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A jornada de hoje era um verdadeiro pesadelo para os adeptos do Manchester United FC. Em plena reta final da Premier League, o Manchester City FC visitava Old Trafford para tentar ultrapassar o Liverpool FC, que está em primeiro lugar, com mais dois pontos mas um partida a mais que a equipa de Pep Guardiola. Os red devils estavam entre a espada e a parede: vencer o derby e ajudar o histórico rival a conquistar um título inédito no século XXI ou perder para o rival citadino?

Com o jogo da Liga dos Campeões ainda em vista, os homens de Ole Gunnar Solskjaer ignoraram o contexto exterior. Mas esta partida foi curiosa. Há onze anos, o Manchester United de Alex Ferguson e Cristiano Ronaldo caminhava para a época em que ganharia a Liga dos Campeões e a Premier League. Hoje, no relvado do Teatro dos Sonhos, víamos os jogadores de vermelho amedrontados pelo adversário. A verdade é que os homens de azul-bebé eram, pura e simplesmente, a melhor equipa. Não houve goleada, não houve domínio absoluto, mas toda a mística que envolveu este jogo sugeriu a clara superioridade do Manchester City.

Sané atira para o segundo golo
Fonte: Premier League

Isto viu-se desde a batalha do meio campo, em que Paul Pogba foi constantemente engolido, à ação defensiva do United, onde até Jesse Lingard teve de ajudar. Os homens de Solskjaer ainda se mantiveram firmes até ao fim da primeira parte, que acabou 0-0. Mas após a saída dos balneários os homens do City abriram o livro. Bernardo Silva, um jogador com uma magia que não se vê no United, pegou na bola à entrada da grande área, manteve-a junto ao pé esquerdo e, enganando Phil Jones, desferiu um remate para o poste interior de David de Gea, que não teve mãos para lá chegar.  Aguero, um minuto depois, quase fazia o 2-0, que surgiu com naturalidade ao minuto 66. Sterling pegou na bola, correu 30 metros sem oposição deu para Leroy Sané, que rematou a partir da esquerda e ampliou a vitória do City.

Foi, para estranheza (mas não surpresa) de muitos, um jogo sem história. Ganhou a melhor equipa. Sterling, Bernardo Silva, Sané e Aguero fizeram o que quiseram na frente de ataque, e lançaram a sua equipa na frente do campeonato, que, a quatro jornadas do fim, parece mais favorável que nunca aos homens do Etihad Stadium. Já o Manchester United somou a sua sétima derrota nos últimos nove jogos, e aquele início fantástico de Solskjaer é agora uma memória longínqua.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester United FC: D. De Gea; A. Young; M. Darmian (A. Sanchéz 83’); V. Lindelof; C. Smalling; L. Shaw; Fred; P. Pogba; A. Pereira (R. Lukaku 72’); J. Lingard (A. Martial 83’); M. Rashford.

Manchester City FC: Ederson; K. Walker; V. Kompany; A. Laporte; O. Zinchenko; Fernandinho (L. Sané 51’); I. Gundogan; D. Silva; B. Silva; R. Sterling; K. Aguero.

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