manchester United de Alex Ferguson e Cristiano Ronaldo caminhava para a época em que ganharia a Liga dos Campeões e a Premier League. Hoje, no relvado do Teatro dos Sonhos, víamos os jogadores de vermelho amedrontados pelo adversário. A verdade é que os homens de azul-bebé eram, pura e simplesmente, a melhor equipa. Não houve goleada, não houve domínio absoluto, mas toda a mística que envolveu este jogo sugeriu a clara superioridade do Manchester City.

Sané atira para o segundo golo
Fonte: Premier League

Isto viu-se desde a batalha do meio campo, em que Paul Pogba foi constantemente engolido, à ação defensiva do United, onde até Jesse Lingard teve de ajudar. Os homens de Solskjaer ainda se mantiveram firmes até ao fim da primeira parte, que acabou 0-0. Mas após a saída dos balneários os homens do City abriram o livro. Bernardo Silva, um jogador com uma magia que não se vê no United, pegou na bola à entrada da grande área, manteve-a junto ao pé esquerdo e, enganando Phil Jones, desferiu um remate para o poste interior de David de Gea, que não teve mãos para lá chegar.  Aguero, um minuto depois, quase fazia o 2-0, que surgiu com naturalidade ao minuto 66. Sterling pegou na bola, correu 30 metros sem oposição deu para Leroy Sané, que rematou a partir da esquerda e ampliou a vitória do City.

Foi, para estranheza (mas não surpresa) de muitos, um jogo sem história. Ganhou a melhor equipa. Sterling, Bernardo Silva, Sané e Aguero fizeram o que quiseram na frente de ataque, e lançaram a sua equipa na frente do campeonato, que, a quatro jornadas do fim, parece mais favorável que nunca aos homens do Etihad Stadium. Já o Manchester United somou a sua sétima derrota nos últimos nove jogos, e aquele início fantástico de Solskjaer é agora uma memória longínqua.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester United FC: D. De Gea; A. Young; M. Darmian (A. Sanchéz 83’); V. Lindelof; C. Smalling; L. Shaw; Fred; P. Pogba; A. Pereira (R. Lukaku 72’); J. Lingard (A. Martial 83’); M. Rashford.

Manchester City FC: Ederson; K. Walker; V. Kompany; A. Laporte; O. Zinchenko; Fernandinho (L. Sané 51’); I. Gundogan; D. Silva; B. Silva; R. Sterling; K. Aguero.

A FIGURA

Fonte: Manchester City FC

Bernardo Silva – Sendo que qualquer um dos membros da frente de ataque dos citizens poderia receber este galhardete, vamos atribuí-lo ao extremo português que abriu o marcador de uma belíssima maneira.

Depois da eliminação da Liga dos Campeões, Bernardo Silva tem tudo para conduzir a sua equipa ao segundo título consecutivo na Premier League, numa época em que se afirmou verdadeiramente como um dos melhores jogadores do mundo.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Paul Pogba- Falámos da diferença de qualidade entre os conjuntos de jogadores, mas Pogba é um dos poucos do Manchester United a que podemos dar o rótulo de classe mundial. Assim, em noites como a de hoje, ele tem de mostrar o que vale. Com mais ou menos ajuda dos colegas, tem de saber controlar o ritmo de jogo. No centro do relvado, tem de ser um general.

Hoje, Pogba não foi vítima da falta de qualidade de Fred ou da falta de apoio dos atacantes. Quando falha passes simples e controlos de bola simples, percebemos que o problema do francês é de um foro mais psicológico. Quer seja falta de confiança ou nova rutura com o treinador, o número 6 do Manchester United tem de mostrar muito mais serviço para voltar a cair nas graças dos adeptos.

Foto de capa: Manchester City FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Gonçalo Taborda

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